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Ultimate UNF: Conan #4




Rei, Ladrão, Mercenário e Guerreiro. Todos num só, e um só em todos. Conan, hoje Rei, tem uma importante missão. Após uma vida de lutas, conquistas, amores e desilusões, ele tem sua família. E um integrante dessa família que saber de toda sua história.

Agradecimentos especiais a Fernando Neeser de Aragão, do site Crônicas da Ciméria, http://cronicasdacimeria.blogspot.com/, pela ajuda inestimável que está me dando.

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Saiba, ó Príncipe, que entre os anos quando os oceanos tragaram a Atlântida e as reluzentes cidades, e os anos quando se levantaram os Filhos de Aryas, houve uma era inimaginável, repleta de reinos esplendorosos que se espalharam pelo mundo como miríades de estrelas sob o firmamento. Nemédia; Ophir; Brithúnia; Hiperbórea; Zamora, com suas lindas mulheres de negras cabeleiras e torres de mistérios e aranhas; Zíngara, com sua cavalaria; Koth, que fazia fronteira com as terras pastoris de Shem; Stygia, com suas tumbas protegidas pelas sombras; Hirkânia, cujos cavaleiros ostentavam aço, seda e ouro. Não obstante, o mais orgulhoso de todos era Aquilônia, que dominava supremo no delirante oeste. Para lá se dirigiu Conan, o cimério, de cabelos negros, olhos ferozes, espada na mão, um ladrão, um saqueador, um matador, com gigantescas crises de melancolia e não menores fases de alegria, que humilhou sob seus pés os frágeis tronos da terra. Nas veias de Conan corria o sangue da antiga Atlântida, engolida oitocentos anos antes de sua época pelos mares. Ele nasceu num clã que reivindicava uma região a noroeste da Ciméria. Seu avô foi membro de uma tribo do sul que havia fugido de seu próprio povo por causa de um feudo de sangue e, depois de uma longa migração, refugiou-se entre os povos do norte. O próprio Conan nasceu num campo de batalha, durante uma luta entre sua tribo e uma horda de vanires. Não há registros de quando o jovem cimério teve o primeiro contato com a civilização, mas já era um lutador conhecido ao redor das fogueiras do Conselho antes de ter visto quinze invernos. Naquele ano, os cimérios esqueceram seus feudos e se uniram para repelir os gunderlandeses, que haviam forçado sua passagem pela fronteira da Aquilônia, construindo o posto fronteiriço de Venarium e colonizando os pântanos do sul da Ciméria. Conan era um membro da horda uivante, sedenta de sangue, que surgiu das colinas do norte, arremeteu-se com espada e tocha contra a fortaleza e empurrou os aquilônios para além de suas próprias fronteiras. Por ocasião do saque de Venarium, sem ter atingido ainda sua estatura de adulto, Conan já tinha 1,83 metro de altura e pesava 90 quilos. Ele tinha a astúcia e a prontidão do homem da floresta, a resistência férrea do homem das montanhas, o físico hercúleo de seu pai ferreiro e conhecia bem o uso da faca, do machado e da espada


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Rei Conan #04
Uma história para os netos

Aquilônia

Sala do Trono

O vasto salão que é a sala do trono do Rei da Aquilônia se encontra praticamente deserto. A parede leste, com grandes arcos em suas janelas, deixa que o sol da manhã entre para iluminar o ambiente, que é muito escuro devido ao seu pesado telhado, feito de fibras e barro para não chover dentro. A parede sul tem ao centro o grande arco com pesadas pedras, sendo a única entrada para quem deseja uma audiência com o Rei. A entrada oficial, diriam alguns, pois o rei possui atrás do trono uma saída mais fácil. A grande porta de madeira, grossa, impossibilita que homens menores que guerreiros consigam abri-la, quando não está travada. Com as travas, nem os maiores guerreiros conseguem sobrepujar a força dela. Em ambos os lados da porta, existem uma decoração. Armas e armaduras. O rei gosta de ter algo sempre a mãos, para eventualidades. Na parede oeste, lisa, não há nada, só a sobriedade da pedra escura, que fica contraposta á luz. Na parede norte está o grande trono. Bem ao centro da parede. Sobreposta numa base alta, onde é necessário subir um lance de 10 degraus para se chegar a ele. São dois tronos. Rei e Rainha, que permanece vazio desde o falecimento de Zenobia.

