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É realmente um grande mistério o passado dos mutantes de 2099. Um mistério tão grande, que a maioria deles não sabe o que REALMENTE aconteceu.
Isolados. Escassez de alimentos e água. Brigas internas. Um devastador vírus à solta.
Que chances de sobrevivência têm pessoas assim?
Deixemos que o tempo diga...
Conheça os X-Men - Parte Dois: O Retorno
Por: Lucas Bretas (MatrixBrazilBH)
Por: Lucas Bretas (MatrixBrazilBH)
“É fácil se sentir sozinha neste mundo. Todos nós perdemos amigos, família. Não temos lar, não temos vida.
A verdade é que, é mais fácil estar sozinha. Sem conexões, sem perdas.
Mas às vezes não temos escolha. Às vezes...
Temos que lutar juntos.”[1]
Shakti Haddad pensava esses palavras enquanto caminhava pelas areias do Deserto de Fogo, em direção a um lugar que há algum tempo ela prometera nunca mais voltar.
Enquanto pisa com passos firmes, Shakti foca sua mente no que está algumas milhas à frente. Se apossando da mente de outro mutante ela vê tudo o que está acontecendo.
As gêmeas Mandy e Wendy estão caídas ao chão graças à enorme influência telepática que os soldados Skrull’s haviam exercido sobre elas.
A maioria dos mutantes corria para suas barracas, para, inutilmente, tentar encontrar proteção.
A Fênix, que pairava nos céus usando os poderes de Rachel, levitava alguns mutantes, e em seguida exercia uma pressão tão grande que fazia o corpo deles explodir em pedaços.
Ruby, que estava ao lado de Nathan, não sabia o que fazer. A única coisa que ela conseguia fazer, era se lembrar do que aconteceu da última vez...
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Deserto de Fogo, ano passado...
- Ruby, eu não estou me sentindo muito bem... – disse Rachel à sua amiga, Ruby.
- O que foi, Rachel? Onde dói?
- E-eu não sei... Parece que tem alguma coisa em chamas dentro de mim... Meus olhos ardem...
- Desde quando você está assim?
- Já fazem dois dias...
- DOIS DIAS? Porque você não falou nada?
- Eu estava controlando a dor...
- Controlando a-- Rachel! POr favor, né? Pare de guardar as coisas só pra você! Nós todos aqui somos uma família...
- Eu sei, Ruby. Por isso vim pedir sua ajuda...
- Certo, então vamos analisar isso... Temos que chamar Shakti, além de ser a telepata mais forte daqui, ela tem treinamento médico.
- Tudo bem...
- Me espere aqui.
Dizendo essas palavras, Ruby saiu da barraca em que estava e foi procurar Shakti pelo acampamento.
Shakti, estava sentada, analisando os corpos sem vida dos mutantes que haviam sido infectados pelo Vírus EX14, conhecido também pelo nome de “Vírus X”, pelo fato dele afetar apenas as pessoas que têm o gene X, ou seja, apenas os mutantes.
- Shakti, você precisa me ajudar com Rachel...
- O que aconteceu, Ruby?
- Ela disse que ta passando mal, mas não sabe o que é... E por você ter treinamento médico, achei melhor te chamar.
- Tudo bem, deixe-me só terminar minhas anotações sobre o vírus...
- Shakti, você não acha que ela pode--
- O quê? Estar contaminada? Não, acho que não... Se não já teríamos descoberto...
Ao terminar de dizer essas palavras, Shakti vê a barraca em que Rachel estava pegar fogo. Seus olhos se arregalam, e ela desmaia.
- Shakti? Shakti, acorda! – dizia Ruby, enquanto balançava o corpo da mutante.
Rachel começou a flutuar, e de repente se ouve um grito de dor. E a imagem que antes não era percebida pelos mutantes no acampamento, agora com certeza seria.
Uma águia de fogo pairava sobre o ar, e sugava os mutantes que estavam próximos a ela. E quando eles chegavam bem perto da águia, eram desintegrados em pleno ar. O que restava era só o pó.
Então Ruby volta para o presente...
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Deserto de Fogo, agora...
- Ruby! Anda logo! – gritou Nathan – Temos que proteger essas pessoas! Não podemos deixar acontecer o mesmo que aconteceu da última vez! Vamos!
Ruby, voltando à realidade, começou a correr na direção da Fênix.
- Ruby! Droga! Aonde você vai? – disse Nathan aos berros.
- Cuide dessas pessoas! Leve-as pra algum abrigo! Eu vou pegar as gêmeas!
Dizendo isso, Ruby se aproximou das garotas, mas foi jogada para trás por um impulso da Fênix.
