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Profany, O Anjo da Morte [Série Clássica] #7



Profany tem como próxima missão matar um pedófilo que violenta a própria filha. Porém por as mãos nele não será algo tão fácil, pois as forças do mal cercam o patife. Para conseguir completar sua missão e salvar a garota, Profany precisa rencontrar algo que há muito tempo perdeu: sua fé.



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Profany
O Anjo da Morte


Por: Anderson Oliveira
Escrito originalmente em 2004

Episódio 2: “Fé – parte II”

- Pedofilia: “amor às crianças”. Mas, neste caso, não se trata de amor, mas de um desejo sexual doentio. Atração sexual por crianças. Em um caso mais grave, ato sexual com crianças.

- Incesto: União sexual ilícita entre parentes (consanguíneos ou afins). Há aqui uma combinação demoníaca. Renato mantém relações sexuais com sua filha Camila, de nove anos. Nove anos! Um crime frente às leis dos homens, as leis da natureza e as leis de Deus.

A lei dos homens, muitas vezes pode ser quebrada, ignorada. Porém, as da natureza e as de Deus, jamais. Para se fazer cumprir essas leis, Profaniel foi tirado de seu castigo no Tártaro e enviado a Terra.

E Profany viu em Renato a alma maligna, porém ainda não tomou conhecimento de qual crime ele era culpado. Estava Profany sobre um outdoor, em frente à janela do quarto de Renato. Este último descansava após cometer seu ato de abominação.

— Será fácil... — pensou Profany. — Este está sozinho e indefeso... basta ir até sua presença... — e assim, Profany se transportou pelo mundo espiritual e logo estava dentro do quarto de Renato. Tirou do bolso a arma que pegou dos capangas de Nelsinho e caminhou até estar mais próximo de Renato, que estava na frente do computador. Entretanto ouviu um barulho, era Camila que saía do banheiro. Profany se escondeu na penumbra.

— Pai... Posso ir dormir? — disse a menina. Profany observou das sombras que ela estava sem roupas...

— Peraí amor... — disse Renato. — Antes o papai quer tirar umas fotos de você. — ele se levantou com uma câmera digital e foi até a menina. Profany olhava tudo com grande estranheza, viu Renato tocar sua filha de um modo diferente, então Profany entendeu a situação.

Subitamente, Profany sentiu um profundo repúdio pelo homem. Seus olhos se encheram de fúria. A cena prosseguia e Renato colocava Camila em posses indecentes e a tocava mais enquanto tirava suas fotos. Profany teve ódio. Estava disposto a matar Renato imediatamente, mas uma força estranha o deteve.

Profany foi pego por uma energia negativa que o fez perder suas forças. Já não sentia mais a parede atrás dele, sentia náuseas e enjoo. De repente estava caindo... Algo o estava expulsando do quarto de Renato, algo queria que Profany saísse de lá e deixasse Renato realizar seu sonho imundo. A agonia de ser carregado de volta ao plano espiritual contra a vontade só terminou quando Profany se viu estendido na rua, num lugar que desconhecia, sobre a luz do sol.

— M-maldito...! — disse ainda de cabeça rodando. — O que foi isso? Como vim...? Como vim parar aqui?! — se levantou cambaleante, então gritou: — Noriel!! Noriel!!!

— Eis me aqui, Profany.

— O que houve, Noriel? O que me tirou daquele lugar quando eu estava prestes...?

— O mal. Eu avisei que as forças do mal iriam tentar te impedir de cumprir sua missão. Mas eu não esperava por isso...

— Mas... O mal que o protege é tamanho!

— Não se iluda, Profany! Você pode vencer esse mal. Você é um ser inédito... já fora um anjo e um homem... O mal não deveria ter poder sobre você. Como poderia o mal vencer-te? A menos...

— A menos que o quê?

— Você se deixou vencer. Agora é dado a mim o entendimento desta situação. Os dois séculos que passou no Inferno, não só apagaram sua memória, mas diminuíram sua fé. Só a fé vencerá as forças das trevas... Agora devo ir... Pense sobre isso... — Noriel se vai deixando Profany ainda tonto no meio da rua.