Mesmo agora, sendo Conn o novo rei, o trono ainda continua vazio, em homenagem a sua mãe. Inclusive Conn também está fora, na fronteira sul da Aquilônia, perto de Argos.

Zenobia.

Rainha da Aquilônia.

Uma escrava.

Uma salvadora.

Esposa do Rei.

Amiga.

Confidente.

Amante.

Guerreira.

Mas não era uma guerreira no sentido de pegar em armas. Não, essas guerreiras eram outros amores, como Bêlit, a Rainha da Costa Negra, ou Sonja, a guerreira de cabelos vermelhos. Ao passar dos anos, Conan sempre teve sua rainha ao seu lado como estrategista. Diplomata impecável, ela ajudava seu Rei, seu marido, nas questões de Estado que não exigissem cabeças degoladas ou crânios quebrados.

Quando uma questão exigia tato, conversa e acertos, a Rainha entrava em ação. Na surdina, pois poucos conheciam a capacidade da rainha. Principalmente Conan conhecia.

Saudades.

Amor.

Cumplicidade.

Alento. Alento a uma vida dedicada às lutas e guerras.

Tanto tempo de seu falecimento.

Saudades da sua rainha.

Ao lado do trono vazio, estava o estandarte da Aquilônia. Alto, imponente, como sua rainha. Não. Não como sua rainha. Nada ainda era tão imponente quando a sua falecida rainha.

Zenobia II. A filha.

Linda como a mãe.

Letal como o pai.

Imponente, como ambos, a seu modo.

Uma mescla, mas única em si mesmo.

Saudades que aquele trono trazia.

Ninguém mais sentou ao seu lado.

E o Rei nunca deixou que retirassem o trono.

Conan sempre acreditava que ela estaria sempre ao seu lado, nas questões que ele precisasse dela. Sempre o aconselhando nas questões delicadas. Sempre.

Do outro lado, junto ao trono do Rei, tinha seu machado.

O grande machado.

Vulgarmente chamado por suas legiões de Separador de Homens pois não raro, quando Conan usava esse machado, era costume dividir seus inimigos ao meio.

Bastava um golpe.

E voilá.

O que era um inimigo vivo se tornava duas partes mortas.

O salão estava praticamente deserto. Mas o som no local dava a impressão que havia uma grande festa no local. Correria e gritaria. Batidas no chão, gritos e mais gritos. Crianças correndo. Filhos de Conn, o primogênito de Conan. Filhos de Taurus, seu filho mais novo e Radegund, sua filha. Zenobia II, sua filha mais nova não tem filhos e não tem marido, mas faz parte dos Dragões Negros. A prole que leva seu sangue cresce a cada dia. São nove netos ao todo. Destes, o primogênito do seu primogênito lhe deu um bisneto, que também leva seu nome. Conan III. Mas no momento, são cinco as crianças que correm pela sala do trono.

Histeria total.

Gritos.

Correria pelo grande salão.

As crianças têm total liberdade dentro do grande salão.

Elas são crianças.

Sapecas.

Brincalhonas.

Ferozes.

Elas brincam de guerra. Ferozes elas digladiam com Bokken´s [1] que foram trazidas de Khitai, numa das viagens de Conan para visitar o reino amigo.

Ferozes.

Fortes.

Altivas.

A ferocidade nas lutas não condiz com a condição de crianças que são. Poucos guerreiros fazem jus a essa ferocidade. Todos estão da Guarda de Elite do Rei Conan, os Dragões Negros.

Mas as crianças.

Ah. As crianças.

Netas e bisnetas de Conan.

Rei Conan.

Amra, o Leão.

Conan, o Guerreiro.

Mercenário.

As crianças têm o sangue do rei. Sangue forte, feroz.

Letal.

Normalmente nesses casos, as acompanhantes das crianças saem mais machucadas que as próprias.

Será por isso que não duram mais que uma lua cada uma delas?

As acompanhantes têm o dever de não deixar as crianças se machucarem.

Kelif – menino – 06 anos.

Birmain – menina – 05 anos.

