Anos 60. Uma linda loira lutando com vários russos em uma bar e acabando com eles. Um agente da C.I.A assistindo a tudo ao vivo e à cores. Um antigo projeto Americano sendo colocado em prática. Em que a união desses e outros elementos poderiam resultar? Confira as respostas em Prelúdio para Sociedade da Justiça. Esse mês apresentando: Canário Negro.
Prelúdio para SJA #1
Canário Negro
Sociedades, Russos e Brotos...
“Chefe, você tinha quer ver, meu caro! Nunca vi um broto como aquele! Linda de doer! Mas não foi só a beleza dela que me interessou... Bah! Vou contar a história toda, só pra você sentir o ‘clima’, camarada...
O senhor conhece Gotham, certo? Aquelas tabernas fedidas, cheias de homens bêbados e garçonetes desdentadas fedendo a mijo de comunas, certo? Poisé, era uma taberna assim. E eu só estava ali pra relaxar um pouco, tomar uma cervejinha, e aliviar o estresse que esses comunas de merda estão criando em nossas cabeças...
Então, lá estava eu, sentado na cadeira do bar quando de repente o ‘apresentador’ – se é que posso chamá-lo assim – pegou o microfone e fez o anúncio:”
- Agora, com vocês, a atração mais cobiçada desta noite, a magnífica... A CANÁRIO NEGRO!
“E todos os homens – feras, se preferir – que estavam lá começaram a gritar. Excitados, eufóricos... E eu nem ao menos sabia o motivo. Mas quando virei o último drink e voltei minha face para o palco... Lá estava ela... Cabelos loiros, o corpo perfeito, meias-arrastão apertadas naquelas coxas, as botas de salto-alto, o collant preto acinzentado por debaixo de uma jaqueta de couro azul, e finalmente, aquela máscara negra fazendo um contraste com seus olhos azuis. Um chuchuzinho! Mais gatinha que a própria Marilyn Monroe!
Aí ela começou a cantar... Sua voz era perfeita! Jamais vi alguém cantar como ela!”
Então Allen W. Dulles (diretor da C.I.A em 1961) interrompeu bruscamente o falante agente.
- Sim, sr. Miles, mas qual é o objetivo desta nossa conversa? Aonde o senhor quer chegar? Não posso gastar mais do meu tempo ouvindo baboseiras sobre “lindas cantoras” que você encontra em bares vagabundos...
- Oh, desculpe senhor. Certo, deixe-me ir ao ponto, então. Onde eu estava mesmo?
“Ah é, aí ela começou a cantar, não me lembro a música, mas era linda.
Chegando ao final da canção, um disparo foi feito contra o palco, e quando eu percebi, já estava imobilizado por um brutamontes de dois metros de altura. Olhei em volta pelo bar e com exceção de sete homens, todos estavam imobilizados também. Olhei para a Canário Negro no palco, ela estava calma...
- Isso está começando a ficar interessante, senhor Miles – disse o diretor.
“Claro. Então, a Canário disse: ‘Oh, por favor, garotos! Vocês não querem ser humilhados na frente desse bando de homens, querem?’ Mas a única resposta que ela teve foi um dos sete ‘camaradas’ correndo em sua direção. Aí ela falou: ‘Tudo bem, já que insistem...’ Aí ela começou...Pah! Um chute na cara do primeiro, que caiu sem dentes bem na minha frente. Slap! Sock! Bum! Uma seqüência de um soco na cara seguido por um pontapé na barriga e depois uma rasteira. Já foram dois! Aí vieram dois de uma só vez, cada um de um lado, um da esquerda e o outro da direita. A Canário sorriu. Pulou, abriu as pernas e... Crack! Um pontapé na cara de cada um! Subiu um deles com uma faca. Ele conseguiu passar a faca perto da Canário três vezes, na quarta ele cortou sua meia. ‘Ah, agora a brincadeira acabou, querido...’ disse ela. Assim foi um soco no antebraço, levando o osso pra fora, uma joelhada no estômago e um chute bem no instrumento de trabalho do cara. Aí os outros dois que sobraram sem segurar ninguém, gritaram algo em russo e foram embora correndo, e junto com eles, os que imobilizavam os caras do bar também se foram.
- Simplesmente se foram? Correndo? E ela não foi atrás deles?