— Fé? — questiona-se o anjo-caído. — Mas eu tenho fé... eu acredito em Deus... naquele julgamento não poderia não acreditar...

Profany não compreendeu na hora, mas ter fé não é apenas crer. E tudo indicava que para ele cumprir sua missão, precisaria redescobrir o sentido da fé. E talvez, isso lhe seja mais difícil que apontar uma arma contra seus inimigos.

Enquanto ele se levantava e tentava achar o rumo de volta, observemos Renato, que dorme em sua cama ao lado da esposa. Em seus sonhos, risos e vozes de crianças... isso o acalma e lhe faz sorrir.

O sol aqueceu e apagou os vestígios das trevas que caíram sobre Profany. O anjo da morte caminhou pelas ruas e achou repouso num campo sob uma árvore. As dores de cabeça cessaram e o mal estar no estômago desapareceu. Então ele passou a pensar no frágil e indefeso homem que escapou de suas garras:

— Sua filha... uma criança... tão inocente quanto... Catherine... Letícia... Meu filho que... que... Como pode alguém agir assim com uma criança? Com sua própria filha?! Começo a entender agora... Minha missão não é tão absurda quanto pensei no início. Certas pessoas merecem realmente morrer? Aquele homem sim. — as divagações de Profany o conduziram a formar uma nova atitude. Ele então migrou ao plano espiritual onde seguiu o rastro de Renato...

Profany caminhou pelos caminhos sem distâncias a procura de seu alvo. E o encontrou, mas antes de voltar ao plano material, viu sombras vermelhas ao redor de Renato. Do plano espiritual ele pôde ver as forças do mal que o expulsaram na última noite, e assim se afastar antes de cair novamente sob seu poder. “Fé”, ele recordou... precisa buscar por sua fé antes de prosseguir.


Na casa de Luke Junqueira, o policial tomava seu café da manhã enquanto Letícia se arrumava para a escola. Luke lia o jornal, mas ele estava preocupado com sua filha. Não com o seu caráter, ou com suas atitudes, pois conhecia a filha e sabia o quanto são parecidos, mas teme por sua segurança. Um temor preconceituoso, já que o que lhe ameaçava era a presença de Profany. Letícia terminou de se pentear e foi até a cozinha:

— Mãe, sobrou daquele bolo de ontem?

— Seu pai comeu o último pedaço, filha. — disse sua mãe que alimentava seu irmão mais novo. — Mas tem pão de centeio ainda...

— Argh... pão de centeio?! Hmm... — Letícia se virou para seu pai. — Pai... me dá um dinheiro pra eu comprar meu lanche? — Luke levantou os olhos sobre o jornal, fez um movimento característico com a sobrancelha e disse:

— Por que você não leva o pão de centeio?

— Credo! Esse negócio é muito ruim! Não tem gosto e parece borracha!! Vai... me dá um trocado pra eu comprar um cachorro quente!

— Deveria comer coisas mais saldáveis, minha filha... — disse Luke.

— Olha só quem fala!! Até parece que o senhor faz isso... Por que o senhor acha que chamam os policiais de “coxinha”?

— Hmm... Ok... Tome o dinheiro, mas me traga o troco...

— Falou...! — disse Letícia saindo e pondo o dinheiro no bolso. Depois disse em voz baixa: — Pode dizer adeus ao seu troco!


Uma catedral no centro da cidade. Um belo edifício no estilo gótico com suntuosas torres e delicados detalhes. Um lugar visitado por centenas de católicos diariamente em busca de muitas coisas: paz, segurança, saúde, felicidade, perdão, conforto... e fé. O primeiro lugar que Profany pisou após sair do plano espiritual. Ele foi atrás de sua fé.

Lembrou de frequentar uma igreja, menor, de outra orientação cristã, mas similar a esta quando vivia em Londres. Recordou que passava horas falando às pessoas. Nessa época ele tinha sua fé. Ele entrou pela frente e caminhou lentamente até o altar. As pessoas que estavam em oração voltaram seus olhares para o homem estranho que entrava. Sua aparência ainda era alvo de repúdio, mesmo para quem deveria ignorar as coisas superficiais.