Conan III – menino – 05 anos.

Belhiar – menino – 04 anos.

Kulliana – menina – 03 anos.

Os descendentes de Conan. Vorazes e bestiais. Muitas serviçais se perguntam se as crianças são normais ou se seriam monstros em formas humanas diminutas.

As crianças brincam. A seu modo.

Conan deu a todas Bokken´s, para não se machucarem... muito.

Certa época, três anos atrás, no nascimento da caçula Kulliana, Kelif, Birmain e Conan III estavam brincando com facas. Não tinham ainda força suficiente para brandir as espadas. Após a brincadeira, Conan deu as Bokken´s. Após um dedo decepado de Kelif, e uma faca cravada na coxa de Conan III, era o melhor caminho.

Assim as crianças não se machucavam gravemente.

Só as serviçais tentando separar as brigas

A última abandonou o serviço com o nariz quebrado.

Birmain já podia ser considerada uma mestra na espada, relativo à sua idade.

Normalmente os meninos se uniam contra ela.

Neta de Conan, como não poderia deixar de ser.

As lutas sempre giravam em torno dela. Menina astuta, esgueirava-se para fora do castelo, indo ao pátio de treinamento. Uma vez lá, observava os soldados, e copiava seus movimentos. Ela só tinha cinco anos, mas manejava a espada como ninguém. E ainda se dava ao luxo de ensinar seus primos. Longos cabelos negros como a noite. Olhos escuros, penetrantes, que pareciam ler a alma das pessoas. Ela sempre encarava as pessoas nos olhos enquanto conversavam. E nas lutas, mesmo assim, ela olhava os meninos nos olhos deles, na profundidade dos olhos deles.

Impiedosa.

Forte e letal.

Mas a correria das crianças hoje era diferente.

Alegria.

Histeria, gritos.

Ele estava de volta.

Depois de várias semanas.

Ele estava de volta.

As crianças estão na parede leste.

Nas janelas.

Todas penduradas nas janelas.

Essa parede, do salão do Trono, é na parte alta do castelo. Nas janelas dá para ver diretamente o portão de entrada.

Quem chega.

Quem sai.

E além do portão de entrada.

E ele estava chegando nesse exato momento.

Com o sol da manhã em seus rostos, as crianças o saúdam.

Mesmo vendo contra o sol, elas o reconhecem.

Em cima do seu grande corcel branco, ele chegou. Sua armadura reluzia ao sol às suas costas. Seu cavalo destoava dos demais. Alto, forte e imponente. Era o cavalo digno de um rei. No peito da sua armadura, a grande figura do Leão.

Amra, o Leão.

Poucas pessoas sabiam dessa história.

Seu braço esquerdo segurando as rédeas do seu cavalo. E seu braço direito acima da cabeça, cumprimentando os súditos, e principalmente as crianças. Ele estava vendo todas elas nas janelas. Eufóricas.

O sol às suas costas fazia sua armadura brilhar.

Essa era sua armadura de passeio. Não servia para combate. Era muito leve e fraca. Só servia mesmo para os passeios. Quando ele tinha que visitar os postos avançados nas fronteiras. Não era nem a armadura para visitar os outros reinos. Aquela sim ele odiava usar. Pesada e pomposa.

Mesmo tendo abdicado o trono há muitos anos em favor de seu primogênito, Conan não ficava parado no palácio, nem havia abandonado tudo e todos pela última aventura. Ainda mais após as mortes de Publius e Pallantides, ele não tinha muitos motivos de alegrias. A não ser seus netos. Eles tinham o poder de transformar o Rei. Antigo Rei, pois agora Conan II, ou simplesmente Conn era o Rei da Aquilônia. Conan era transformado por seus netos. A saudade de sua rainha, ou de seus amigos era amenizada por isso. Seus netos. Eles eram hoje a única coisa que alegrava os dias de Conan. Isso e as batalhas, que faziam sua mente ocupar-se de algo diferente que a saudades.

Conan deixara os assuntos de Estado para o novo Rei.

Mas havia uma armadura que ele adorava.

A de combate.

Leve e forte.

Poderosa.