“Não, ela ficou e ajudou todos a se levantarem e a se recomporem. Aí eu me aproximei dos corpos inconscientes e procurei alguma identificação. Em um deles encontrei um distintivo da K.G.B. e uma identidade. A Canário de aproximou e disse: ‘Quem é você? Quem lhe deu autorização para tocar nesses corpos?’ E eu me identifiquei: ‘Agente Jacob Miles, C.I.A., e você, como aprendeu a lutar assim?’ E ela respondeu: ‘Meu pai era policial, e eu cresci em um bairro violento, junte as duas coisas e você descobrirá, querido.’ E dizendo isso ela foi em direção ao telefone e chamou a polícia: ‘Estou com uns comunas da KGB aqui no Gotham Stirred, Oeste de Gotham. Podem vir pegar, estão inconscientes.’ Assim, eu me virei pro lado pra ajudar um senhor que estava bêbado e quando olhei de novo, ela havia sumido.”
- Uma mulher, ou melhor uma CANTORA que bate em K.G.B.s e some sem mais nem menos? Tem certeza de que não bebeu de mais sr. Miles?
- Não, chefe. E sabe, eu fiz uma pesquisa sobre essa tal de Canário Negro, quem é ela, o que ela REALMENTE estava fazendo naquele bar, e o que aqueles caras queriam com ela.
- E o que conseguiu?
- Bem, eu subornei o dono do bar pra me falar o que eu queria saber. E ele não falou nem depois que o ameacei de ir pra cadeia.
- Puxa, ele deve ter recebido bem...
- Mas aí eu forneci a ele uma considerável quantia em dinheiro e ele me disse uma parte do que eu queria saber.
- E o que seria?
- O nome. Dinah Drake Lance. Aí fiz minha pesquisa e liguei pra uns contatos e descobri uma bomba!
- Uma bomba? Aonde? Por que não falou logo em vez de ficar tagarelando?
- Não, chefe. Uma “bomba”, significa: uma notícia incrível!
- Oh, sim, claro. Continue...
- Ela é realmente filha de um policial, cresceu em Gotham e foi recrutada pelo F.B.I.
- F.B.I.? Uma mulher no F.B.I.?
- A mesma reação que eu tive, chefe. Ela caça os K.G.B.s que estão aqui nos EUA, por isso ela foi atacada.
- Os, sim. Mas sr. Miles, o senhor é um dos meus melhores agentes, e tenho certeza de que não fez essa pesquisa toda à toa. E então, em que você acha que essa tal Canário pode nos ser útil?
- Sabe chefe... Eu pensei naquele projeto com insuficiência de voluntários...
- Qual deles?
- A Sociedade da Justiça da América.
- Hum, e o senhor acha que uma lutadora treinada pelo F.B.I. agüenta o tipo de missões dessa equipe? Por que pelo que me lembro, são missões pesadas e que exigem alguém de grande potencial.
- Ela pode ser útil, além de integrar a equipe ela pode nos ajudar a encontrar pessoas dispostas a nos ajudar. Outros membros.
- Então está feito. Se você conseguir encontrar essa tal Canário Negro novamente, e se ela topar, saímos em busca de novos membros para a Sociedade da Justiça da América. Mas aposto que o senhor não a encontra, e se encontrar, acho que ela não dá conta do recado.
- Acho que a gatinha consegue, senhor.
- Quem é Gatinha? Não era Canário?
- Chefe, o senhor não está MESMO por dentro das gírias ATUAIS.
- Que seja, sr. Miles! Mas voltando à vaca fria, acho que o senhor não a encontra.
- Er... hum... sobre isso--
- O que foi, sr. Miles? Pare de gaguejar.
- Oh, por favor, pare de interromper o Jacob! – uma voz feminina ressoou pela sala – Deixe-o falar em paz!
Miles e Dulles olharam para trás para ver de onde saia a voz. É claro que Miles sabia, pois fora ele quem havia levado a linda mulher para aquela sala.
- Quem é essa, Miles? E que diabos ela está fazendo na MINHA sala?
- E-eu... achei apropriado traze-la aqui para apresenta-la ao senhor. – dizia Miles com receio de ser repreendido.
- QUEM É ESSA?! – Disse Dulles com a voz firme. – e a mulher permanecia calma, parada ao canto da sala.
- E-essa é Canário Negro, senhor. A mulher de quem falávamos agora mesmo. – Neste instante, Miles já via o semblante de seu superior mudar. Um semblante que antes fazia careta e estava vermelho de raiva, agora exibia um sorriso, falso, mas era um sorriso. – Oh, senhorita Dinah!
- Senhorita LANCE, por favor. – disse a linda mulher.
- C-chefe... eu a trouxe aqui por que ela aceitou se juntar à SJA.
- Eu achei uma proposta tentadora, e seria tapada se não aceitasse.
- Que ótimo! – Disse Dulles – Então, Miles já lhe explicou como o projeto funciona?
- Sim, ele me explicou claramente.