- Afaste-se! Se chegar mais perto, te quebro em pedaços!
- Cala a boca, vadia! – disse Ruby - E saia do corpo da minha amiga!
Com essas palavras, Ruby tirou seus óculos e concentrou toda a sua força numa rajada óptica, que acertou em cheio a Fênix e a jogou alguns metros para trás.
- Venham, meninas! Acordem! – dizia enquanto sacudia o corpo das gêmeas – Saco! – usando de sua força sobre-humana, Ruby colocou as duas nos ombros e saiu carregando-as.
- Sol... –disse Mandy.
- É, eu sei. O sol é sempre forte a essa hora do dia...
- Soldados...
- Soldados... – Ruby pensou por alguns segundos – Os soldados Skrull’s! Depois os encontramos, meninas... Agora temos que correr. – colocou-as no chão – Conseguem correr sozinhas?
- Acho que sim. – disseram as duas em uníssono.
- Ótimo. Então corram!
A Fênix que antes estava afastada, agora se aproximava das três... Sua ira era enorme.
Shakti nesse exato instante chegava ao acampamento. O primeiro que avistou foi Nathan, liderando os mutantes para algum lugar seguro. Ele fitou os olhos em Shakti, e parou. Mandou os mutantes descerem para o abrigo que ficava embaixo das areias do deserto e se aproximou da mulher.
- Shakti! O que faz aqui? Achei que tinha dito que nunca mais voltaria!
- Eu tive que voltar. Senti a presença dela.
- Você sabe que só você pode pará-la.
- É por isso que estou aqui, Nathan.
Dizendo essas palavras, Shakti começou a correr em direção à Fênix, que estava no encalço das gêmeas Stepford e Ruby. Chegando a uma distância de cinco metros das três, ela disse:
- Ruby, leve-as para o esconderijo. Eu cuido disso.
- Shakti...
- Vai logo!
Ruby foi na direção em que Nathan a esperava, levou as garotas para o esconderijo e juntamente de seu irmão, assistiu a cena que se seguiria.
A Fênix parada à frente de Shakti, provavelmente se recordava de seu último encontro com ela. Já Shakti, se concentrava para poder enfrentar a Fênix.
- Então, Shakti... Quer uma revanche?
- Eu não considero uma revanche quando SEI que vou ganhar...
Ouvindo a provocação, a Fênix investiu um ataque físico contra Shakti. Fez um vôo rasante e tentou agarrar a mulher em pleno ar.
Shakti, usando seus poderes, paralisou o sistema nervoso do corpo de Rachel, que caiu ao chão.
- Eu disse que ia vencer.
Virando as costas para o corpo inconsciente ao chão, Shakti caminhava na direção a Nathan e Ruby. Até que a Fênix se levantou.
- Achou que seria tão fácil assim, sua ingênua? – bradou a entidade, que novamente começava a pairar sobre o ar - Não caio no mesmo truque suas vezes!
- Shakti! Cuidado! – gritou Nathan.
Mas já era tarde demais, a Fênix investiu um enorme pulso contra a mulher, que voou e caiu, inconsciente, encima de uma barraca.
Vendo a cena, Nathan correu em direção à mulher para tentar leva-la um lugar seguro. Já Ruby, correu em direção à Fênix, para distrai-la.
O local onde os outros mutantes estavam escondidos, era um complexo subterrâneo. Provavelmente uma antiga base militar mexicana.
Na entrada da mesma, alguns dos mutantes olhavam para a batalha que acontecia.
- Quer saber... Eu vou pra lá.
- Não, Lemuel!
- Não por que, Mandy?
- Você sabe... Eles nos mandaram ficar aqui... – disse a garota.
- E você faz tudo o que mandam, certo? – revidou o mutante.
Luna, escutando a conversa dos dois se aproximou.
- Então vai, Lemuel. Se você for, eu te acompanho... – disse Luna.
- Vamos então!
Dizendo essas palavras, Lemuel se transformou. Sua pele ficou vermelha e asquerosa como a de um réptil, asas nasceram em suas costas, e nas pontas superiores e inferiores delas, nasceram o que pareciam ser garras. Em suas mãos, garras também cresceram. Eram feitas de osso. Seus dentes ficaram pontudos como os de um vampiro.
- Argh. Isso é realmente nojento. – disse Wendy Stepford.
- Exatamente o que penso. – concordou sua gêmea.
- Vocês duas vão? – indagou Lemuel.
Antes que as duas pudessem responder, outro mutante se aproximou do grupo. Seu nome era Henry Huang.
- Ei, galera. Eu também quero ir. Posso distrair Rachel enquanto vocês planejam um ataque. – disse Henry.