Conan estava vindo do norte, a poucos quilômetros de Venarium. Fora visitar o posto avançado do norte. Sempre era bom checar a fronteira de sua terra natal. Com Conn ao sul, ele aproveitou mais uma desculpa para ausentar-se do palácio.

Chegando às portas do palácio, o Conan desceu do seu cavalo, que chegou a arfar com o alívio do peso. Apesar da idade avançada, ele ainda conservava sua massa atlética. Era musculoso e muito forte. Ainda eram necessários vários homens para subjugá-lo numa luta. Mas isso quando ele estava cansando, pois sua experiência em combate aumentava conforme sua idade.

Mas ainda no seu cavalo, no flanco traseiro esquerdo pendia o escudo, e no direito a espada.

O machado era para combate.

E para visitar os reinos onde era necessário demonstrar força.

Além de Conan, somente o novo rei de Khitai tinha forças para erguer seu machado. Os outros eram fracos demais.

Intimidação.

Ajudava muito numa negociação.

Quando era necessária diplomacia, Conan levava Zenobia.

Quando era necessária força, Conan levava o machado.

O grande machado de duas lâminas.

Sem Zenobia, ultimamente o machado era mais usado.

O Separador de Homens.

O mesmo machado que há alguns meses dividiu o monstro ao meio [2].

Aquele demônio deu trabalho.

Mas o Rei adorava aquilo. Sua vida era o combate. O reinado era calmo. Ele conquistou Aquilônia na ponta da espada. Era sua por direito. Direto de conquistador. Anos se passaram, muitos tentaram.

Mas ele sabia que seria Rei. Rei até o final dos seus dias. Mesmo abdicando a favor de Conn, ele ainda era o rei para seus súditos. Depois, ele sentaria no panteão dos Deuses, ao lado de Crom [3]. Antes disso ele seria Rei, e não daria seu reinado para nada e para ninguém.

Passando pela porta central do palácio, que era muito alta, perto dos cinco metros de altura, e com largura suficiente para 10 homens passarem lado a lado, tinha o saguão central, ricamente ornamentado com velas, castiçais, trabalhos em madeira nas paredes, e estátuas ao centro. Conan passou diretamente pelo saguão e se dirigiu as escadas que subiam à sala do trono.

A escadaria era enorme.

Larga.

Poderia subir uma parelha de cavalos [4].

Ela subia fazendo uma curvatura para a esquerda, o que deixava os degraus do lado direito um pouco mais espaçados. Mas o rei, com todo seu porte, subia pelo lado direito, para suas passadas. De lances em lances, no lado interno da escada havia as hastes para tochas, para acenderem e iluminarem o caminho na escuridão na noite.

Adentrando o salão do trono, Conan parou na porta. O silêncio lhe dizia que algo estava errado.

Muito errado.

O silêncio.

O silêncio falava muito.

O perigo no ar era iminente.

As crianças.

Onde estavam as crianças?

Conan deu um passo à frente. A sala estava iluminada. As crianças não estavam mais nas janelas. Ele sentia o cheiro do perigo no ar.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAATACAAAAAAAAAAAAAAAAAR – gritam as crianças em uníssono.

E todas caem em cima dele. Elas parecem brotar do chão, saírem das paredes e caírem do céu. As cinco crianças, que tem livre acesso às dependências do rei parecem uma horda de invasores selvagens e sanguinários. Eles agarram o rei pelo pescoço, nas pernas, nos braços, no tronco. É um enxame. Uma enxurrada. A horda selvagem de Conan.

A verdadeira Horda Selvagem.

As crianças conseguem o que homens de verdade nunca conseguiram.

Elas derrubam o rei no chão.

Estatelado.

Nada dá mais alegria a Conan nos dias de hoje do que ver as crianças felizes. Elas riem dele. Brincam com ele. Elas sabem que só o derrubam, por que ele deixa. Ele sempre deixa. Elas sempre vencem.

Rolando pelo chão, o rei brinca com as crianças. Gritos e histeria. O cansaço da viagem não parece abater Conan, quando o assunto são as crianças.

- Crianças. CRIANÇAS. Deixem o Rei em paz. Ele acabou de chegar de viagem.

- Não precisa. Elas têm toda minha atenção.

- Sim, meu senhor – dizendo isso, a serviçal se afasta, sendo seguidas por suas companheiras.