Mas a busca da fé de Profany não seria interrompida por isso. Ao se encontrar de frente ao altar não soube dizer o que sentia. Ao ver a imagem do Cristo oferecido em sacrifício para a salvação da humanidade, lembrou que aquela cruz era o símbolo de uma grande fé, mas não sentiu essa fé ali.

Resolveu ir embora, buscar em outros lugares, em outras doutrinas. Qual seria o verdadeiro caminho da fé que precisava percorrer? Buscando esse caminho visitou templos evangélicos de diferentes formatos. Alguns, tão suntuosos quanto aquela catedral, outros humildes e improvisados. Em todos os lugares não soube ver a fé que precisava, mas em todos viu ou ouviu o nome do Cristo.

A mesma história era contada de formas distintas em cada igreja, templo ou casa que visitava, todas pelo plano espiritual, para não ser visto. Profany encontrou a fé, mas nas pessoas que frequentavam cada qual sua igreja; nele... não.

Foi também a templos não-cristãos, onde o Cristo não é reconhecido, mas o Deus único sim. Sinagogas, mesquitas e outros lugares. Viu maneiras diferentes de se falar com Deus, e maneiras de ter fé. Profany ficou confuso com tantas divisões entre crenças que adoram o mesmo Deus. Em todos os lugares ele também viu devoção aos anjos. Mas nada o fez relembrar de sua fé.

Já era tarde e lembrou do salão onde conversara com Letícia. Buscou refúgio lá. Onde pôde organizar seus pensamentos, e de certa forma, se proteger, pois ainda sentia os tentáculos do mal que protegiam Renato. Eis que nesse tempo, a menina Letícia foi ao local:

— Hã... Oi! Não esperava te achar aqui! — disse a menina muito feliz.

— É... eu só queria... descansar.

— Legal. Depois da escola eu comprei essa revista esotérica com o troco do lanche e pensei em vir aqui pra ler sossegada...

— Letícia... Você tem fé?

— Fé? Bem... acho que tenho... Quer dizer... Não sou de ir à igreja, mas acredito em Deus... Você sabe, eu já falei que acredito em anjos... E se anjos existem é porque Deus também existe...

— Fé... não é só acreditar... Eu também acredito nisso, mas não sei se tenho fé.

— Hmm... Eu não sou a melhor pessoa pra falar nisso, mas outro dia eu ouvi em algum lugar que a fé não está num lugar, em alguma coisa ou em uma cidade. Ela está dentro de cada um de nós. É o que nos dá a esperança de acordar pela manhã de um novo dia. É o que nos mantém no caminho do bem... Acho que é mais ou menos isso.

— Ainda não entendo...

— Tipo... Imagina se não tivesse leis, se cada um fosse livre pra fazer o que quiser. Pensa que, sem leis, nada impediria você de matar alguém que não gosta... você poderia ir lá e matar um cara só porque ele olhou feio pra você. Sem lei pra te punir, nada te impediria de fazer isso. Mas, você faria... mataria alguém?

— Eu...? — Profany respondeu com receio, pois matar era a sua missão.

— Você, eu... qualquer um... O que importa é que a fé em algo maior nos impede de fazer certas coisas que sabemos que são erradas. Mesmo que não tenham leis, sabemos que matar é errado, e que seremos punidos por isso... A fé nos impede de fazer essas besteiras... entendeu?

— Eu... acho que sim...

— Tá... Mas agora eu me lembrei que tenho que voltar cedo pra casa. Se quiser mais alguns conselhos, seja sobre fé, moda, culinária, é só me chamar! Tchau! — através das palavras simples e inocentes de Letícia, Profany começou a entender o verdadeiro significado dessa fé.


Nisso, na casa de Renato, sua mulher e filhas sairam para ir ao shopping. Renato aproveitou o momento para observar a página da internet onde expôs as fotos de Camila. Ele recebeu comentários de outros pedófilos, alguns o indicavam pessoas que poderiam lhe arranjar encontros com outras crianças. Renato sentiu-se feliz com isso. Ele tirou da gaveta mais fotos de sua filha e de outras crianças e foi até o banheiro.

