Últimas Publicações:

Lendas de Aupaba #5. Paba.



O violento combate final acontece.

Quem vencerá? Quem sobreviverá? Será que tudo voltará ao normal?

As respostas estão nessa edição.




Imagem

Lendas de Aupaba #5. Paba.
Por João Norberto da Silva.

- Finalmente te vejo chegar Jibaoçú... Esqueceu-se que tem uma mulher?

- Desculpe minha Perudá... O dia foi comprido e cansativo...

- E... Como foi? Quero dizer... Nosso filho...

- Conforme tinha que ser... Abaetê é agora no novo Jaguar-Upiara...

- Hum... Agora troco a preocupação pelo meu marido com a preocupação pelo meu filho... Por Tupã, que fardo... E como você está?

- Confesso que estou melhor do que eu achava que ficaria... É como se uma grande paz se abatesse sobre mim, agora que o fardo da proteção de nosso povo repousa sobre novos ombros...

- Sei... Como se você fosse perder o gosto pela aventura tão fácil... Te conheço Jibaoçú...

- Com certeza conhece até melhor do que eu mesmo Amandy... Sinto que ainda possuo um resto do vigor de quando eu era o guardião, mas prometo ficar mais em nossa oca... É hora de me tornar o chefe de família que sempre tive de ser e quase nunca fui... Quantos filhos temos mesmo?

- Seu velho tolo... - A índia dá soquinhos de brincadeira no marido e logo os dois trocam um longo e apaixonado beijo, que é interrompido de repente. - Jibaoçú...

- O que foi Amandy? Você está pálida...

- É a água... Sinto uma perturbação em uma grande fonte de água, não muito longe daqui...

- Seria uma tempestade se aproximando?

- Não... É algo mais... Algo muito maior do que apenas chuva...

Não muito longe dali, no alto de uma oca que permanece milagrosamente em pé, devido à forma como foi esculpida, com sua base infinitamente menor que seu topo, está Nanbiquara. O pajé permanece com os olhos semicerrados, como se tendo dificuldades para ver algo que está extremamente longe, o que é verdade, uma vez que ele olha na direção do Grande Rio.

- Hum... As coisas se complicaram um pouco mais do que eu previ... - Ele ergue a cabeça e seus olhos brilham com o que ele descobre. - Então o diabo está de volta... Com certeza foi ele quem envolveu o Boitatá... Sinto muito Abaetê... Espero realmente que você sobreviva... Bem... Não posso fazer mais nada a não ser observar... Logo... - O velho índio pega algo que lembra uma garrafa de corpo mais arredondado, quase uma bola com um bico, tira a pequena rolha que a fecha e começa a beber em longos goles. - É hora do Cauim!!!

XXX

Longe dali, na morada de Anhangüera, dois demônios conversam:

- Está vendo alguma coisa Abaçaí?!!!

- Cale-se Anhato... Com seus gritos histéricos mal posso me concentrar...

- Histéricos? HISTÉRICOS??!!!! Se eu não estivesse tendo que consertar esse trono maldito...

- Ora, cale-se... O Boitatá se transformou... O maldito guardião não aparenta o menor sinal de medo... Está encarando o nosso irmão de frente, ou o máximo que pode já que agora ele é infinitamente menor que o Boitatá...

- Hum... Então isso quer dizer que em breve o novo guardião vai ter que ser substituído... Não me lembro de nenhum antes desse ter enfrentado um inimigo do porte do Boitatá e sobrevivido com tão pouco tempo e experiência... Droga... Nem pude me divertir com esse e...

- Que o fogo dos nove círculos infernais queimem o seu rabo!!!!

- O que foi?!!! Não posso reclamar também?!!! Te juro Abaçaí... Quando eu terminar aqui eu...

- Cala a boca seu idiota!!!! O novo Jaguar-Upiara acabou de se lançar ao ataque!!!

- O quê??!!!! Que esse maldito trono espere... Preciso ver isso!!!

Os dois demônios começam a disputar espaço diante da entrada de Maturati, procurando ver com todos os detalhes a batalha que se realiza às margens do Grande Rio.