- Ótimo. – falou Luna – Já somos três. Alguém mais? – perguntou se virando para os mutantes no abrigo.
Dentre a multidão, um homem ruivo de olhos brancos se pronunciou.
- Eu vou também. Sem mim, vocês são só um bando de patos.
- Tudo bem então, senhor fodão. Vamos mostrar o que somos capazes da fazer! – disse Luna.
Depois das palavras de motivação da mulher, a equipe improvisada saiu do abrigo e foi em direção à ação.
Nathan viu o grupo se aproximar, e carregando Shakti em seus braços disse:
- O que estão fazendo? Estão loucos?
O grupo ignorou as palavras do mutante.
Luna tomando a liderança disse:
- Lemuel, voe e distraia Rachel! Cuidado para não ser MUITO ferido. – seguindo as instruções da líder, Lemuel voou – Henry, você acha que consegue correr rápido o suficiente para levantar poeira e tampar o campo de vista, dela?
- Claro, chefinha! – dizendo isso, Henry usou de sua supervelocidade para levantar poeira.
- Timothy, vamos ajudar Ruby, e atacar diretamente. – disse Luna.
- Tudo bem!
Todos seguiam as ordens de Luna. Eles agora eram uma equipe. Como nos tempos dos velhos X-Men.
Lemuel, pairando no ar, se aproxima da Fênix por trás e tenta realizar um ataque físico diretamente. Mas é contido pela entidade, que sentindo a presença do mutante, se vira e lança uma rajada de fogo contra ele. Lemuel cai, nada grave fisicamente, mas seu ego está realmente machucado.
No chão, Henry corria o mais rápido possível, e notando que Ruby estava próxima gritou:
- Ei, Ruby! Vou correr em círculos para fazer uma espécie de um FURACÃO, quando eu disser “vai” você lança uma rajada óptica contra ele okay?
- Pode deixar, Henry! Espero que isso funcione. – resmungou ela.
Henry começa a correr em círculos, e um furacão começa a nascer. Ele sobe até chegar à altura da Fênix.
- VAI!!! – gritou Henry.
Ouvindo as palavras do rapaz, Ruby não se conteve, lançou a rajada mais forte que pôde em direção ao furacão criado por Henry. O rapaz, percebendo o ato da garota, logo saiu do “olho do furacão” e observou o que aconteceria.
A rajada de Ruby, foi desviada, e rodou em círculos, até chegar à altura da Fênix, que foi atingida por ela juntamente com o furacão. E assim caiu ao chão.
Luna se aproveitando da oportunidade, correu em direção à Fênix, que se levantava, e deu-lhe um murro tão forte que deixaria qualquer um inconsciente.
Pelo menos foi o que ela pensou. Ao receber o impacto, a Fênix nem ao menos se mexeu. E olhando para Luna, lançou a mutante o mais longe que a telecinese de Rachel permitiu.
Timothy, ao ver a cena, correu em direção à Fênix e chamou sua atenção. Sua provocação foi respondida com uma descarga de energia. Usando seus poderes, ele absorveu a descarga e devolveu-a com mais intensidade para a Fênix, que caiu novamente ao chão ao recebe-la.
Mandy e Wendy Stepford, olhavam de longe a ação.
- Ei Mandy, acha que devemos ajudar?
- É exatamente o que eu ia sugerir agora, acredita?
- Na verdade acredito.
As gêmeas saíram correndo em direção a seus amigos.
Aproveitando a guarda baixa da Fênix, Ruby lançou mais rajadas ópticas contra ela, e Timothy lançava o que restava da energia absorvida. Luna estava fora de ação, e Shakti estava recebendo cuidados médicos de Nathan.
Mandy e Wendy se aproximaram do grupo.
- Pessoal, eu acho que conseguimos entrar na mente dela. – disseram em uníssono.
- Acho que não, meninas. – retrucou Ruby – Nem Shakti conseguiu.
- Ela não conseguiu porque é uma mente só. – respondeu Wendy.
- E nós somos duas mentes, srta. Ruby. – completou Mandy.
- Então botem pra quebrar.
Recebendo a aprovação de Ruby, as duas garotas deram as mãos e uniram suas mentes. Assim entraram no Plano Astral.
No Plano, conseguiram adentrar na mente Rachel.
- Ah, então são vocês, suas pestinhas! – disse a Fênix.
- Somos nós sim! E nós vamos te tirar daqui!
A Fênix tentou usar uma rajada de energia para desintegrar as duas. Mas falhou.
- O-o que?
- Não sabe, vadia? – disse Mandy – Os poderes não funcionam no Plano Astral.