Inclusive a mais nova, que esta há menos de uma semana trabalhando com as crianças, e ainda não sabe de todo o potencial e amparada por outras duas, e sai mancando com o nariz sangrando.

O Rei se levanta do chão, levando as crianças penduradas. Três no braço direito e duas no braço esquerdo. Elas esperneiam e gritam, querendo que Conan as solte, mas o braço de ferro do seu rei é forte demais para elas. E nenhuma se arrisca a dar uma mordida, para ser se ele sente dor.

- Monstrinhos. É isso que vocês são – brada o Rei – uns monstrinhos.

- Me solta – grita Kulliana.

- Não. Agora é minha vez de dar uma lição em vocês.

Na mente do rei passam diversas idéias sobre as crianças.

Orgulho.

Satisfação.

Força.

Destreza.

Perseverança.

O rei, após um passado de matanças, guerra, viagens e lutas, adorava voltar de uma viagem e encontrar todas, no salão, esperando por ele. E era sempre uma luta. Elas pulavam de todos os lugares querendo derrubar ele.

E ele sempre se deixava derrubar.

Tudo pela alegria das crianças.

Fortes.

Obstinadas.

Letais.

Conan não esquece do ano passado, quando chegou. Fazia muito tempo que elas estava se familiarizando com as Bokken´s. Pela primeira vez o rei foi surpreendido. Não pelas crianças, pois ele sabia que elas iam fazer.

Ferocidade.

Armadas.

Impiedosas.

Ele chegara à noite, quando achava que todas estavam dormindo. Mas não estavam. Quando ele entrou no grande salão, ele sentiu a dor nas canelas. Quando se curvou para olhar para baixo, Conan III e Birmain pularam em suas costas, e ele se desequilibrou. Novamente a dor nas canelas e o rei estava ao chão. Costelas doíam, cabeça doía, até que o rei levanta e saca sua espada.

As crianças paralisam.

Haviam passado do limite.

Gritos histéricos de fuga.

Não pegou todos na mesma noite, mas depois de uma semana todos tinham apanhado. Não por terem machucado o rei.

Não pela ferocidade.

Mas pelo orgulho.

E também não foi uma surra, pois Conan nunca levantara um dedo contra as crianças. A única vez foi quando tinha 16 anos, que esbofeteou um guri, mas foi há muito tempo atrás. Mas o susto que ele passara nas crianças, ah sim, esse valeu por uma surra.

O Rei finalmente foi surpreendido.

Quando Conan chegou à frente do trono, largou as crianças no chão, a deixando empilhadas. Subiu o lance de degraus e sentou-se ao trono antes delas se recomporem. Todas olharam para ele, e viam seus grandes olhos faiscarem de orgulho. Conan sorria.

- Bem vindo de volta, vovô. Falaram um uníssono.

- Espero que tenha trazidos presentes – falou Kulliana.

- O presente de vocês será diferente dessa vez.

- Só não queremos apanhar de novo, vovô. Fala Belhiar, ainda sentindo a surra da última viagem do rei.

- Não, crianças. DESSA VEZ NÃO. Mas vou contar uma história. Eu vou deixar vocês escolherem qual.

- Vovô – fala Kulliana – conte sobre o vovô.

- Sobre mim? Uhmmmm. Então tudo bem. Vocês vão saber a história de um menino que escolher se tornar rei.

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Hoje damos início a Saga de Conan. Desde seu inicio, seu nascimento, crescimento, passando por todas as suas sagas oficiais. Teremos uma nova visão da Torre do Elefante. A saga da Rainha da Costa Negra será imperdível, como já foi na primeira vez. Uma atenção e um obrigado especial ao Fernando Neeser, das Crônicas da Ciméria, pela ajuda e pela disposição em participar desse ousado projeto, que é recontar a vida de Conan até ele se tornar rei. Boa leitura e bem vindos ao novo mundo de Conan, o Bárbaro.

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[1] Espadas de Madeira.
[2] Veja as três primeiras edições. O arco Conan X Spawn.
[3] Crom é o principal deus cimério.
[4]A parelha de cavalos é quando há dois cavalos puxando uma carroça ou uma biga,por exemplo.



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