XXX

- AGORA VOCÊ MOOOOORRRREEEEE!!!!!!!!!!!! - Conforme seu inimigo se aproxima, o Boitatá abre sua imensa bocarra, projetando os dentes para frente, pretendendo engolir sua presa numa só bocada.

- É O QUE VOCÊ PENSA!!!! - Com uma guinada impossível, Jaguar-Upiara desvia seu trajeto em pleno ar, passando incólume ao lado da boca do vilão, ficando exatamente do lado esquerdo da cabeça do mesmo. - AGORA!!!!

O Punho de Tupã abre um enorme rasgo na carne do Boitatá, que urra de ódio e dor, mas que logo começa a gargalhar. Sem entender, o Jaguar-Upiara fica em pleno ar, mas logo ele percebe o motivo do riso de seu inimigo.

Do ferimento saem várias cobras de fogo que vão diretamente na direção do guardião que, sem poder desviar, é atingido em cheio e envolvido numa bola de fogo, caindo em seguida dos céus como um cometa. O impacto com o solo acaba causando uma cratera e levantando uma cortina de poeira que encobre todo o local da queda.

- Jaguar-Upiara!!!! - Yakecan, junto de Iaciara, corre até o local, tentando localizar o guardião antes que o Boitatá desfira outro ataque. - Onde está você?!!!

- O ferimento do monstro está fechando! - A bela índia ainda arrisca um olhar para o Boitatá e logo se volta para o jaguar que corre um pouco à sua frente. - Como se vence uma fera dessas?!!!

- É... Só... - Aos poucos Jaguar-Upiara aparece frente a seus aliados, afastando a poeira com sua arma e então seus aliados percebem o estado lastimável em que ele se encontra, com o sangue escorrendo de vários ferimentos e as marcas de queimadura espalhadas pelo seu corpo. - Continuar... Batendo... Até ele cair...

- Venha Guardião... - Iaciara segura e o apóia sobre seus próprios ombros. - Precisamos levá-lo para longe... Não está em condições de continuar essa luta e...

- N-não se preocupe moça... - Ele olha mais uma vez para o Grande Rio e nota que a agitação do mesmo cresce cada vez mais. - Preciso agüentar só mais um pouco...

- Mas...

- Eu posso e farei isso... - Ele gentilmente afasta Iaciara, segundo na direção do Boitatá e Yakecan a impede de segui-lo. Se ela estivesse totalmente recuperada o jaguar permitiria que ela ajudasse o guardião, mas, por mais dolorosa que a verdade soe, ambos sabem que apenas Jaguar-Upiara pode continuar a lutar. - Não aceitei essa mudança em meu destino para cair no primeiro dia de minha nova vida... Apenas busquem um local elevado e protegido... As coisas vão ficar molhadas logo, logo...

Mesmo sem entender exatamente o que o outro diz Iaciara acompanha Yakecan e então o guardião se volta para o imenso monstro à sua frente, enquanto caminha com dificuldade, arrastando a porta de sua arma pelo solo calcinado, mas logo se colocando em posição de combate mais uma vez.

- Já se despediu de seus amigos? - Agora o ferimento do monstro já está completamente curado. - Quer tentar me cortar mais uma vez? Se quiser posso ficar parado... Hahahahahahahahaha!!

- Talvez fosse melhor! Se baixar sua cabeça para me pegar, você será finalmente derrotado!

- Hum... Seria agora que eu faço o que você diz e então você me vence não é? Desculpe guardião... Não sou tão idiota... Você conquistou meu respeito, portanto sei que pode realmente fazer o que diz... Portanto...

Com uma velocidade absurda o Boitatá ergue a ponta de sua cauda e, criando um tipo de bola de fogo ao redor da mesma, lança um ataque que força ao ferido Jaguar-Upiara a se desviar, ao mesmo tempo que o chão atingido explode, jogando no ar rochas de tamanhos variados e criando uma cortina de fumaça que impede o vilão de ver seu inimigo.

- Onde você está pequeno guerreiro? Espero que não tenha fugido e... O quê?

Uma das rochas começa a sair da coluna de fumaça e o monstro vê que é ali que o guardião permanece em pé, com sua arma sobre um dos ombros e um sorriso no rosto.

