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Ultimate UNF: BloodRayne #3

Ainda ressentida com a morte de sua mentora, Rayne é enviada em uma missão para a Argentina, onde reencontra sua mais antiga e pior inimiga.












Edio3-2.jpg BloodRayne 3 picture by matrixbrazilbh


BloodRayne #3 - Irmãs de Sangue

Por: Lucas Bretas (MatrixBrazilBH)


Sede da Sociedade de Brimstone – Localização Desconhecida

-O QUE VOCÊS FIZERAM COM MYNCE?

Rayne socava os guardas que tentavam segurar.

-ME SOLTEM, DESGRAÇADOS!

Ela gritava pelos corredores da Sociedade. Queria respostas para o que havia acontecido na Alemanha. Sua melhor amiga e mentora havia sido morta pela própria Sociedade. E o pior de tudo é que Rayne não sabia se havia sido proposital ou somente um acidente. E isso a deixava ainda mais nervosa.

-Agente BloodRayne, se acalme.

Um homem de sobretudo preto e com um chapéu da mesma cor estava parado em frente à dhampir.

-Calma o caramba! Eu quero respostas.

Ela salta em direção ao homem. Ele agarra seus braços e a arremessa contra a parede. Ao bater contra o puro metal, Rayne cai de joelhos no chão e se lembra de quem havia tentado atacar. Kagan, um vampiro que ocupava a posição de vice-líder da Sociedade. Apesar de ser um vampiro de puro sangue, ele tinha os mesmos objetivos de Rayne, livrar a terra de todo o mal sobrenatural.

-BloodRyane, venha comigo.

Ele entra em sua sala, e é seguido por Rayne, que mesmo um pouco zonza não perdia a pose. Ambos se sentam em frente a uma mesa, cheia de arquivos espalhados e algumas armas de fogo.

-Sua próxima missão é na Argentina.

-Ah não... Argentina não.

-Infelizmente teria que te colocar lá. Sei que é um país horrível e que as pessoas são um bando de arrogantes, mas precisamos de uma agente de seu nível.

-Se me contar o que aconteceu com Mynce no pântano, eu posso aceitar a missão.

-Olha, aquele míssil era inimigo. Era Alemão.

-Então Hitler estava atacando os seres que ele próprio libertou no mundo? Tornando inútil todos o esforço? E além disso, atacando o próprio território? Você não achou que eu acreditaria nessa mentira, não é mesmo Kagan?

-Não é mentira, Rayne. Não sabemos os motivos de Hitler, mas o míssil era Nazista.

-Vou para a missão na Argentina, mas quando voltar espero que tenha explicações melhores, Kagan. Qual é o alvo?

-Já ouviu falar da G.G.G.?

-Gegengheist Gruppe. Uma sociedade Anti-Fantasmas.

-Sim, mas conhece os verdadeiros objetivos dessa sociedade?

-Dar ao führer vida eterna.

-Exato, mas conhece os meios que eles têm para fazer isso?

-Não.

-Usando artefatos sobrenaturais. Como...

-...a Costela de Beliar. Mas se eles queriam a Costela e tinham a Rainha sobre o poder deles, porque não pegaram de uma vez?

-Por que precisavam de alguém pra doma-la. E esse alguém era você, mas não esperavam fosse incorporar o artefato.

-Certo, e o que a Argentina tem a ver com isso?

-Uma das sedes da G.G.G. é lá. Vamos te enviar para cortar a comunicação do local com as outras sedes, impedindo o intercâmbio de informações. Além disso, você deverá eliminar todos os nomes desta lista. Têm fotos, então fica fácil de identificar. Alguma dúvida?

-Terei alguma ajuda?

-Infelizmente não. Te deixaremos bem perto do local, mas terá que entrar e completar a missão sozinha.

-Equipamentos?

-Os de sempre, suas Blades podem ir com você. Te daremos uma M3 e duas Walther P38.

-Tudo bem. Estarei pronta em meia hora.

-Ah, Rayne. Antes que eu me esqueça, fizemos uma atualização em suas Blades.

-O que mudou?

-Agora, você pode usar o Arpão.

Rayne se lembra de Mynce.

-Oh... Sim, claro. Meia hora.

Quartel General da G.G.G. – Argentina

Um avião americano havia deixado Rayne alguns quilômetros de distância do Q.G. da G.G.G., então ela terminou o percurso à pé. Fora um pouco difícil para a dhampir por causa da neve no local, que a fez diminuir sua velocidade para evitar incidentes.

Ela para em frente a um enorme muro. Uma espécie de castelo. Existem várias aberturas no muro. Provavelmente funcionando como entrada de ar. Rayne ativa suas Blades e começa a escalar sem muita dificuldade. Ela quer chegar na última abertura, para fazer uma varredura completa do local começando por cima.

Chegando em seu objetivo, ela passa pela estreita entrada silenciosamente, caindo agachada no chão. Ela olha ao seu redor e vê algo parecido com um corredor em “L”, com apenas uma saída, cercada por um guarda armado. Ela se levanta e vai caminhando em direção ao guarda, e quando se aproxima dele, vira-o de frente para ela e lhe dá um delicioso beijo, para distraí-lo e evitar gritos, aproveitando-se da situação corta o estômago do homem com suas Blades. As vísceras caem ao chão, seguidas pelo corpo do homem.

-Sangue nazista. Pior ainda... Nazista argentino. Nojento.

Ela continua a andar pelo corredor, que dá acesso a uma espécie de galpão com várias escadas, que provavelmente dão passagem para as outras partes do quartel.

-Isso vai ser divertido.

