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X-Men 2099 #1

Os Aliens dominaram o mundo. Mas ninguém nunca fez a pergunta: O que aconteceu com os mutantes? Por que eles não fazem nada para defender suas raízes? O que aconteceu com os antigos X-Men? Confira as respostas acompanhando as aventuras dos X-Men 2099.
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É realmente um grande mistério o passado dos mutantes de 2099. Um mistério tão grande, que a maioria deles não sabe o que REALMENTE aconteceu.

Isolados. Escassez de alimentos e água. Brigas internas. Um devastador vírus à solta.

Que chances de sobrevivência têm pessoas assim?

Deixemos que o tempo diga...

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Conheça os X-MEN - Parte Um
Por: Lucas Bretas (MatrixBrazilBH)

“FÉ é a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas.” – Definição encontrada em um livro de capa preta.

Os mutantes têm fé? Difícil de dizer... Você teria fé em um grupo de pessoas isoladas da civilização, praticamente sem comida, sem água, desorganizado e dependente de três líderes? Também é uma pergunta difícil de se responder... Mas, por que não deixamos os próprios MUTANTES nos responderem em que tem fé?

México – Atual Campo de Isolamento Mutante (C.I.M) - 2099

Os conflitos assolavam uma raça em extinção. As chances sobrevivência e proliferação dela, eram praticamente inexistentes. A pior epidemia já registrada no mundo afetava somente mutantes. Como se não bastassem todos esses fatores contra, algo ainda ajudava, ou melhor, atrapalhava... A falta de um líder capaz para criar uma revolução e romper as barreiras entre o mundo mutante, e o mundo lá fora. Um mundo que os que nasciam não faziam a mínima idéia de como era. Um mundo estranho a todos. Afinal, em todos esses anos muitas coisas já teriam mudado. Ou será que não? Isso só o futuro dirá... Mas enquanto você espera respostas do futuro, veja como essa magnífica raça, tenta sobreviver à miséria à qual são submetidos...

Limite Norte

- Ei! Summers! – disse um estranho rapaz de cabelos curtos e escuros.
- O que foi desta vez, Roy?
- É a Luna, ela acabou de absorver as memórias do Jack! Vem rápido!
- Oh, céus! A Luna tem que parar com essa obsessão de se tornar cada vez mais forte! Ela vai acabar transformando alguém em vegetal assim!
- Fala isso pra ela, cara!

Nathan Summers, filho de Scott Summers e Emma Frost, nunca tinha sido tão importante em sua longa vida quanto estava sendo agora. Cogitado para liderar os mutantes em uma rebelião contra a opressão alienígena, Nathan tentava a cada instante amenizar os conflitos INTERNOS existentes ali. O último problema que estava enfrentando, era o descontrole de Luna, uma mutante que absorvia as emoções e sentimentos das pessoas e transformava-os em força e resistência para seu próprio corpo.

Ao se aproximar do local do incidente, Nathan conseguia ver pessoas ao redor de um corpo caído ao chão, e Luna ajoelhada sobre ele. Ao se aproximar cada vez mais, eu ouvia os gemidos da mutante e percebia lágrimas caírem seus olhos. Seu primeiro impulso foi usar seus dons telepáticos para tirar todos dali. Mas mal teve tempo de desenvolver essa idéia em sua mente, pois um jovem mutante pulou em suas costas e começou a tentar feri-lo com mordidas.

- Bruck? – disse Nathan ao ver o jovem em suas costas – Saia daí, Bruck! O que você está fazendo?
- Nate! Cuidado! Ele ta infectado! – gritou um dos mutantes em meio ao grupo.
- Mas o que--!

Novamente, Nathan mal teve tempo de pensar, quando sentiu uma rajada óptica passar ao seu lado. Parecia milimetricamente calculada, pois chegou a queimar a ponta de sua orelha esquerda. Então ele fechou os olhos. Ao abrir, viu caído ao seu lado o corpo de Bruck. então olhou para o outro lado e viu a cabeça decepada.

- Não precisa agradecer, Nate. – disse Ruby.
- Agradecer O QUÊ, Ruby? – esbravejou Nathan ao olhar para a garota.
- Por salvar sua vida, ora! – parecia indignada.
- Ah, você quer dizer: “Matar um semelhante e diminuir nossas chances de sobrevivência e liberdade”?
- Como assim? Se ele te matasse ou infectasse é que nossas chances diminuíram de 1 pra –10000!
- Depois conversamos isso, Ruby, agora vamos resolver o problema anterior. Ah, perdão... Roy, será que você pode preparar alguma cerimônia, ou velório?
- Claro! Sim, senhor! – disse Roy, uma dos melhores amigos de Nathan e um dos mais prestativos do grupo.