Antes da surpresa de seu inimigo passar ele salta, se preparando para atacar a cabeça do Boitatá.

- Não vai conseguir!!! - O monstro ergue a cabeça, fazendo com que apenas uma parte de seu corpo seja rasgada, repetindo o que acontecera à pouco, com várias cobras saindo do ferimento e indo na direção do guardião, mas esse permanece parado. - Agora vou te atingir de novo e... Heim?

Sem que nenhum dos envolvidos na luta tivesse reparado Iaciara se lança diante do guardião e, usando sua arma, destrói rapidamente as cobras que saem do ferimento.

- Sou uma filha guerreira de Iaé! Não aceitarei que minha mãe, que brilha alto no céu, se envergonhe de mim, permanecendo à parte desse combate... Se o Boitatá cair, será pelas minhas mãos também!!!

Desse modo o surpreso Jaguar-Upiara aceita a ajuda e começa a cortar impiedosamente o imenso corpo de seu inimigo, enquanto Iaciara destrói as serpentes que saem dos ferimentos, anulando assim a aparente vantagem do monstro.

- E então?! – O Guardião volta para a terra, ao lado de sua companheira, pára diante do Boitatá e lança seu desafio. - Vai tentar novamente o ataque com o rabo? Eu esperava mais de um monstro tão famoso, mas pelo visto eram apenas lendas!!!

- SEU DESGRAÇADO!!!!!!!!!!! - Caindo na provocação do inimigo, o Boitatá se lança ao ataque, abrindo ao máximo sua bocarra na direção do solo, quase não conseguindo soltar a ameaça seguinte. - MOOOOOORRRRRAAAAAA!!!!!!!!!!

Um novo desvio e, enquanto o Boitatá apenas abocanha uma quantidade considerável de terra, Jaguar-Upiara e Iaciara enfiam suas armas na região do pescoço de seu inimigo, tentando imobilizá-lo e, mesmo sabendo que não conseguirão mantê-lo assim por muito tempo, o guardião, torcendo para que seu plano dê certo, grita a plenos pulmões:

- Agora!!!!!!!!

Em resposta à ordem do guardião, uma imensa quantidade de água se ergue do Grande Rio, formando algo que poderia lembrar a imagem de um boto, pouco antes de se lançar sobre o Boitatá. O contato da água com o fogo cria uma imensa e quente coluna de vapor que sobe rapidamente aos céus.

Finalmente Iaciara entende o plano que o guardião havia elaborado e ela se afasta com um longo salto, pois o calor que toma o local é demais para ela, por causa dos ferimentos que, mesmo parcialmente curados por Yakecan, ainda a deixa muito vulnerável.

Com um novo urro, dessa vez com certeza de dor, a enorme serpente coloca sua cabeça para fora do vapor, aparentando ter tido até o fogo em seu interior quase apagado e procurando por seu inimigo, que não dá sinais de vida.

Mas isso muda rapidamente.

Uma pequena deformidade surge por um dos lados da coluna de vapor e logo é possível ver Jaguar-Upiara empunhando sua arma um pouco acima de sua própria cabeça e desferindo em seguida um poderoso ataque, que acerta um dos cantos da bocarra do Boitatá, descendo pelo corpo do mesmo, resultando em um enorme corte lateral que segue a trajetória do guardião até que este parece perder os sentidos e cai na direção do solo, quicando algumas vezes e ficando parado ali perto, já desmaiado.

O urro de morte que o monstro solta pode ser ouvido à muitos quilômetros e, na aldeia dos Auati, Nanbiquara finalmente acaba de secar sua garrafa de Cauim e se volta para sua residência, já se preparando para o longo dia que teria pela frente, com o casamento que se avizinha.

Parte do corpo do Boitatá cai no Grande Rio, sendo imediatamente consumido por um imenso número de piranhas e quase ninguém percebe uma pequena cobra de fogo que, imperceptivelmente procura fugir, tentando alcançar algumas das poucas árvores ainda inteiras que havia naquela margem.

Um pesado e metálico pé a atinge no meio do corpo e, quando a cobra consegue se voltar, mal reconhece quem a está prendendo.

