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Ultimate UNF: Mulher Maravilha #2



Despertada em sua nova vida, a princisa Diana corre contra o tempo para salvar sua mãe Hipólita das garras do perverso Ares. Para isso contará com um forte aliado. Mas Hipólita não está tão indefesa assim.


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Universo Nova Frequência
Antigo Frequência DC, atual Ultimate UNF.


O Despertar – parte dois.

Por Anderson Oliveira


Washington, D.C. À noite.

Diana Prince ainda voava sobre o lago do Memorial Thomas Jefferson quando um grupo de guardas armados chegou ao local. Sacando suas armas, com mãos trêmulas e olhares estupefatos, eles deram o ultimato:

— Desça até o chão e nos acompanhe, senhora.

— Ah, por Atena, não tenho tempo pra isso! — resmungou Diana, mas mesmo assim ela pousou, não pela ordem dos guardas, mas para resgatar Steve Trevor. Porém quando pisou no gramado sentiu uma mão puxar seu braço.

— Agora vamos convers--

Antes que o guarda pudesse terminar sua frase, Diana o lançou longe, fazendo-o cair sobre outros guardas. Imediatamente aqueles que restaram de pé se aproximaram. A multidão civil correu, menos Steve, não por falta de vontade.

— Diana, é melhor irmos embora agora... — ele disse, e era essa a intenção da moça, mas um dos guardas mais impulsivos disparou sua arma. Demonstrando reflexos sobre humanos, Diana se defendeu com seu bracelete. Pasmos, os guardas resolveram – e essa não foi uma ideia muito inteligente – disparar todos de uma vez. Diana bloqueou todos os tiros com movimentos extremamente rápidos de seus braços, fazendo cada bala ricochetear em seus braceletes de prata.

Sem munição, os guardas sacaram seus cassetetes e correram em sua direção. Steve pôde notar um brilho singular no olhar de Diana, um brilho de ira, de quem foi forjada para a guerra. Diana começou a lutar contra os guardas, um por um, com socos, chaves de braço e joelhadas. Um a um eles foram ao chão. Mas Diana chegou a ser atingida com golpe em sua perna. Se abaixando para ver tal lesão, os últimos guardas de pé não puderam resistir de espiar seu generoso decote. Tal distração lhes custou um nocaute que fez Steve desviar o olhar.

— Homens. Basta um par de seios para conquistá-los. Se os atenienses fossem assim nos tempos antigos, nós não cortaríamos o seio direito. — dizendo isso, pegou Steve pelo braço e saiu voando com ele dali. — Temos que ir a outro lugar agora, Steve...

— Imagino... Vamos para Temiscira. — disse Steve suspirando por estar irremediavelmente preso a tal aventura.

— Sim, meu querido, mas antes disso, precisamos de um avião. Não conseguirei voar até lá e seu monomotor também não. Mas conheço alguém que poderá nos ajudar. — Steve percebeu que Diana mudava o curso para o sul, mas resolveu não dizer nada.


Enquanto isso, pés grossos e fortes caminhavam pelas ruas da cidade de Ünye enquanto uma batina preta roçava em suas pernas. Vestido de padre, Ares deixou Temiscira e entrou no mundo mortal, com Hipólita ao lado, esta vestida de abadessa. O deus da guerra observava com certa admiração o mundo dos homens, após milênios de clausuro. Hipólita trazia um olhar amargo, como não podia deixar de ser. A tarde já apontava nesse canto da Turquia, e o clima era bom.

— Agora, Hipólita, minha filha, mostre-me se nesta cidade há algum dos olimpianos. — disse Ares, segurando fortemente o braço da amazona.

— Te direi, Ares. Mas minha vontade era de cortar minha língua antes disso.

Ares riu maliciosamente, mas não respondeu. Hipólita então disse:

— Vamos. Encontrará alguém que você procura por aqui. — e o conduziu por uma rua, dobrando a sua esquerda. Em seu olhar, Hipólita deixava claro um ar de vingança.


De volta a Washington.