Dizendo isso, o jovem Roy se virou e foi em sua barraca pegar alguma coisa para levar o corpo de Bruck para um local mais apropriado. Enquanto isso, Nathan tinha que resolver seu problema anterior, o alvoroço criado por Luna.

- Luna? Tudo bem? – disse Natham tocando os ombros da jovem.
- O que você acha, seu cretino ingênuo?! – disse a garota – Eu acabei de matar o meu namorado! Você ainda pergunta se eu estou bem?
- Perdão, Luna. Eu... Eu não... Eu não quis ser indelicado. – percebia-se um tremor em sua voz – Mas, o que aconteceu?
- Podemos conversar em particular? – disse Luna. Ela se envergonhava do que havia feito.
- Claro que sim. Vamos para sua barraca.
- Ei! – gritou Ruby – Aonde você pensam que vão? Posso ser sua irmã mais nova, Nate, mas não te deixo sair por aí com estranhas.
- Estranha é a sua--
- Ei, ei! Calma aí, Luna! Foi só uma piada.

E assim, os três entraram na barraca de Luna. A conversa seria tensa, pois dois mutantes haviam sido mortos naquele dia, num intervalo de menos de vinte minutos. Quantos mais até o fim do dia haviam de morrer?

Do outro lado do acampamento

Os problemas e confusões que acabaram de acontecer no lado superior do acampamento ainda não haviam chegado aos ouvidos dos mutantes da parte inferior. Mas nem precisavam. Eles já tinham seus próprios problemas.

Uma barraca vermelha, com um pano branco tampando a entrada. Dentro, uma mesa ao centro. Não uma grande mesa, devido ao tamanho interno da barraca, mas uma mesa com o tamanho suficiente para caber uma papelada contendo planos de equipes, planos de invasão, arquivos sobre cada mutante ali no local e finalmente, pode-se ver debaixo daquilo tudo um livro de capa preta, aberto e marcado em um capítulo que trata da fé. Uma cadeira estava próxima à mesa, e seu estofado já estava um pouco rasgado, devido ao grande tempo de uso. Os pés já estavam enferrujados, e a poeira também não perdoava. Sentada sobre a cadeira estava uma jovem de aparentemente vinte anos. Sua cabeça estava abaixada sob seus braços, que por sua vez estavam sobre a papelada, que por sua vez estava sobre a mesa. Seu semblante não era muito agradável. Ela estava meditando, e não gostava de ser incomodada em seus momentos com ela mesma, pois possuía um grande poder, na verdade, o maior de todos, e precisava de concentração para mantê-lo sob controle, ou toda uma raça poderia se extinguir.

- Rachel? – disse Plox, um mutante com poder de alterar seu estado físico.
- O que foi, Plox? Já disse para não me incomodarem em meus momentos de meditação. É melhor que seja importante. – disse Rachel se virando para o rapaz.
- É importante, Rachel.
- Diga, então.
- Mandy e Wendy Stepford, as gêmeas, estão tendo ataques psíquicos de novo. Essa parece ser a pior vez de todas.
- E onde está o Nate? A telepatia dele é mais forte que a minha, e facilmente ele conseguiria amenizar a situação.
- Esse é o problema. Ele está resolvendo um assunto com Luna. Parece que ela matou o namorado.
- Mas o que-- como assim matou?
- Ainda não sabemos, é isso que o Nate ta resolvendo.
- Merda! Se continuarem a morrer mutantes nessa freqüência, estaremos extintos em menos de um ano! Muitos já se foram com o vírus, e agora uns matam os outros? Oh! Deixe pra lá, vamos resolver o assunto das gêmeas.

As gêmeas Mandy e Wendy Stepford tinham poderes telepáticos, na verdade eram as telepatas mais poderosas depois de Nathan. Mas elas tinham um problema, não sabiam muito bem proteger suas mentes de influencias EXTERNAS, como alienígenas, e vez por outra tinham a mente invadida, o que causava os ataques telepáticos. Elas haviam sido encontradas por Nathan há alguns meses vagando pelo deserto. Ele sentiu pena delas e as levou ao acampamento.

Rachel e Plox foram se aproximando da barraca das duas garotas, e a medida que isso acontecia, ela começava a sentir dores de cabeça e começava a ouvir as vozes das gêmeas tentando se apoderar da mente dela. Ela vendo que talvez não agüentaria mais, levantou a barraca com seus poderes telecinéticos. Quem estava de longe avistava a cena: Rachel de pé, seus cabelos ruivos acompanhavam o movimento dos ventos, a barraca sobrevoando as gêmeas, e elas, por sua vez, sentadas de frente à Rachel com os olhos brancos envoltos de raios telpáticos. Rachel joga a barraca para longe e tenta separar as gêmeas com sua telecinese, mas não consegue, por que elas já estão entrando em sua mente.