- As batalhas são no mano a mano! – completou Wendy.
- E vocês acham que podem vencer alguém que tem centenas de anos de vida e experiência?
As gêmeas se entreolharam e responderam ironicamente.
- É, agente da conta de uma vadia centenária.
E assim começaram uma batalha. Mandy correu e deslizou no chão, dando uma rasteira na Fênix. Wendy aproveitou que ela estava caída, e deu-lhe um murro bem no meio do queixo, fazendo-a cair pra trás.
A Fênix se levantou e pegou Wendy pelo pescoço. Mandy, para defender sua irmã, puxou os cabelos da vilã para trás, e deu-lhe uma cotovelada na traquéia, que impediu mais ataques da mulher.
A mente de Rachel formou um abismo, como se fosse uma mensagem que dizia para as garotas jogarem a entidade lá. vendo o abismo, elas se entreolharam novamente e correram para tomar impulso e empurraram a Fênix.
Fora do Plano Astral, os mutantes se perguntavam o que havia acontecido, pois os corpos das gêmeas estavam em transe, juntamente com o da Fênix.
De volta ao Plano, a Fênix começava a cair, mas de repente, seu corpo se desfez.
- Isso é um bom sinal? – perguntou Wendy.
- Acho que não. – respondeu a irmã.
Formando uma águia de fogo no Plano Astral, jazia a Fênix.
- O que? – gritaram as duas – Isso não é possível! Não se pode usar poderes aqui.
- Isso não é poder. – respondeu a entidade, que agora era só uma forma de energia – É a minha essência e consciência.
Ao dizer essas palavras, a entidade se dividiu em duas, e adentrou no corpo de cada uma das duas.
- Oh meu Deus! – disse Mandy – Se eles descobrirem, com certeza vão nos matar!
- O que fazemos então?
- Diremos que destruímos a Fênix. Jogamos ela no abismo da mente de Rachel, okay?
- M-mas...
- Sem “mas”, Wendy! Pare de ser covarde pelo menos uma vez na sua miserável vida.
- T-tudo bem... então vamos voltar.
Voltando para seus corpos que estavam fora do Plano Astral, Mandy e Wendy retomam o fôlego de vida. Rachel já havia despertado, e agora vinha correndo na direção das garotas.
- Obrigada! Vocês fizeram algo que por anos eu tentei fazer, mas ela sempre me vencia!
- Er... não tem de que, srta. Rachel. – disseram as duas.
Se aproximando, Timothy andava ao lado de Luna e Henry.
- Ei, belo trabalho de equipe, huh? – disse Timothy.
- Realmente, tenho que admitir. – responder Luna.
- É, até que a gente quebrou o galho, né? – completou Henry.
Nathan se aproximava, juntamente com Shakti.
- Shakti, é bom ter você conosco mais uma vez. – confessou Nathan - Por que você não fica?
- Acho que agora tenho motivos para ficar, certo? – respondei Shakti olhando para seu braço engessado.
- Haha... Agora você realmente têm fortes motivos.
Lemuel, ainda transformado, andava na direção dos mutantes.
- Ai, que vacilo... A ruiva me quebrou.
Sendo assim, todos os que lutaram a alguns instantes atrás, se reuniram no meio do acampamento.
- Vai ficar assim? – indagou Rachel.
- Assim como? – as gêmeas, ainda receosas da mentira que contaram perguntavam.
- Acho que te entendi, Rachel. – disse Nathan – Na verdade, li sua mente. E se todos concordarem, podemos lutar por uma causa maior.
- Causa maior? – perguntou Ruby – Que diabos?
- Você não viu o que podemos fazer unindo forças? – perguntou Nathan – Você não percebeu que se treinarmos, poderemos até mesmo sair deste maldito deserto? Pessoal, pensem bem... Nós somos mutantes, poderosos. Estamos unidos. Podemos libertar nossa raça desse maldito cativeiro. Quem aqui não está cansado de ver skrull’s entrarem aqui, pegarem um de nós e nunca mais voltar? Temos que dar um fim nisso.
- Pena que demoramos 80 anos pra perceber, né? – ironizou Luna.
- Não demoramos 80 anos pra perceber... Demoramos 80 anos para ficarmos prontos. Agora que temos uma nave skrull quase que inteira em nossas mãos, podemos sair daqui.
- Os skrull’s! – disseram as gêmeas – Temos que encontra-los!
Ao dizerem essas palavras, o grupo começava a ouvir barulhos de jatos propulsores se preparando para decolagem.
- Então... Estão comigo... X-MEN? – perguntou Nathan.
Continua...