Os pés de Steve patinaram ao encontrarem o chão novamente quando Diana o pousou. Ele estava quase vomitando, afinal voar em um avião, mesmo em um caça da força aérea, é uma coisa, mas carregado por sua namorada com poderes divinos é outra. Diana aterrissou ao seu lado divinamente. Steve viu a sua frente um amplo hangar militar. A cerca fortemente guardada havia ficado para trás. Os guardas não os viram sobrevoando sobre suas cabeças.

— O que estamos fazendo, Diana? Invadindo instalações militares?! Se alguém me descobrir, sabe o que vai acontecer comigo?

— Relaxe, Steve. Está tudo sob controle. — ela lhe respondeu com um sorriso, mas ele não podia acreditar. Ainda pasmo, ele a viu caminhar em direção ao galpão, e sem ter mais como fugir da enrascada, teve de segui-la.

Diana se deparou com a porta fechada, mas isso não a desanimou. Voou até certa altura onde encontrou uma janela semi aberta. Steve já pensava que ela iria deixa-lo para trás, o que ele julgou um alívio, mas logo ela desceu e o carregou pela passagem estreita. Ainda resmungando por dentro Steve viu que dentro do galpão havia um pátio repleto de aeronaves militares. Com algumas ele estava bem familiarizado, mas outras lhe eram desconhecidas, protótipos ainda não divulgados. A instalação era um laboratório de testes da força aérea.

Diana lhe fez um gesto para que ele fizesse silêncio, apesar dele já estar em silêncio. A princesa avistou entre os aviões um homem, sozinho naquele lugar. Era um senhor na casa dos sessenta anos, usando um terno preto e um jaleco branco, digitando algo em um computador. Diana se aproximou dele e, apesar de todo o silêncio, o homem a percebeu através do reflexo na tela do monitor. Se voltando, ele a encarou com medo e surpresa:

— Como entraram aqui? — perguntou trêmulo.

— Não tenha medo, meu senhor. — disse Diana com uma voz serena, quase divina, que Steve nunca tinha ouvido.

— Quem são vocês? — insistiu o velho cientista se levantando de sua cadeira e recuando.

— Sou Diana, a filha de Hipólita. Ares está solto, e precisamos de sua ajuda.

— Do que está falando, garota? Isso não faz sentido! — disse o cientista muito confuso. Foi quando Steve o reconheceu.

— Ele é o professor Richard Herman, projetista renomado. — disse Steve, mas o professor não ficou menos temeroso.

— Sim. — disse Diana se aproximando dele. — Nesta encarnação ele é Richard Herman. Mas em verdade ele é Hefesto, deus do fogo e da forja. — Diana tocou suavemente a testa do amedrontado professor. Na mesma hora, com um forte suspiro, o professor estremeceu e adotou uma nova postura, mais forte e mais majestosa.

— Diana, filha de Hipólita, princesa entre as amazonas! —saudou Hefesto com um aceno de cabeça. — Meus agradecimentos e ao mesmo tempo minha preocupação. Você disse que Ares se libertou?

— Sim, meu senhor. E preciso ir para Temiscira o quanto antes, a fim de detê-lo e salvar minha mãe.

— Não creio que poderá detê-lo sozinha, minha criança. — disse Hefesto pensativo. — Isso requer mais do que uma amazona. Talvez devêssemos reunir mais guerreiros...

— Tudo bem, mas o tempo urge! Preciso ao menos resgatar minha mãe. — Diana se exalta.

— Tenha calma, Diana! — disse Steve.

— Sim, tenha calma. — concordou Hefesto. — Não disse que eu não iria ajudar. Tenho algo aqui que será de grande valia para sua viagem. Sigam-me. — então Hefesto deu meia volta e caminhou apressadamente pelo corredor ladeado de aeronaves.

Diana e Steve o seguiram. O olimpiano chegou até o fim do corredor onde tinha apenas uma porta de aço, trancada por um sistema eletrônico e avançado. Hefesto colocou sua mão em um painel, onde suas impressões digitais foram escaneadas e uma voz feminina e robótica disse “Prof. Richard Herman. Acesso Permitido”. A porta se abriu ruidosamente. Em seu interior, um hangar tão amplo como o primeiro, mas escuro e vazio, a não ser por um único objeto em seu centro, coberto por uma lona.