- Oh, então será que antes de qualquer coisa podemos ir para a sala de treino verificar suas habilidades? – Disse Dulles no tom mas cínico que se pode imaginar.
- Claro. Vamos lá.
Ouvindo as palavras de afirmação da Canário Negro, Dulles se levantou de sua cadeira e dirigiu-se à porta, fazendo um sinal para a mulher e seu empregado lhe seguirem. À medida que os três iam passando pelos corredores, todos os olhares se desviavam para a Canário, que provava mais uma vez ser uma bela vista.
O trio entrou no elevador do prédio e apertaram o botão de subida, que os levaria para o último andar, também conhecido como “Andar de Treino” para os veteranos e “Sala de Tortura” para os novatos.
- É aqui que você treinará srta. Lance. – Disse Dulles – Espero que goste, pois os nossos novos agentes passam MUITO tempo por aqui.
- Você se esquece que eu não sou “nova”, Dulles. Sou bem melhor que oitenta por cento de seus homens.
- Muito melhor? – Dulles não conteve as risadas. – Vamos ver então. – Dizendo isso, o homem estalou os dedos chamando seus agentes. – Mostram para a srta. Lance como ela é MELHOR que vocês.
Cinco homens se postaram na frente da Canário. O primeiro deles avançou com um soco, que foi contido com apenas uma mão. Outro homem agarrou-a por trás, deixando-a imobilizada para outras lhe acertarem. Mas isso não foi o bastante para segura-la. Quando o primeiro homem veio acerta-la com o soco novamente, ela chutou a barriga dele e impulsionou-se para trás derrubando o homem que segurava. Ao levantar-se do chão ela levantou sua perna e chutou a face do homem no chão, deixando-o inconsciente.
- Um já foi, faltam quatro. – Disse Dinah com um largo sorriso estampado em seu rosto.
Ao terminar de dizer essas palavras, ela ouviu passos atrás de si e virou-se dando um forte chute para trás, que acertou bem no meio das pernas do homem, que caiu ao chão. Canário abaixou-se, segurou-o pelos cabelos e socou sua cabeça no chão, desmaiando-o.
- Três! – Disse ela.
Outro homem, um dos aparentemente mais fortes de todos veio correndo na direção da mulher, e pulou, preparando-se assim, para dar uma espécie de voadora. Golpe que foi contido pela Canário, que aproveitando a oportunidade, deu uma rasteira no homem e depois uma joelhada eu sua traquéia, deixando-o inconsciente.
- Dois! Ah beleza!
- Armas! - Disse Dulles aos seus dois homens remanescentes. – Peguem! – Dizendo isso, ele jogou dois revolveres para o alto na direção dos homens. Eles pegaram e verificaram se estava carregado. – São balas de borracha, rapazes, podem atirar nela.
Um primeiro tiro foi dado. Canário se desviou da bala em uma velocidade incrível, correndo na direção do homem que havia disparado. O outro homem atirou, mas com um rolamento, Canário se esquivou com sucesso. Se aproximando do homem que deu o primeiro tiro, ela chutou a arma dele para cima, e passou lhe uma rasteira, deixando ao chão. E aproveitando o embalo, chutou a arma do outro para cima também e chutou-lhe o rosto, deixando-o inconsciente. Assim, ela deu um mortal para trás, pegou a arma do primeiro homem que ainda estava no ar e rapidamente pegou a arma do outro homem, que também estava no ar e fez uma pose provocante apontando-as para Dulles.
- Prontinho, querido! Cinco à zero para a “novata” aqui. – disse ela.
- Isso aí Canário! Arrebentou eles! – Disse Miles admirado novamente com a garota.
- Muito bem, acho que agora podemos conversar sobre a SJA, não mesmo Dinah? – Disse Dulles.
- Claro que sim, senhor. Ah, e é srta. Lance pra você.
- Sim, sim, claro. Ah, já ia me esquecendo. A srta. tem alguém em mente para juntar-se à equipe?
- Na verdade, posse lhe mostrar uma lista? – Disse a garota.
Continua em Sociedade da Justiça #1...
+ comentários + 2 comentários
Opa... Estreando no novo site e comentando o 1º capitulo dessa fic! lí este primeiro capítulo do prelúdio e tô me xingando aqui por não ter lido antes... Fantástico!! Muito legal ver a Dinah mostrando sua superioridade diante dos marmanjos...eheheh... você desenvolveu muito bem o cenário e a descrição das lutas ficou perfeita.
Muito bom mesmo... voua companahr os demais capitulos assim que puder... abraço!!
Muito bom! Matrix como sempre fazendo textos incríveis! Vou esperar pelos próximos!
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