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[1] Você já pode ter ouvido essa frase em algum lugar. Na verdade é da série animada Exterminador do Futura: A Salvação, usei ela para Shakti porque combinava com o contexto, e é uma frase muito boa...
[2] A sensacional Rachel da capa foi feita por João -Resgate... Valeu pelo desenho, cara!

A verdade é que, é mais fácil estar sozinha. Sem conexões, sem perdas.
Mas às vezes não temos escolha. Às vezes...
Temos que lutar juntos.”[1]
Shakti Haddad pensava esses palavras enquanto caminhava pelas areias do Deserto de Fogo, em direção a um lugar que há algum tempo ela prometera nunca mais voltar.
Enquanto pisa com passos firmes, Shakti foca sua mente no que está algumas milhas à frente. Se apossando da mente de outro mutante ela vê tudo o que está acontecendo.
As gêmeas Mandy e Wendy estão caídas ao chão graças à enorme influência telepática que os soldados Skrull’s haviam exercido sobre elas.
A maioria dos mutantes corria para suas barracas, para, inutilmente, tentar encontrar proteção.
A Fênix, que pairava nos céus usando os poderes de Rachel, levitava alguns mutantes, e em seguida exercia uma pressão tão grande que fazia o corpo deles explodir em pedaços.
Ruby, que estava ao lado de Nathan, não sabia o que fazer. A única coisa que ela conseguia fazer, era se lembrar do que aconteceu da última vez...
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Deserto de Fogo, ano passado...
- Ruby, eu não estou me sentindo muito bem... – disse Rachel à sua amiga, Ruby.
- O que foi, Rachel? Onde dói?
- E-eu não sei... Parece que tem alguma coisa em chamas dentro de mim... Meus olhos ardem...
- Desde quando você está assim?
- Já fazem dois dias...
- DOIS DIAS? Porque você não falou nada?
- Eu estava controlando a dor...
- Controlando a-- Rachel! POr favor, né? Pare de guardar as coisas só pra você! Nós todos aqui somos uma família...
- Eu sei, Ruby. Por isso vim pedir sua ajuda...
- Certo, então vamos analisar isso... Temos que chamar Shakti, além de ser a telepata mais forte daqui, ela tem treinamento médico.
- Tudo bem...
- Me espere aqui.
Dizendo essas palavras, Ruby saiu da barraca em que estava e foi procurar Shakti pelo acampamento.
Shakti, estava sentada, analisando os corpos sem vida dos mutantes que haviam sido infectados pelo Vírus EX14, conhecido também pelo nome de “Vírus X”, pelo fato dele afetar apenas as pessoas que têm o gene X, ou seja, apenas os mutantes.
- Shakti, você precisa me ajudar com Rachel...
- O que aconteceu, Ruby?
- Ela disse que ta passando mal, mas não sabe o que é... E por você ter treinamento médico, achei melhor te chamar.
- Tudo bem, deixe-me só terminar minhas anotações sobre o vírus...
- Shakti, você não acha que ela pode--
- O quê? Estar contaminada? Não, acho que não... Se não já teríamos descoberto...
Ao terminar de dizer essas palavras, Shakti vê a barraca em que Rachel estava pegar fogo. Seus olhos se arregalam, e ela desmaia.
- Shakti? Shakti, acorda! – dizia Ruby, enquanto balançava o corpo da mutante.
Rachel começou a flutuar, e de repente se ouve um grito de dor. E a imagem que antes não era percebida pelos mutantes no acampamento, agora com certeza seria.
Uma águia de fogo pairava sobre o ar, e sugava os mutantes que estavam próximos a ela. E quando eles chegavam bem perto da águia, eram desintegrados em pleno ar. O que restava era só o pó.
Então Ruby volta para o presente...
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Deserto de Fogo, agora...
- Ruby! Anda logo! – gritou Nathan – Temos que proteger essas pessoas! Não podemos deixar acontecer o mesmo que aconteceu da última vez! Vamos!
Ruby, voltando à realidade, começou a correr na direção da Fênix.
- Ruby! Droga! Aonde você vai? – disse Nathan aos berros.
- Cuide dessas pessoas! Leve-as pra algum abrigo! Eu vou pegar as gêmeas!
Dizendo isso, Ruby se aproximou das garotas, mas foi jogada para trás por um impulso da Fênix.
- Afaste-se! Se chegar mais perto, te quebro em pedaços!
- Cala a boca, vadia! – disse Ruby - E saia do corpo da minha amiga!
Com essas palavras, Ruby tirou seus óculos e concentrou toda a sua força numa rajada óptica, que acertou em cheio a Fênix e a jogou alguns metros para trás.