Limite Norte – Barraca de Luna

Nathan e Ruby estavam sentados em frente a Luna. A conversa estava sendo bem esclarecedora, se fosse para os irmãos tomaram a decisão naquele instante, Luna seria perdoada.

- Então, foi isso. – disse Luna.
- Certo, será que você pode nos contar de novo para vermos se entendemos bem? – disse Ruby.
- Claro. Estávamos aqui na barraca, então ele me disse que estava tendo sonhos muito ruins e que seus pensamentos estava estranhos... – Luna começa a formar a cena como se fosse naquele instante.
- E então... – falou Nathan.
- Eu não quis, por que meu poder meio que machuca as pessoas, sabe? Quando começo a absorver as memórias, lembranças ou sentimentos não consigo parar, a sensação de estar se sentindo mais forte é muito boa.
- Mas como vocês parar lá fora mesmo?
- Vou chegar lá. Aí ele começou a insistir muito e eu saí da barraca. Ele se levantou e correu atrás de mim. Disse que era a única coisa que ele me pediria, e que se eu não fizesse por ele era por que eu não o amava. Então eu decidi absorver. Mas não consegui parar, e... e... eu... – a voz de Luna foi ficando mais engasgada e uma lágrima caiu de seus olhos.
- Tudo bem, Luna. Nós sabemos que é verdade. Já entrei em sua mente e conferi. Só queria que você desabafasse. – disse Nathan.
- Oh, obrigada, gente. Vocês são tão bondosos! Não é à toa que vocês e a Rachel são considerados nossos salvadores.
- Não tem de que-- Espere. Vocês ouviram isso? – Nathan parecia preocupado.
- Quê? De que você ta falando, Nate? – disse Ruby sem entender a situação.
- Silêncio.

Um barulho de propulsores se aproximando. Eram eles de novo. Os malditos Srkulls tentando pegar mais mutantes para seus testes. Eles estavam indo na direção de uma concentração maior de mutantes, ou seja na direção do confronto entre as gêmeas e Rachel.

Dentro do helicóptero – Traduzindo do dialeto Skrull

- Ry’Larr, não pare de interferir na mente das gêmeas. Temos que conseguir pegar a ruiva.
- Sim, senhor!
- Sy’Kroll mande a caixa de contenção.
- Caixa preparada. Três, dois, um, pronto!
- Ótimo. Bom trabalho soldados.

De volta à terra firme

Rachel estava tão concentrada em sua batalha que não viu a caixa de contenção se aproximando. Plox, que estava atrás dela, gritava sem parar mandando-a se afastar. Mas ela não ouvia. Então a caixa caiu sobre ela e se fechou. Seus poderes mutantes foram anulados, pois além de servir para prender, a caixa servia para tirar os poderes de todo e qualquer mutante por perto.

- Ah, não! Rachel! – gritou Nathan, que acabava de chegar ao local.
- Droga! – Ruby tentou usar sua rajada óptica mas não conseguiu, pois seus poderes também foram anulados.

As gêmeas saíram do transe. Mas nada poderiam fazer, pois seus dons eram telepáticos, mas a essa altura, já estavam anulados. Luna, mesmo estando no auge de sua força, não conseguia alcançar a nave com seus grandes saltos. Nathan nada poderia fazer com sua telepatia e telecinese. Rachel estava por conta própria.

- Me tira daqui! Socorro! Alguém me ajude! – Rachel gritava – Por favor! – lágrimas começaram a escorrer de seu rosto – Eu... eu... tenho claustrofobia, me tirem daqui! Isso é muito apertado e escuro. – Rachel, já estava quase desmaiando, mas de repente, seus olhos começaram a arder em fogo, sua pele já estava quase que completamente em chamas – Não! Agora, não! Todo mundo morre se isso acontecer! Não! – Rachel já estava completamente em chamas. As chamas se expandiram, a caixa derreteu. Os propulsores da nave explodiram. Estava feito, o maior medo de Rachel acabava de se tornar realidade.

Nathan assistia tudo o que acontecia. Ele sabia o que estava acontecendo com Rachel, mas o que ele poderia fazer? Ele sabia que seus poderes estavam de volta com a destruição da caixa, mas ninguém, NINGUÉM era páreo para a Força Fênix.

- Oh, como senti falta dessa sensação! – dizia a Fênix pairando nos céus – Como é bom! Mas não há nada melhor do que sentir o sangue espirrando em sua face. Sendo assim, comecemos nossa batalha! – e uma risada maléfica era o único som ouvido, tudo mais parecia ter se apagado.

A Fênix formava uma bela imagem nos céus, mas sua essência não era nem um pouco bela. Da última vez que a Fênix apareceu, matou mais da metade dos mutantes ainda vivos. O que ela faria agora? Quantos sobrariam? Essas eram as perguntas que Nathan se fazia naquele exato momento.

Continua...
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