Ela desativa suas Blades e saca suas pistolas P38. Anda em direção à escada mais próxima que está trancada e exige que algum botão seja ativado para ser acessada. Provavelmente apenas um soldado naquele andar tem a tal senha. Então, ela volta ao galpão e usando sua Visão Áurea, que a faz localizar corpos e seus pontos fracos em um raio de dois mil metros, identifica as posições de alguns solados.

Alguns estão andando pelos corredores e outros estão vigiando algumas salas. Talvez tenha alguem importante nessas salas. Caminhando devagar para não alertar os guardas, Rayne encontra uma sala vigiada por três soldados. Lá dentro, ela avista um dos alvos da sua lista e é provavelmente naquela sala que estão botão para a abertura da entrada da escadaria. Então usando sua Visão Dilatada, a dhampir salta sobre os homens e ativando suas Blades, faz um giro de 360° cortando as cabeças dos três.

O sangue espirra na porta e o homem lá dentro já prepara suas armas.

Droga! Se eu entrar aqui agora, mesmo que não me fira muito, serei localizada pelos outros soldados...

Mas ela não tem outra alternativa. E se ela não alertar os soldados, o próprio alvo dela alertará.

Rayne chuta a porta e usa sua Visão Dilatada para evitar as balas. Ela vê o homem. Ele usa um casaco preto com a bandeira do nazismo e a bandeira da G.G.G., usa um cap e botas de soldado. Em suas mãos, ele porta uma metralhadora Sturmgewehr 44, e quando vê a dhampir entrar, começa a atirar em sua direção, mas aos olhos do homem, ela se move em uma velocidade impressionante.

Com um tiro certeiro bem no meio dos olhos do homem, Rayne o mata. Rapidamente ela procura na sala algum botão para ativar a porta. Abre as gavetas,  joga papéis para cima e depois procura em baixo da mesa, e lá estava ele.

Ela escuta passos fora da sala. Os soldados que ouviram os tiros. Eles a avistam e começam a atirar. Devido ao tempo em que Rayne estava usando sua Visão Dilatada, seus poderes começaram a falhar. Agora ela teria de lutar sem eles, bem, pelo menos até se alimentar.

Um primeiro soldado entra na sala. Rayne salta no homem e começa a morder seu pescoço. Usando-o como escudo humano ela sai da sala em que estava e aponta uma arma para a cabeça do soldado que usava. Cercando-a, haviam cinco soldados.

-Freistehend der waffen. Wenn nicht er stirbt. – Abaixem armas. Se não ele morre.

Os soldados abaixam suas armas. Rayne chuta o que segurava, e em um rápido movimento, ela atira na cabeça dos outros cinco soldados. Ela caminha na direção do homem que havia mordido.

-Bitte, lassen sie mich in frieden! – Por favor, me deixe em paz!

-É claro que vou te deixar em paz.

Rayne corta a cabeça do soldado. Para ela, aquilo já havia virado um ritual, decapitar, esquartejar e dilacerar suas vítimas para evitar transformações.

-É hora de aterrorizar um pouco esses soldadinhos de merda.

Ela caminha até as escadas novamente quando ouve passos. Ela usa sua Visão Áurea para avistar de onde vêem tais passos, mas quem está caminhando não pode ser detectado pela Visão de Rayne. Mas não seria preciso. A criatura já estava bem próxima.

Tinha um corpo esteticamente perfeito. Andava nua. O que cobria seus seios e órgãos sexuais eram algumas sombras em formatos de tatuagens. Sua pele era de cor branca um pouco azulada. Suas unhas eram como garras, e seus pés eram como uma bota de metal. Ela trazia sobras atrás de si.

-Olá Ferril.

-Ora vejam só se não é Rayne, minha irmãzinha mais nova.

Ferril é uma das várias irmãs e irmãos de Rayne por parte de pai. Não se sabe porque ela assumiu essa forma medonha. Mas assim como rayne, ela é uma dhampir.

-O que faz aqui, Ferril?

-Não sabia, querida? Faço parte da G.G.G. agora.

-Pfff. Me poupe. Desde quando se interessa por assuntos políticos?

-Tão ingênua quanto um bebê. Não é a política, Rayne. Hitler nos disse que se conseguíssemos a vida eterna para ele, ganharíamos liberdade de andar pelo mundo dominado pelo supremo Führer.

-E você acreditou nessa baboseira?

-Você acreditou na baboseira de Kagan, não é mesmo?

Como ela sabe disso? Brimstone é uma Sociedade Secreta!

-Mas não importa, Rayne. Vamos ao que interessa. Você quer passar e eu sou a guarda deste andar.

Ele deve ser muito importante então, pra ter alguém como Ferril como guarda.

-Vamos lutar ou não, irmãzinha?

Rayne ativa suas Blades e sua Visão Dilatada e salta em direção a Ferril. A mulher, por também ser uma dhampir, desvia com facilidade dos golpes da irmã e a pega pelo pescoço. Levanta-a no ar e crava suas garras no estômago dela. Sangue escorre pela boca de Rayne.

Ela fica imóvel.

Tudo começa a escurecer.

Sombras.

E de repente um clarão.

Continua...









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+ comentários + 1 comentários

21 de julho de 2010 às 14:01

Demais Matrix! Adorei a história e a forma como você foi conduzindo-a!
Os links para as armas foi uma ótima sacada!
Mas vem cá... a Rayne é brasileira? Por que vai odiar os argentinos assim heim?
Tirando o “cocava” que o Moro salientou, tá perfeitinha a história!
Meus parabéns e até mais!

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