- Péssimo trabalho Boitatá... – Anhangüera pega a cobra e a levanta até que a cabeça desta chega à altura dos olhos dele. - Eu esperava mais, mas você serviu ao seu propósito... Vamos voltar para Maturati, onde você poderá se recompor e, quem sabe, ter sua vingança algum dia? Ah! Sim... Irei querer saber também quem planejou esse seu ataque tão desajeitado...

O demônio, então, desaparece como se nunca tivesse estado ali.

- Jaguar-Upiara!!!!! Yakecan corre ao lado de Iaciara, ambos vendo que Uauiará apóia o guerreiro gentilmente no chão à sua frente e quando os alcançam é o jaguar que faz a terrível pergunta. - Ele está...?

- Cof... Cof... - Abaetê retira pela primeira vez sua máscara desde que se tornara o guardião, respirando fundo, tentando recuperar o fôlego e logo em seguida ele ergue a Itapitanga. - A-acho que temos um casamento para ir... Não é...?

Todos concordam e Yakecan se coloca a curar os ferimentos dos três guerreiros, enquanto todos observam o belo nascer de um dia que promete ser muito feliz.

Infelizmente nem tudo se desenrola como o esperado.

XXX

Muitas horas depois, quando os preparativos do casamento de Guaraní e Uaná agitam toda a tribo, o noivo continua a reclamar com seu pai.

- Por isso eu acho que deveria ter sido eu... Aposto que eu já teria trazido a Itapitanga... Se o senhor tivesse me escolhido pai eu...

- Guaraní... Seu irmão já deveria ter voltado e Nanbiquara está estranhamente quieto e contido, enquanto organiza outros detalhes do seu casamento... Portanto não é a melhor hora para tocar novamente nesse assunto... Lamento se você ficou decepcionado, mas o que foi decidido não mudará... Seria melhor você aceitar isso e continuar o seu caminho...

Jibaoçú se afasta e começa a falar com Essomerie, o cacique da tribo, que finalmente saíra de sua oca, deixando bem claro que fez isso apenas por ser o casamento do filho do antigo guardião.

- Seu outro filho deveria ter vindo me ver logo que se tornou o novo Jaguar-Upiara...

- Sinto muito Essomerie... - Jibaoçú precisa baixar um pouco a cabeça ao ficar mais próximo do cacique, cuja cabeça fica na altura do peito do antigo guardião. - Mas surgiu essa emergência do roubo da Itapitanga...

- Sei, sei... Mas diga... Ele já não deveria ter voltado?

- Acho... - O antigo guardião precisa usar toda a concentração para não responder como deseja. - Que o Nanbiquara precisa falar comigo... Até daqui a pouco Essomerie...

- E então? - Assim que se aproxima do pajé, Jibaoçú nota que o mesmo está com um pequeno sorriso no rosto. Sem saber se é por felicidade ou pelo Cauim, ele volta a questioná-lo. - Alguma boa notícia?

- Veja por si mesmo, velho amigo...

Acompanhando o olhar do pajé, o velho índio vê seu filho surgindo por um dos lados da ocara do centro da aldeia, andando apoiado por Uauiará e Iacirá, Yakecan vem um pouco atrás, com vários curumins já fazendo festa ao seu redor. Ao se aproximar de seu pai e de Nanbiquara, Abaetê se empertiga, agradece aos novos amigos e caminha com visível dificuldade, estendendo a Itapitanga:

- Eis aqui a pedra do casamento... Que a cerimônia não demore nem mais um minuto...

- A Itapitanga!!!! - Nanbiquara ergue a pedra acima de sua cabeça e então todos os Auati começam as festividades.

- Tudo bem com você filho? Parece que apanhou um pouco...

- Logo te conto tudo pai... Acho que, se não for uma ofensa ao meu irmão, eu gostaria de ir dormir...

- Pode ir... - É Guaraní que surge por detrás do irmão, o ressentimento é claro em sua voz. - Afinal, se ficar é capaz de chamar mais atenção do que os noivos... – E então ele se afasta com passos firmes e a cabeça baixa.