Enquanto isso, a pequena Camila caminhava com a mãe e a irmã pelo shopping, vendo vitrines e tomando sorvetes. A criança via outras garotas brincando com seus pais. Duas meninas e seus respectivos pais brincavam nos brinquedos do shopping. Camila observava com atenção, o sorriso das garotas e a alegria dos homens. Em sua cabeça imaginava que todos os pais fazem com suas filhas o que o seu faz com ela, mas sente por não brincar com seu pai daquele jeito.

De trás de uma palmeira, Profany olhava a pequena Camila. Uma forte ligação o atraiu até lá. Como se quisesse proteger a menina, ele a seguiu, como um anjo, um anjo da guarda. Instintivamente Profany sentiu o dever de proteger a menina sabendo do perigo que a ronda. Um lapso de sua natureza angelical e também um caráter de sua missão, que é defender as pessoas de seus inimigos.

No entanto Camila o viu, de relance, pois ele se escondeu na hora. Mas a menina soube, de alguma forma, que alguém estava ali. A mãe e as garotas pararam na praça de alimentação. Enquanto a mãe foi buscar algo para elas comerem, Camila viu Profany novamente, bem a sua frente, sentado num banco no canteiro de plantas. A figura esquelética, de olhos frios e um pano cobrindo sua boca não assustou Camila, pois ela, de alguma forma, sentiu ali a presença de Deus. Ainda que ela não saiba bem o que é Deus, mas as crianças, por mais sofridas que possam ser, ainda têm essa capacidade única.

Dessa vez Profany se deixou ver. Foi uma maneira que ele encontrou de dizer: “Não se preocupe, eu irei te salvar”. Mesmo com seu olhar duro e rancoroso, essa mensagem foi captada por Camila, que lhe sorriu. Neste instante Profany viu tamanha luz envolver a criança, uma luz de amor e esperança. E viu nessa luz um rosto belo e delicado. Era o anjo da guarda de Camila que se manifestava para Profany... um sinal de fé.

— Compreendo... — sussurrou Profany fitando o anjo de Deus. — Essa é a fé que procurava... A fé de uma criança. — Camila se distrai ao ver sua mãe se aproximando, quando voltou os olhos para o lugar onde estava Profany, não mais o viu.


Na delegacia de polícia, onde o investigador Danilo trabalhava no caso de pedofilia pela internet:

— Deus do céu!! — exclamou Danilo ao ter acesso a um banco de dados de uma comunidade de pedófilos. — Quantos canalhas nós temos aqui! Eu vou botar um por um no xadrez!! Acho que meu amigo Luke vai gostar de saber disso.

Caiu a noite. Os ruídos costumeiros da cidade não são ouvidos por Renato, que se isolou frente ao computador e se comunicava com outras pessoas enquanto se masturbava com fotos de crianças, meninas e meninos, de diferentes idades. Seu olhar era doentio, os ruídos que ele fazia se assemelhavam a um animal. Então ele se levantou, preparou um drinque e foi até o quarto das suas filhas.

As crianças dormiam. Camila próxima à janela, e sua irmã próxima à porta. Renato entrou devagar, segurando o copo, e olhou as meninas dormirem. Ele sentou perto da pequena, acariciou seu rosto delicadamente, passou sua mão em seus cabelos enquanto a menina de seis anos dormia. Renato desceu os dedos sobre o corpo da criança. Era um dia quente e elas dormiam sem cobertor. Renato passava seus dedos sobre seus braçinhos, suas costas, suas pernas. A menina se moveu, ele se assustou, mas ela não acordou.

Renato se levantou devagar e foi à cama de Camila. Da mesma forma a acariciava, tocava suas partes intimas e passava seu dedo em sua boca. A menina acordou devagar. Ao ver seu pai ali, ela já sabia o que fazer e se levantou, ainda esfregando os olhos de sono. No entanto Renato ouviu um barulho no corredor, pensou que era sua esposa e mandou Camila voltar a dormir enquanto saia do quarto. Voltou ao seu quarto e viu que sua mulher dormia. Ele ouviu outro barulho, agora na garagem.

