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Na LCD: Gravity - Primeiras Impressões

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Gravity estreou semana passada (23/04) no canal pago Starz, e contará a história dos participantes de um grupo de apoio para suicidas. Revelando personagens excêntricos, a série irá fazer uma sadia mistura entre a aflição do desejo de morrer e a busca por uma nova vida.


Gravity - Primeiras Impressões

Por Renan Duarte


Comandando o grupo de apoio, teremos Dogg McFee, interpretado pelo poderoso Ving Rhames, que dispensa comentários. Completando o elenco, estão Krysten Ritter como Lily; Ivan Sergei como Robert, Rachel Hunter como Shawna, Robyn Cohen como Carla, James Martinez como Jorge e Seth Numrich como Adam.

Principalmente pelo tema inusitado, deixarei minhas primeiras impressões com um rápido review do primeiro episódio.

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Primeiras Impressões
Episódio 1x01 - Premiere


Confesso que Gravity capturou minha atenção simplesmente por dois motivos: o tema e Ving Rhames. Não que Ving seja um ator que mereça todas as atenções, mas é muito competente no que faz e merece, no mínimo, uma espiada.

O primeiro episódio tem um tempo de 30 minutos, mas cobre o que precisa; e acredito, seguindo o ritmo que tem, se fosse maior, seria cansativo. O tempo é adequado para a história.

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O elenco não deixa a desejar. Embora não tivemos tempo para realmente perceber todos os personagens, os atores estão bem, e se encaixaram legal nos seus papéis. Krysten Ritter atua de forma satisfatória fazendo Lily.

O único ator que não consegui engolir foi o Eric Shaeffer, na pele do detetive Miller, enchendo a paciência com sua presença chechelenta.

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Logo no primeiro seguimento do episódio temos Robert Collingsworth em sua tentativa alucinada de suicídio: se lançar em um precipício dirigindo em alta velocidade. De cara, a série já nos deixa claro que não deseja fazer algo sério e que elementos bizarros estarão presentes, fazendo Robert cair em uma piscina de um cruzeiro de gays.

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Após esta cena, vemos a arte da intro, que ficou bacanuda. Depois temos a apresentação de Lily, uma depressiva que trabalha em uma loja de cosméticos e decide se matar comendo um bolo com medicamentos. Neste ponto a série toma um ritmo mais dramático, levando o suicídio e a depressão ao lugar devido, sem um tratamento vulgar. É aí que Lily me conquistou, mostrando a profundidade de sua situação e um desejo de ser feliz. Realmente, foi uma excelente apresentação de personagem.

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Quando a gente pensa que a cena dos gays no início seria a única bizarrice, nos surpreendemos com Lily em uma experiência pós-morte. Uma experiência pós-morte muito sensual. Mais uma vez, eles deixam bem claro: "a série é sobre um tema tenso, mas nós vamos avacalhar."

Outros elementos estranhos contribuíram para a série. Como a reunião excêntrica do grupo de apoio, a dança ridícula do romântico Jorge Sanchez, e padre descolado com quem Robert se confessa. Gostei dos personagens secundários, das situações e da química disso tudo. E apesar de muita gente ter demonstrado profunda decepção, eu gostei, pois Gravity é boa no que se propôs a fazer

Os personagens secundários são ótimos e carismáticos, mas ainda não tiveram uma abordagem mais profunda. Talvez pelo curto tempo do episódio, o que me deixa curioso pelos próximos.

A trilha sonora não é lá grandes coisas, mas é boa e se encaixa razoavelmente bem nos momentos dramáticos.

A série ainda é morna, se continuar no mesmo ritmo, talvez deixe a desejar. Ainda é uma promessa com grandes possibilidades de se tornar uma boa ou péssima série. O jeito é esperar para conferir. Eu realmente torço para que funcione.

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Nota: 6.5
Vale a pena uma conferida.

Principalmente pelo tema inusitado, deixarei minhas primeiras impressões com um rápido review do primeiro episódio.
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