- Venham, meninas! Acordem! – dizia enquanto sacudia o corpo das gêmeas – Saco! – usando de sua força sobre-humana, Ruby colocou as duas nos ombros e saiu carregando-as.
- Sol... –disse Mandy.
- É, eu sei. O sol é sempre forte a essa hora do dia...
- Soldados...
- Soldados... – Ruby pensou por alguns segundos – Os soldados Skrull’s! Depois os encontramos, meninas... Agora temos que correr. – colocou-as no chão – Conseguem correr sozinhas?
- Acho que sim. – disseram as duas em uníssono.
- Ótimo. Então corram!
A Fênix que antes estava afastada, agora se aproximava das três... Sua ira era enorme.
Shakti nesse exato instante chegava ao acampamento. O primeiro que avistou foi Nathan, liderando os mutantes para algum lugar seguro. Ele fitou os olhos em Shakti, e parou. Mandou os mutantes descerem para o abrigo que ficava embaixo das areias do deserto e se aproximou da mulher.
- Shakti! O que faz aqui? Achei que tinha dito que nunca mais voltaria!
- Eu tive que voltar. Senti a presença dela.
- Você sabe que só você pode pará-la.
- É por isso que estou aqui, Nathan.
Dizendo essas palavras, Shakti começou a correr em direção à Fênix, que estava no encalço das gêmeas Stepford e Ruby. Chegando a uma distância de cinco metros das três, ela disse:
- Ruby, leve-as para o esconderijo. Eu cuido disso.
- Shakti...
- Vai logo!
Ruby foi na direção em que Nathan a esperava, levou as garotas para o esconderijo e juntamente de seu irmão, assistiu a cena que se seguiria.
A Fênix parada à frente de Shakti, provavelmente se recordava de seu último encontro com ela. Já Shakti, se concentrava para poder enfrentar a Fênix.
- Então, Shakti... Quer uma revanche?
- Eu não considero uma revanche quando SEI que vou ganhar...
Ouvindo a provocação, a Fênix investiu um ataque físico contra Shakti. Fez um vôo rasante e tentou agarrar a mulher em pleno ar.
Shakti, usando seus poderes, paralisou o sistema nervoso do corpo de Rachel, que caiu ao chão.
- Eu disse que ia vencer.
Virando as costas para o corpo inconsciente ao chão, Shakti caminhava na direção a Nathan e Ruby. Até que a Fênix se levantou.
- Achou que seria tão fácil assim, sua ingênua? – bradou a entidade, que novamente começava a pairar sobre o ar - Não caio no mesmo truque suas vezes!
- Shakti! Cuidado! – gritou Nathan.
Mas já era tarde demais, a Fênix investiu um enorme pulso contra a mulher, que voou e caiu, inconsciente, encima de uma barraca.
Vendo a cena, Nathan correu em direção à mulher para tentar leva-la um lugar seguro. Já Ruby, correu em direção à Fênix, para distrai-la.
O local onde os outros mutantes estavam escondidos, era um complexo subterrâneo. Provavelmente uma antiga base militar mexicana.
Na entrada da mesma, alguns dos mutantes olhavam para a batalha que acontecia.
- Quer saber... Eu vou pra lá.
- Não, Lemuel!
- Não por que, Mandy?
- Você sabe... Eles nos mandaram ficar aqui... – disse a garota.
- E você faz tudo o que mandam, certo? – revidou o mutante.
Luna, escutando a conversa dos dois se aproximou.
- Então vai, Lemuel. Se você for, eu te acompanho... – disse Luna.
- Vamos então!
Dizendo essas palavras, Lemuel se transformou. Sua pele ficou vermelha e asquerosa como a de um réptil, asas nasceram em suas costas, e nas pontas superiores e inferiores delas, nasceram o que pareciam ser garras. Em suas mãos, garras também cresceram. Eram feitas de osso. Seus dentes ficaram pontudos como os de um vampiro.
- Argh. Isso é realmente nojento. – disse Wendy Stepford.
- Exatamente o que penso. – concordou sua gêmea.
- Vocês duas vão? – indagou Lemuel.
Antes que as duas pudessem responder, outro mutante se aproximou do grupo. Seu nome era Henry Huang.
- Ei, galera. Eu também quero ir. Posso distrair Rachel enquanto vocês planejam um ataque. – disse Henry.
- Ótimo. – falou Luna – Já somos três. Alguém mais? – perguntou se virando para os mutantes no abrigo.
Dentre a multidão, um homem ruivo de olhos brancos se pronunciou.
- Eu vou também. Sem mim, vocês são só um bando de patos.