— Eis. — disse Hefesto entrando no salão e acendendo as luzes através de controles ao lado da porta. Steve e Diana viram o que parecia ser um caça sob a lona. — Este é o modelo Hawk 487-RM. Ainda em fases de testes e ultra secreto. — Hefesto se aproximou do avião e usando um controle de cabos suspendeu a lona. Para a surpresa de Steve e Diana, não havia nada debaixo do pano.

— Como isso é possível?! — exclamou Steve.

— Hefesto, mesmo após inúmeras encarnações, ainda é o maior gênio dos engenhos. — disse Diana, apensar de não fazer muita ideia do que Hefesto tinha feito.

— Observem. — disse o deus acionando um controle. Em poucos instantes um brilho e uma flutuação no ar revelaram um avião de design moderno, simples e de cor metálica. — A mais moderna tecnologia de camuflagem, sistemas anti radares, controle de temperatura externa e autonomia para longos voos. Nós o chamamos simplesmente de: Avião Invisível.

— Uma obra digna de suas mãos, meu senhor. — disse Diana, e Steve teve de concordar. Ainda maravilhado com o avião, ele viu Diana lhe puxar pelo braço dizendo: — Precisamos ir!

— Cuidado, meus filhos. — disse Hefesto. — Ares é um inimigo astuto e traiçoeiro. Se ele conseguiu romper o portão que forjei, então não está menos poderoso do que o dia em que foi preso. Evite o confronto, princesa Diana. Não se esqueça disso.

— Não irei esquecer. Agora digo adeus, por ora. Muito obrigado, grande Hefesto!

Diana entrou na aeronave, que tinha dois lugares. Cedeu o lugar de piloto a Steve, pois afinal era essa sua profissão. Ele por sua vez admirou como os controles eram simples e familiares. Devidamente acomodados e em segurança, Steve ligou os motores, magicamente silenciosos. Hefesto usou seu controle remoto para abrir um portão do lado oposto á porta por onde entraram. Após o portão havia uma pista de decolagem. Steve taxiou o caça pelo hangar até apontar para a saída. Ativando a camuflagem, o avião assumiu sua forma invisível e deixou o hangar desaparecendo nos céus.


Em Ünye.

Hipólita conduziu Ares até um hotel. Não um dos mais luxuosos, destinados aos mais abastados turistas, mas ainda sim um hotel belo e de certo requinte. O saguão estava cheio de viajantes e funcionários levando pilhas de bagagem. Muitos olharam para a abadessa e o estranho padre que entravam. Não olharam por muito tempo, pois algo no padre os repugnava, e sentiram logo o desejo de virar o rosto.

— É aqui, Hipólita? Há algum dos olimpianos aqui?

— Sim... — respondeu Hipólita com a voz trêmula. Ares achou que fosse remorso, mas logo veremos que estava enganado.

— Mostre-me onde ele ou ela está. — disse o senhor da guerra, com o olhar brilhando, ansiando por vingança. Sem nada dizer, Hipólita apontou para o balcão, onde uma recepcionista bela e discreta, devidamente uniformizada atendia um casal. — Aquela servente? Que deusa teria o destino de encarnar como uma serva? Ora disseram que eu estava errado em me opor a este absurdo. Mas isso não importa. Irei descobrir que ela é. Atena ou Artemis, talvez.

Ares foi de encontro ao balcão sem qualquer cerimônia. Diante de todos, jogou para o lado o casal de hóspedes e puxou a recepcionista pelos cabelos. A multidão se perturbou. Seguranças vieram intervir, mas Ares os lançou longe. Os civis correram desesperados. A recepcionista, atônita, sem saber o que fizera para merecer isso, olhava a face insana de Ares.

