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Na LCD: Dexter

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Dexter não é uma série leve e divertida. É sobre um Serial Killer que estamos falando, e a última coisa que você pode esperar de uma série assim é ser leve e divertida. Mas também não é sobre qualquer Serial Killer, é sobre Dexter. O Serial Killer que parece ser o cara mais leve e divertido de todos (...)


Dexter - Um serial killer muito camarada.

Por Renan Duarte

Confuso hein? Vou explicar.


Dexter é um perito criminal de espalhamento de sangue do departamento de homicídios de Miame. Ou seja, ele visita o local do crime, vê as manchas de sangue e diz o que aconteceu.

Aparentemente, ele é o cara mais comum do mundo, que sempre começa o dia com uma caixa de donuts para os companheiros. Também é um fiel e compromissado namorado, nunca deixando os filhos de Rita (sua namorada) sem uma figura paterna. Além disso, é um excelente irmão, que apóia Debra, sua irmã, em seus dramas pessoas.

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Excelente profissional, querido por todos. E daí?

Acontece que ninguém sabe da real personalidade de Dexter: um ser humano incapaz de sentir qualquer emoção e que se realiza apenas quando mata alguém. Por trás da máscara de bom sujeito, aí está Dexter, um serial killer que conhece todos os métodos policiais e está sempre um passo a frente.

Mas aqui, o Serial Killer não é o vilão da história. Ele é o mocinho (embora não sabemos se este seria mesmo o termo), pois Dexter só caça bandidos.

Meu Querido Serial Killer

Fingindo sentimentos, racionalizando atitudes, Dexter segue em frente, andando na corda bamba da linha entre a sua vida de matador e a imagem de um bom homem.

Um ponto interessante na construção do personagem é fazer com que Dexter não pareça um monstro. Não sentimos repulsa por ele, não desejamos que ele seja pego. No fim, acabamos gostando dele. Uma bela jogada da direção e dos roteiristas. Transformar um possível vilão em herói em potencial.

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Muito disso se deve ao fato que toda a narrativa acontece do ponto de vista do próprio Dexter. Somos expostos aos seus pensamentos (a narração fria e seca durante os episódios), seu passado e tudo que o fez ser quem é. Tudo isto com a espetacular interpretação de Michaell C. Hall, que ganhou muitos prêmios por este papel.

Dexter também é uma série sobre evolução e metamorfose. A metamorfose de alguém sem qualquer possibilidade de ter sentimentos em um amigo, um esposo, um irmão e até mesmo um pai. Temos um protagonista em conflito sempre.

O Código de Harry

Logo na primeira temporada, somos remetidos a diversos flashbacks do passado de Dexter. Especificamente de sua infância, quando seu pai adotivo, o bom detetive Harry, percebeu que Dexter era diferente. Que ele não sentia absolutamente nada.

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Inicialmente, Harry tenta suprimir a sede de Dexter por matar, mas vendo que era impossível, resolve então treiná-lo e fazer dele um serial killer de princípios. É aí que surge o Código de Harry. Uma série de regras que guiam toda a jornada de Dexter.

O Código de Harry tem duas regras principais: Não seja pego e Não machuque inocentes. É como um norte para Dexter, que cresce com este código encravado em seu caráter, deixando livre do seu caminho de matança qualquer inocente. As vítimas de Dexter serão apenas criminosos que escaparam do sistema judiciário.

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Além disso, Dexter aplica o código em todas as áreas da sua vida. Nunca machucando ninguém ao seu redor, sendo o namorado perfeito, o irmão companheiro e o amigo para toda hora.

Para Perder o Fôlego

Cada temporada tem 13 episódios narrando um arco fechado, com Dexter enfrentando um inimigo diferente, bem no estilo gato e rato. O ritmo intercala entre os momentos de Dexter tentando parecer um ser humano e seus momentos de caça ao novo desafio.

A vantagem de ter apenas 13 episódios é que não há tempo para enrolação, cada detalhe se torna importante. Assim, uma temporada começa com um clima de apresentação de personagens, passa pelo desenrolar de complicações e finaliza em um clímax de tirar o fôlego.



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Obs.:

1. Dexter está na lista das minhas séries preferidas pela sua genialidade e seu roteiro com infinitas possibilidades. E é claro, pelo personagem genial que é o Dexter.

2. Para quem for conferir, se ligam na interpretação fantástica de Michael C. Hall (Dexter). É um técnica incrível interpretar um sentimento fingido.



Abraços,
e até a próxima!

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