- Tudo bem então, senhor fodão. Vamos mostrar o que somos capazes da fazer! – disse Luna.
Depois das palavras de motivação da mulher, a equipe improvisada saiu do abrigo e foi em direção à ação.
Nathan viu o grupo se aproximar, e carregando Shakti em seus braços disse:
- O que estão fazendo? Estão loucos?
O grupo ignorou as palavras do mutante.
Luna tomando a liderança disse:
- Lemuel, voe e distraia Rachel! Cuidado para não ser MUITO ferido. – seguindo as instruções da líder, Lemuel voou – Henry, você acha que consegue correr rápido o suficiente para levantar poeira e tampar o campo de vista, dela?
- Claro, chefinha! – dizendo isso, Henry usou de sua supervelocidade para levantar poeira.
- Timothy, vamos ajudar Ruby, e atacar diretamente. – disse Luna.
- Tudo bem!
Todos seguiam as ordens de Luna. Eles agora eram uma equipe. Como nos tempos dos velhos X-Men.
Lemuel, pairando no ar, se aproxima da Fênix por trás e tenta realizar um ataque físico diretamente. Mas é contido pela entidade, que sentindo a presença do mutante, se vira e lança uma rajada de fogo contra ele. Lemuel cai, nada grave fisicamente, mas seu ego está realmente machucado.
No chão, Henry corria o mais rápido possível, e notando que Ruby estava próxima gritou:
- Ei, Ruby! Vou correr em círculos para fazer uma espécie de um FURACÃO, quando eu disser “vai” você lança uma rajada óptica contra ele okay?
- Pode deixar, Henry! Espero que isso funcione. – resmungou ela.
Henry começa a correr em círculos, e um furacão começa a nascer. Ele sobe até chegar à altura da Fênix.
- VAI!!! – gritou Henry.
Ouvindo as palavras do rapaz, Ruby não se conteve, lançou a rajada mais forte que pôde em direção ao furacão criado por Henry. O rapaz, percebendo o ato da garota, logo saiu do “olho do furacão” e observou o que aconteceria.
A rajada de Ruby, foi desviada, e rodou em círculos, até chegar à altura da Fênix, que foi atingida por ela juntamente com o furacão. E assim caiu ao chão.
Luna se aproveitando da oportunidade, correu em direção à Fênix, que se levantava, e deu-lhe um murro tão forte que deixaria qualquer um inconsciente.
Pelo menos foi o que ela pensou. Ao receber o impacto, a Fênix nem ao menos se mexeu. E olhando para Luna, lançou a mutante o mais longe que a telecinese de Rachel permitiu.
Timothy, ao ver a cena, correu em direção à Fênix e chamou sua atenção. Sua provocação foi respondida com uma descarga de energia. Usando seus poderes, ele absorveu a descarga e devolveu-a com mais intensidade para a Fênix, que caiu novamente ao chão ao recebe-la.
Mandy e Wendy Stepford, olhavam de longe a ação.
- Ei Mandy, acha que devemos ajudar?
- É exatamente o que eu ia sugerir agora, acredita?
- Na verdade acredito.
As gêmeas saíram correndo em direção a seus amigos.
Aproveitando a guarda baixa da Fênix, Ruby lançou mais rajadas ópticas contra ela, e Timothy lançava o que restava da energia absorvida. Luna estava fora de ação, e Shakti estava recebendo cuidados médicos de Nathan.
Mandy e Wendy se aproximaram do grupo.
- Pessoal, eu acho que conseguimos entrar na mente dela. – disseram em uníssono.
- Acho que não, meninas. – retrucou Ruby – Nem Shakti conseguiu.
- Ela não conseguiu porque é uma mente só. – respondeu Wendy.
- E nós somos duas mentes, srta. Ruby. – completou Mandy.
- Então botem pra quebrar.
Recebendo a aprovação de Ruby, as duas garotas deram as mãos e uniram suas mentes. Assim entraram no Plano Astral.
No Plano, conseguiram adentrar na mente Rachel.
- Ah, então são vocês, suas pestinhas! – disse a Fênix.
- Somos nós sim! E nós vamos te tirar daqui!
A Fênix tentou usar uma rajada de energia para desintegrar as duas. Mas falhou.
- O-o que?
- Não sabe, vadia? – disse Mandy – Os poderes não funcionam no Plano Astral.
- As batalhas são no mano a mano! – completou Wendy.
- E vocês acham que podem vencer alguém que tem centenas de anos de vida e experiência?
As gêmeas se entreolharam e responderam ironicamente.
- É, agente da conta de uma vadia centenária.