— Não me reconhece, irmã? — disse ele. — É claro que não! Está pressa a essa vida mortal e patética. Matá-la assim não terá o menor prazer. — Então a soltou bruscamente no chão e se dirigiu para Hipólita. — Desperte-a, Hipólita. Quero saborear isso da forma ideal. — então Hipólita o olhou, e em seu rosto sofrido se esboçou um sorriso.

— Com prazer. — Hipólita então recitou um encantamento dizendo: — Desperte, minha cara Antíopela!

— Antíopela?! — indagou Ares surpreso, mas logo voltou sua atenção para a recepcionista, e viu ela se erguer, soltar os cabelos e o encarar com um olhar duro, típico das guerras amazonas. — Maldita sejas, Hipólita! Então ela é uma de suas amazonas!

— Minha rainha, que bom vê-la. Pena que seja em tão má companhia. — disse Antíopela pegando de um dos seguranças caídos sua arma. — Então esse dia finalmente chegou. Quantas de minhas irmãs a senhora já despertou, minha rainha?

— Você é a primeira, Antíopela. Isso sem contar minha filha Diana.

— Sua filha? — Ares disse surpreso, levando sua mão contra Hipólita, porém um tiro de Antíopela o deteve. Ares dobrou o joelho, mas conteve o seu grito. — Então tens uma filha, Hipólita? Maldição! Com uma mão me ajuda, mas com a outra trama contra mim!

— Com as duas mãos tramo contra você, Ares. Ou pensou que realmente iria ajudá-lo? — Hipólita foi até Antíopela. Então ela lhe disse: — Isso não vai detê-lo. Arma mortal alguma poderá detê-lo.

— Sim. — disse Antíopela desferindo toda a carga da pistola contra o deus. Ares dessa vez não conteve o grito. — Mas irá atrasá-lo. Fora que me dá um enorme prazer.

— Pois fujamos agora. Diana está vindo. É nosso dever despertar nossas irmãs para a batalha. — disse Hipólita correndo para a saída, levando Antíopela consigo.

As duas deixam o hotel, cruzando com curiosos na rua, temerosos após ouvirem o som dos tiros. Nisso, Ares ainda sentia dor, só que sentia mais ódio e ira. No chão, seus olhos se inflaram num fogo diabólico e usando seus poderes olímpicos ora dormentes encheu todo o lugar de uma energia vil e terrível.

— Pagarás por isso, Hipólita! — disse, e nesse momento o prédio do hotel explodiu num estrondo absurdo. E destroços de pedra e vidro voaram para todos os lados. E uma fumaça negra subiu aos céus. Quem estava num raio de cem metros foi atingido, seja pelo fogo ou pelos destroços. Carros colidiram e a onda de choque estourou as janela dos prédios ao redor.

Hipólita e Antíopela foram atingidas por destroços, mas não se deixaram vencer e continuaram sua fuga, sabendo muito bem quem era o responsável pela explosão. Hipólita só tinha em mente uma única coisa: Diana.


Sobrevoando o espaço-aéreo turco, na região de Bafra, Diana e Steve não se depararam com nenhum contratempo e admiravam a velocidade do caça invisível quando avistaram ao longe a coluna de fumaça que se misturava às nuvens.

— Mas que diabos!? — disse Steve.

— Grande Hera! Temiscira! — exclamou Diana.

— Temiscira não era uma ilha?

— Não, Steve. Num mundo antigo, sem satélites e aviões, os mapas não eram muito precisos. E para os europeus tudo que estava além do mar eram ilhas.

— Certo... O que será que está acontecendo lá?

— Não sei, mas diria que Ares está envolvido. — Diana sentiu um aperto no peito pensando se sua mãe estaria bem. — Rápido Steve! Vamos para a origem dessa fumaça.

— Meu pai sempre dizia: onde há fumaça...

— Seu pai era muito sábio, meu querido. Agora vamos!

E o avião se dirigiu para Ünye. Mas ninguém o viu.

Continua...

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+ comentários + 1 comentários

24 de junho de 2010 às 00:12

Eita!! Muito legal!!
Eo avião invisível é de alto nível!!!
Gostei da fic , meu velho!! No aguardo da continuação!!

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