Renato se deu conta que havia um invasor na casa. Ele vestiu um roupão, pegou uma faca de pesca que guardava no seu armário e desceu. Foi até a garagem, acendeu a luz, mas não viu nada. Caminhou mais alguns passos, até o portão para se certificar. Ao dar meia volta se deparou com Profany:

— Ahh!! — Renato se assustou. Com a mão trêmula ele empunhou sua faca: — Q-quem é você?! O que está fazendo aqui na minha casa...?

— Quem eu sou não lhe importa... — respondeu Profany enquanto se aproxima. — O que eu estou fazendo aqui? Vim fazer justiça. — ele cerrou os punhos em sinal de raiva.

— Se afasta!! Saia daqui, senão eu chamo a polícia!!

— Cale-se... Você não é nada... Não é ninguém... — Profany pegou sua arma e apontou contra Renato. — Você deve morrer!

— V-você é louco...!! Abaixa essa arma... eu te dou o que você quiser!! — Renato levantou os braços e expressou muito medo.

— Eu não quero nada de você... Só sua morte me interessa... Sua abominação deve acabar... Você é um tumor que deve ser eliminado... — Profany estava prestes a atirar, mas então sentiu aquele mal estar tomar conta de si novamente. O mal que protege Renato mais uma vez atingiu Profany... — Não...!! Não pode ser!! — Profany se contorceu de dor e caiu de joelhos no chão. Renato entendeu que é a hora de reagir:

— Filho da puta!! Tome! — Renato o chutou várias vezes... — Quem é que vai morrer aqui? Hein?! Sou eu?? Maldito!! Desgraçado!! — Renato então usou sua faca e cortou Profany. Ele gemia a cada corte, mas em instantes os ferimentos se fecharam milagrosamente, para o espanto de Renato: — O quê?! Que espécie de criatura é você?! — Renato largou sua faca, saltou sobre Profany e saiu da garagem, trancando a porta.

Profany estava caído no chão sentindo muita dor. Não pelos chutes ou facadas de Renato, mas pelas forças negativas que envolviam seu inimigo. Profany achou que tinha fé o suficiente para ludibriar essas forças, e talvez tivesse, mas não soube usar. E se o mundo é justo, se o bem sempre prevalece, ele aprenderá agora:

— Argh...! — Gemia enquanto sua cabeça estourava de dor. — Fé... argh... de que adianta... essa fé...? — vagarosamente ele procurava se levantar. — Noriel... onde você está? Deus, onde você está?! Dei-me... dei-me a fé que preciso... A fé que preciso para proteger aquela criança... — pondo-se de joelhos, Profany começou a sentir um alivio na dor. Então uma áurea celestial o envolveu. Uma luz que lhe trouxe paz e acalento tomou conta do seu corpo. Então ele ouviu os clarins angelicais e uma voz grave como um trovão que lhe disse:

— Profaniel... julgou bem o que é a fé, mas não soube usa-la. A fé não é um instrumento que se usa para alcançar algum objetivo e depois se descarta. A fé deve habitar seu coração em todos os momentos... Agora levanta-te, não mais odeie seu adversário, pois isto faz o mal se apoderar de ti. Se emitir o mal, receberá o mal. Do contrário, emita o bem, que receberá o bem. Vá e cumpra sua missão.

Disse a voz que não se ouvia com os ouvidos, mas com o coração. Não poderia Profany saber de quem era aquela voz, mas sentia ali autoridade e ao mesmo tempo ternura. Ao não ouvir mais a voz, Profany sentiu novas forças e se levantou. Ainda percebia que aquela áurea celestial ainda estava sobre ele. Então entendeu o que deveria fazer:

— Não devo odiar meu adversário, por pior que ele seja... É isso que faz o mal tomar conta de mim. Agora sei... Agora porei um fim nisso!

Continua...
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