E assim começaram uma batalha. Mandy correu e deslizou no chão, dando uma rasteira na Fênix. Wendy aproveitou que ela estava caída, e deu-lhe um murro bem no meio do queixo, fazendo-a cair pra trás.
A Fênix se levantou e pegou Wendy pelo pescoço. Mandy, para defender sua irmã, puxou os cabelos da vilã para trás, e deu-lhe uma cotovelada na traquéia, que impediu mais ataques da mulher.
A mente de Rachel formou um abismo, como se fosse uma mensagem que dizia para as garotas jogarem a entidade lá. vendo o abismo, elas se entreolharam novamente e correram para tomar impulso e empurraram a Fênix.
Fora do Plano Astral, os mutantes se perguntavam o que havia acontecido, pois os corpos das gêmeas estavam em transe, juntamente com o da Fênix.
De volta ao Plano, a Fênix começava a cair, mas de repente, seu corpo se desfez.
- Isso é um bom sinal? – perguntou Wendy.
- Acho que não. – respondeu a irmã.
Formando uma águia de fogo no Plano Astral, jazia a Fênix.
- O que? – gritaram as duas – Isso não é possível! Não se pode usar poderes aqui.
- Isso não é poder. – respondeu a entidade, que agora era só uma forma de energia – É a minha essência e consciência.
Ao dizer essas palavras, a entidade se dividiu em duas, e adentrou no corpo de cada uma das duas.
- Oh meu Deus! – disse Mandy – Se eles descobrirem, com certeza vão nos matar!
- O que fazemos então?
- Diremos que destruímos a Fênix. Jogamos ela no abismo da mente de Rachel, okay?
- M-mas...
- Sem “mas”, Wendy! Pare de ser covarde pelo menos uma vez na sua miserável vida.
- T-tudo bem... então vamos voltar.
Voltando para seus corpos que estavam fora do Plano Astral, Mandy e Wendy retomam o fôlego de vida. Rachel já havia despertado, e agora vinha correndo na direção das garotas.
- Obrigada! Vocês fizeram algo que por anos eu tentei fazer, mas ela sempre me vencia!
- Er... não tem de que, srta. Rachel. – disseram as duas.
Se aproximando, Timothy andava ao lado de Luna e Henry.
- Ei, belo trabalho de equipe, huh? – disse Timothy.
- Realmente, tenho que admitir. – responder Luna.
- É, até que a gente quebrou o galho, né? – completou Henry.
Nathan se aproximava, juntamente com Shakti.
- Shakti, é bom ter você conosco mais uma vez. – confessou Nathan - Por que você não fica?
- Acho que agora tenho motivos para ficar, certo? – respondei Shakti olhando para seu braço engessado.
- Haha... Agora você realmente têm fortes motivos.
Lemuel, ainda transformado, andava na direção dos mutantes.
- Ai, que vacilo... A ruiva me quebrou.
Sendo assim, todos os que lutaram a alguns instantes atrás, se reuniram no meio do acampamento.
- Vai ficar assim? – indagou Rachel.
- Assim como? – as gêmeas, ainda receosas da mentira que contaram perguntavam.
- Acho que te entendi, Rachel. – disse Nathan – Na verdade, li sua mente. E se todos concordarem, podemos lutar por uma causa maior.
- Causa maior? – perguntou Ruby – Que diabos?
- Você não viu o que podemos fazer unindo forças? – perguntou Nathan – Você não percebeu que se treinarmos, poderemos até mesmo sair deste maldito deserto? Pessoal, pensem bem... Nós somos mutantes, poderosos. Estamos unidos. Podemos libertar nossa raça desse maldito cativeiro. Quem aqui não está cansado de ver skrull’s entrarem aqui, pegarem um de nós e nunca mais voltar? Temos que dar um fim nisso.
- Pena que demoramos 80 anos pra perceber, né? – ironizou Luna.
- Não demoramos 80 anos pra perceber... Demoramos 80 anos para ficarmos prontos. Agora que temos uma nave skrull quase que inteira em nossas mãos, podemos sair daqui.
- Os skrull’s! – disseram as gêmeas – Temos que encontra-los!
Ao dizerem essas palavras, o grupo começava a ouvir barulhos de jatos propulsores se preparando para decolagem.
- Então... Estão comigo... X-MEN? – perguntou Nathan.
Continua...
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[1] Você já pode ter ouvido essa frase em algum lugar. Na verdade é da série animada Exterminador do Futura: A Salvação, usei ela para Shakti porque combinava com o contexto, e é uma frase muito boa...
[2] A sensacional Rachel da capa foi feita por João -Resgate... Valeu pelo desenho, cara!
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