- Eu imaginei que isso poderia acontecer pai... – Abaetê se volta para Jibaoçú, a indecisão parece persistir. - Será mesmo que foi uma decisão sensata?

- Não se preocupe com isso... Seu irmão melhorará depois do casamento... Acredite, não existe ferida que o tempo não cure... Agora vá descansar... Depois do Casamento eu pedirei para que a curandeira vá até sua oca para terminar de curar seus ferimentos... - Jibaoçú então se afasta, procurando apressar os últimos preparativos e então Abaetê, retirando sua máscara, se volta para os novos amigos.

- Acredito que não haverá problemas se vocês ficarem para o casamento...

- Infelizmente preciso voltar para minha tribo, eu preciso contar sobre o ocorrido em Serranua... – Iacirá se abraça, finalmente podendo parar para pensar sobre a desgraça que ocorreu a tão pouco tempo, o que a batalha a tinha impedido de fazer até então.

- Se quiser que eu vá com você...

- Pode deixar que eu irei com ela guardião... - Yakecan se adianta, já ao lado da guerreira e Abaetê sente que o jaguar se apegou a Iaciara. - A voz e testemunho de um espírito de Tupã como eu, pode ser de alguma ajuda...

- Eu também tenho de ir... – Uauiará se adiante, cumprimentando o novo Guardião. - Quando você me jogou nas águas do Grande Rio boa parte de meus ferimentos melhoraram, mas vai demorar até que eu me recupere, mesmo com a grande ajuda de Yakecan...

- Certo... Bem... - Depois de uma experiência tão intensa como a batalha que se passou, é estranho ver os novos amigos indo embora. - A gente se vê...

Antes de voltar para sua oca, Abaetê ainda arrisca uma olhada para seu irmão, na esperança de dar ao menos os desejos de felicidade a este, mas Guaraní simplesmente vira o rosto, indo ao encontro de sua noiva, deixando claro que, no momento, o melhor a fazer é se retirar.

- Finalmente... - Assim que entra em sua oca e se aproxima de sua rede, o guerreiro mal tira suas roupas, caindo na mesma e quase adormecendo sem agradecer a Tupã pela noite de sono que terá.

- Isso mesmo... – Uma voz de criança chega aos ouvidos do exausto guerreiro. – Durma “Grande Guerreiro”... Se ao menos todos soubessem da verdade...

- Nem mesmo você vai estragar meu sono... Acará... – Sem dizer mais nada ele finalmente adormece.

Infelizmente para Abaetê é como se mal tivesse fechado os olhos quando ouve alguém entrando estrondosamente em seu quarto, fazendo-o cair da rede ao tentar alcançar seu Punho de Tupã, mas ele logo pára ao perceber de quem se trata.

- Mãe? Quase me mata de susto... - Ao perceber as lágrimas que caem pela face de Amandy ele fica sério, antevendo algum novo problema. - O que aconteceu mãe...

- É seu irmão... Gu-Guaraní... Chuif...

- O que aconteceu com meu irmão?!!

- Ele... E-ele... Foi embora da aldeia...

Agora a mulher começa a chorar copiosamente, procurando amparo no abraço de seu filho e ambos ficam assim, em silêncio, por um longo tempo.

Abaetê sente um calafrio percorrer seu corpo e tem a certeza de que uma grande tempestade se aproxima.

Fim do Tomo 1.

Explicando Aupaba.

Yo! Olá queridos leitores! E assim terminamos o primeiro tomo das Lendas de Aupaba!! Foram muitas emoções não é?

Espero que tenham gostado, principalmente de mim é claro! Antes da despedida final umas palavrinhas com seus significados:

Paba: terminar, concluir; morrer; o fim.
Essomerie: de chefe pequeno.
Acará: Garça, Ave branca

Bem... Agora é o fim mesmo... Novas histórias apenas no ano que se iniciará logo... Portanto muitas felicidades a todos, um ano cheio de realizações e estejam aqui de volta, quando o tomo 2 se iniciar!!!

Ah! E muito Cauim para todos!!!!!!!

Thiangôn!!!!
Compartilhe este artigo: :

Postar um comentário

 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2013. UNF - Todos os direitos reservados.
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger