Thor foi libertado e parece que a maré finalmente vira, mas a chegada de uma nova ameçava pode encerrar a rebelião americana, pois agora eles terão de enfrentar... Os Vingadores 2099!
O passado distante.
Em 2012 a humanidade quase foi extinta, devido a um grande cataclisma mundial que foi impedido somente quando todos os superseres do planeta, heróis e vilões, uniram forças diante de uma ameaça que não podiam enfrentar sozinhos.
O que poderia ter sido o início de uma nova era de paz logo se tornou o pior pesadelo da humanidade.
Skrulls, Shiar’s, Krees, Espectros, Ninhada, Falange e Badoons.
Uma coalizão dessas raças invadiu o planeta e em pouco mais de um ano a humanidade foi derrotada.
Na sequencia uma grande colonização teve início, com cada raça recebendo uma área do planeta para controlar conforme sua vontade.
Tem sido assim a quase cem anos.
O presente.
No ano 2099 vários focos de resistência têm surgido ao redor do planeta, ao mesmo tempo em que os atuais senhores do mundo enfrentam uma situação inusitada, tendo perdido contato com seus impérios estelares, deixando-os vulneráveis a um ataque dos rebeldes.
Finalmente a ofensiva de retomada da Terra começou.

- A situação... *Sscric*... Péssima...
- Não podemos... *Sscric*... Muito poderoso...
As transmissões que chegavam até a sede do governo Skrull eram entrecortadas pela interferência atmosférica, resultado da inesperada tempestade que se abateu sobre a região onde ficava uma das prisões dos alienígenas.
- Esse é um dos motivos pelos quais eu exijo a presenta imediata dos Vingadores. - O Imperador Dorreck agora se comunicava com todos os demais líderes mundiais. - Precisamos controlar essa insurreição imediatamente, sob a pena dos humanos conseguirem poder suficiente para nos desafiar...
- Não acha isso um exagero? Afinal de contas é apenas um punhado de rebeldes e...
- Devo lembrar a você, Kree, sobre a dificuldade que foi sobrepujar “apenas um punhado” de super seres quando começamos nossa dominação? - O Skrull então se voltou para todos os demais. - Não sei quanto a vocês, mas eu tenho certeza de que não quero outro confronto contra seres que podem enfrentar todo um exercito que... - Um dos servos do imperador se aproximou e sussurrou em seu ouvido e este, com um sorriso nos lábios, continuou sua frase. - Segundo acabo de ser informado, é exatamente o que está acontecendo.
Com um aperto de botão, imagens foram enviadas imediatamente a cada um dos demais líderes mundiais.
Pouco mais de um minuto foi o suficiente para que todos aceitassem o pedido de Dorreck.
- Os Vingadores serão enviados imediatamente...
As telas ficaram escuras e então um satisfeito Imperador Dorreck, depois de instantes saboreando o que acabara de acontecer, as acionou novamente e as imagens da batalha na prisão, onde os rebeldes haviam acabado de receber um reforço, que poderia virar totalmente a maré da batalha.
Diante do Skrull brilhavam raios e relâmpagos, todos aparentemente invocados por um ser que, segundo toda a história dos Skrulls, devia estar morto a quase cem anos.
- Corram malditos!!! Mesmo que não vá adiantar de nada, ao menos me divertem!! - No centro da tempestade estava um homem loiro, que usava uma armadura de tons azulados, com uma capa vermelha esvoaçante. Em sua mão um enorme martelo dourado parecia conduzir os raios contra os alienígenas. - Que vocês morram pela ousadia de terem tentado matar um deus!!
- Empolgado ele não? - Fóton permanecia ao lado de seu namorado, retomando fôlego graças ao tempo que o recém-chegado conseguira para eles. - Parece que pode dar conta de todos eles sozinho...
- E o que você acha? Devemos deixar a diversão só prá ele? - O sorriso da outra foi o suficiente para o Capitão América erguer seu escudo, chamando a atenção de todos os seus companheiros. - Vamos chutar o rabo desses sapões!!!!
- Mas sapos não tem rabo não é Aranha?
A piada do Crânio Vermelho, no entanto, foi desperdiçada, uma vez que seu amigo já se encontrava atacando os Skrulls.
Ali perto a Doutora Estranha não conseguia deixar de reparar no olhar de Loki, que permanecia fixado em Thor, num misto de alegria e ódio que a mística não conseguia precisar qual era o maior dos sentimentos.
- Capitão! Onde estão o Visão e o Duende? - Em meio à batalha, alguém finalmente deu pela falta de dois membros do grupo.
- Não sei Aranha! Vamos torcer para que eles estejam bem... Precisamos lhes dar mais tempo até se juntarem a nós e... - Um estrondo se fez ouvir, interrompendo a frase do Capitão América, antecedendo a chegada do pior tipo de reforço que os Skrulls poderiam receber. - Essa não...
Uma nave prateada pousava perto do local da batalha, interrompendo a mesma, enquanto os soldados Skrulls baixavam suas armas e ficavam com uma expressão de admiração em seus rostos.
Até a tempestade se acalmou, quando Thor percebeu seus aliados se reagrupando perto dele, todos deixando clara a típica tensão que antecede uma batalha cujas chances são péssimas.
- Saco... Eles não...
O Crânio Vermelho logo silenciou, enquanto pensava em uma nova piada, mas sua pretensão morreu na garganta, enquanto uma rampa se abria na nave, dando espaço para que seus ocupantes descessem.
Eram sete. Um representante de cada raça dominante do planeta, andando lado a lado como se não houvesse tantas diferenças entre si, como se fossem verdadeiramente uma coalizão perfeita.
Aquele que caminhava mais à frente do grupo era um Skrull, que trajava um uniforme colorido com as antigas cores da bandeira americana. Ele se aproximou de um dos soldados e começou a conversar com ele, ignorando totalmente a presença dos humanos.
- A gente devia aproveitar e cair fora...
- Não podemos deixar o Visão e o Duende para trás, Crânio...
- Saco... O que eles tão fazendo? O tal do Thor já está aqui e...
- Atenção... - O Capitão América erguia seu escudo, interrompendo a discussão dos colegas e se preparando para o combate. - Acho que finalmente resolveram prestar atenção em nós...
O Skrull uniformizado retirou das costas um escudo, que parecia uma cópia do que o Capitão América empunhava, enquanto ia na direção dos humanos, sendo acompanhando pelos demais recém-chegados.
Quando poucos metros separavam os dois grupos o Skrull lançou uma proposta:
- Existe alguma chance de vocês se entregarem pacificamente? - A voz dele soava como aquelas acostumadas à liderança, mas vendo que o efeito de suas palavras foi nulo, ao perceber que seus oponentes mantinham uma postura agressiva, ele meneou negativamente a cabeça e então, com um sorriso nos lábios gritou. - Avante Vingadores!!
E a batalha recomeçou.
Naquele instante, o Visão se erguia após um breve confronto contra alguns dos guardas da prisão.
Ele olhou à sua volta e quando teve certeza de que estava sozinho, acessou um dos terminais holográficos, invadindo o sistema, que naquele lugar era menos protegido.
Ele buscava certas informações que acreditava serem de suma importância para vencer os alienígenas, informações essas que ele acreditava valerem qualquer sacrifício.
Dele ou de seus colegas.
Os sons da batalha chegavam a ele abafados devido às grossas paredes da prisão, mas seus olhos não se desviavam da tela à sua frente, enquanto ele fazia vários downloads ao mesmo tempo.
Um dos Skrulls se levantara devagar, procurando surpreender seu inimigo, não acreditando na própria sorte, ao ver que o mesmo não percebera que ele ainda estava vivo.
Ele se aproximava em silêncio absoluto, evitando pisar nos corpos de seus colegar e apontou uma arma, pronto para alvejar o sintozóide, já imaginando as glórias que lhe seriam reservadas após matar o inimigo.
Seus sonhos, entretanto, foram tão curtos quanto sua chance de vitória.
O Visão virou sua cabeça, sem que o corpo se movesse e da joia em sua fronte partiu um raio extremamente fino, que atingiu o Skrull no meio dos olhos, fazendo-o cair já morto sobre o corpo de outro companheiro.
O sintozóide voltou sua cabeça novamente para a tela, ficou ainda mais alguns instantes parado, aguardando os últimos downloads terminarem e só então ele se ergueu, caminhando tranquilamente na direção da saída.
Antes de deixar aquela sala ele se deteve e olhou na direção da parede oposta de onde ele se encontrava.
- Seu sacrifício não terá sido em vão... - Caído entre vários Skrulls estava o corpo do Duende Verde, que jazia com um enorme rombo em seu peito, de onde ainda subia uma mal cheirosa fumaça. - Se eu acreditasse no conceito do inferno humano, eu diria que nós nos encontraríamos lá... Portanto deixo apenas um adeus...
Dito isso ele voou até onde seus amigos enfrentavam a principal arma dos alienígenas e aproveitando as informações que acabara de conseguir, ficou sabendo exatamente quem ele ia enfrentar.
Agente Americano. Uma das mais cruéis piadas Skrull, ele veste um uniforme que parodia a antiga bandeira americana, um escudo que imita o do lendário Capitão América, mas sua máscara deixa seu rosto bem à vista, para mostrar quem são os novos donos do país. Ainda assim ele é o mais popular “herói” dos Vingadores. Passou por diversos processos para ter uma superforça, e demais habilidades ampliadas em troca de perder sua capacidade metamórfica.
Ele é o líder dos Vingadores.
Ronan, o Acusador. Esse Kree abriu caminho por outros compatriotas para fazer parte da equipe, mas não sem derramar muito sangue deles pelo caminho, usando suas marretas. Com sérios problemas mentais, aparentemente incapaz de sentir dor, ele nomeou a si mesmo como juiz e júri. Possui superforça nível Ômega, suas armas são feitas de adamantium energizado.
Máquina de Combate. Simplesmente um membro da Falange, que recebe esse nome para dar a impressão de individualidade. É sempre o escolhido para iniciar o ataque, não importando muito se é destruído ou não, pois é fácil de ser substituído. O atual recebeu o nome de 256, dando a subentender quantos foram destruídos antes dele.
Harpia. A representante Shia'r aprendeu todas as técnicas de arco e flecha terrestres apenas assistindo a alguns antigos holovídeos, mas fora isso não possui nenhuma outra habilidade, o que deixa claro que sua entrada na equipe foi mesmo apenas por imposição política. Os colegas sempre a deixam de lado nos combates, na verdade ansiosos para que ela morra e deixe o serviço para os profissionais.
Golias. O representante da Ninhada foi o vencedor de uma competição entre seus pares, onde um chinês, que podia controlar seu tamanho, foi libertado em uma floresta do seu bloco de dominação, a antiga Oceania. Quem o alcançasse primeiro se tornaria o representante da raça dentro da equipe. Após matar seus concorrentes o Golias fora escolhido.
Vespa. Os Espectros encararam a ideia daquele tipo de grupo com desdém, acreditando que um uma ideia como aquela não poderia funcionar jamais, mas acabou enviando uma criminosa que, pela promessa de liberdade, aceitou a imposição e hoje usa seus poderes transmorfos em prol dos Vingadores, ao menos até que sua pena acabe. Ou até sua morte. O que vier primeiro
Abominável. Os Baddons sempre souberam que sua função na coalizão era a força bruta e nos Vingadores não seria diferente. Esse alienígena foi criado desde o nascimento para ser maior e mais forte que todos os demais de sua espécie, é tido como o Baddon perfeito, apesar da falhas óbvias, como ele não poder sequer tocar em um semelhante sem acabar ferindo-o, por conta dos excessos que as experiências causaram em seu organismo. Em batalha até seus companheiros evitam ficar perto dele, pois é comum o Abominável perder o controle e parar apenas após matar tudo que esteja ao seu redor.
A atualização do Visão terminou exatamente no instante em que uma enorme rocha passou através do seu corpo, tendo sido arremessada pelo Abominável e sendo seguida pelo Máquina de Combate, que esticava suas armas na direção do recém-chegado.
Os disparos de energia passavam pelo sintozóide sem causar nenhum dano.
- Inimigo intangível. – A voz da criatura da Falange era monótona e sem demonstrar nenhuma emoção. - Alterando/adaptando arsenal.
- Sinto muito amigo... - Ao dizer isso o Visão mergulhava suas mãos no peito do inimigo e, aumentando aos poucos sua densidade, ele abriu um rasgo que quase partiu o Máquina de Combate em dois. - Mas não vou esperar você se adaptar... Tenho mais o que fazer...
Deixando o vingador caído sobre um monte de escombros, o Visão continuou seu caminho até os companheiros.
- Visão! Finalmente!!! - O Crânio Vermelho escapava dos punhos do Golias, que, apesar de lento, parecia imune aos venenos do rebelde. - Precisamos cair fora daqui!!
- Onde está o Duende? - O Aranha, após prender a Vespa num casulo de teias se aproximou do colega recém-chegado, mas este permaneceu em silêncio, uma resposta mais que suficiente.
- Precisamos sair daqui o mais rápido que pudermos. - Naquele momento o sintozóide parecia mais preocupado com os vivos. - Onde estão os outros?
Uma nova olhada ao redor e o sintozóide teve a resposta a sua pergunta.
O Capitão América enfrentava o Agente Americano, cada um acertando golpes sem se preocupar em se defender, nos rostos um ódio parecia nascer entre aqueles que tentavam ser símbolos para seus povos.
A Doutora Estranha e Loki tentavam conter o avanço das demais tropas dos Skrulls que, não acostumados a lidar com magia e graças à presença de seus heróis, preferiam apenas tentar fechar um cerco ao redor dos rebeldes.
Fóton desviava com facilidade das flechas da Harpia, enquanto acertava uma rajada contra a nave dos Vingadores, já pensando na fuga que sua equipe teria que empreender.
Alheios a tudo, Thor e Ronan trocavam golpes com suas armas, afastando qualquer um que tentasse se aproximar, por causa das energias que se espalhavam a cada ataque.
- Não podemos ser capturados e é o que vai acabar acontecendo caso fiquemos mais tempo aqui... – As palavras do Visão acabaram se perdendo em meio aos sons do combate, enquanto tanto o Aranha quanto o Crânio voltavam para a luta. Foi quando os olhos do sintozóide começaram a brilhar. – Não... Agora não...
Mas no mesmo instante ele retesou o corpo e aumentou sua densidade até que seus pés afundassem no chão ficando como em uma espécie de transe, bem no momento em que um enlouquecido Abominável começava a correr na direção dele.
Fóton disparou contra sua oponente, derrubando-a facilmente “Isso é o que eles têm de melhor? Desse jeito vai ser fácil e...” nesse momento a rebelde desperta de seus pensamentos ao ver o perigo que seu líder corria.
- NNNÃÃÃÃOOOO!!!! – Ela cobriu instantaneamente o espaço que a separava do Visão, se colocou diante desse e disparou a rajada mais poderosa já teve coragem, acertando em cheio o peito do Abominável e fazendo com que o monstro fosse jogado sobre alguns de seus colegas, o que deu tempo para que ela gritasse para seus colegas. – REAGRUPAR!!!!
Ao ouvir o grito dela, todos os demais cessaram seus combates e correram para onde ela se ecnontrava, criando um domo de energias combinadas para protegê-los enquanto planejavam seu próximo passo.
Enquanto isso, os Vingadores faziam o mesmo, todos ignorando o fato da Harpia ainda estar caída.
- Eles são poderosos... O loiro conseguiu sobreviver a vários ataques de meus martelos da Justiça...
- Eu percebi Ronan... De fato esses rebeldes são muito mais poderosos do que eu imaginava...
- Algumas das fêmeas usam magia... Sim... Eu pude sentir...
- Isso também é preocupante Vespa... – O Agente Americano tentava mostrar interesse nos relatos dos colegas, mas ao mesmo tempo sua mente parecia focada apenas no humano que ele havia enfrentado.
“Aquele desgraçado é muito forte e habilidoso... Pelo visto é o tal Capitão América do qual ouvi falar... Esse foi o primeiro nome que quis para mim, para humilhar ainda mais os humanos dos Estados Unidos, mas meus superiores não deixaram... Malditos... E maldito seja esse humano também...”.
- A criatura branca também é poderosa...
- Criatura branca? – Tento seus pensamentos interrompidos pelo Abominável, o Agente tentava voltar sua atenção para a discussão com os colegas. – Que criatura branca Abominável?
- Um sintozóide... - Era o Máquina de Combate que respondeu pelo colega. - Ele quase destruiu essa unidade mudando a densidade do próprio corpo...
- Certo Máquina... Certo...
- O-o que vamos fazer e... – Finalmente Harpia havia se levantado e cambaleava na direção dos demais. – N-não vamos... De-deixar isso barato...
- Acho melhor você voltar para a nave, ou o que restou dela... Nesse estado...
- Eu aguento. Mesmo que vocês não me considerem parte da equipe eu sou uma Vingadora e não há nada que me impeça de lutar...
- É o seu enterro... – Após dar as costas para Harpia, o Agente Americano se voltou para os demais, procurando traçar um plano, mas não conseguiu antes de ouvir uma voz que parecia vir do campo de força dos rebeldes.
- Atenção Vingadores! – O Skrull percebeu que aquela voz tinha que pertencer ao humano que ele enfrentou. – Vocês têm uma chance de se entregar e ir embora, senão...
- Não venha nos ameaçar lixo humano!! - Aquela ousadia era demais para o líder dos Vingadores. – Deixem de se esconder e venham nos enfrentar!!!
- Muito bem... Não digam que não avisamos...
Mais alguns instantes se passaram e então os céus escureceram, prenunciando que uma tempestade que não deveria acontecer.
Pelo menos não de forma natural.
Raios caíram dos céus na direção do campo de força e assim que este se desfez, os mesmos raios partiram na direção dos alienígenas e ao seu redor, forçando os mesmos a se defenderem.
- Avante Vingadores!! – O brado que antigamente trazia esperança à humanidade agora soava como uma blasfêmia.
- Você tem que falar Capitão!! – O Crânio se aproximava de seu líder, precisando gritar por conta do barulho ao redor. – Vamos dar uma resposta a eles!!
Sem responder, mas mantendo o olhar fixo no Agente Americano, o Capitão América gritou a plenos pulmões, aproveitando um momento de silêncio entre um trovão e outro:
- PELA LIBERDADE... LUTEM INVASORES!!!!
Conclui a seguir.

Em 2012 a humanidade quase foi extinta, devido a um grande cataclisma mundial que foi impedido somente quando todos os superseres do planeta, heróis e vilões, uniram forças diante de uma ameaça que não podiam enfrentar sozinhos.
O que poderia ter sido o início de uma nova era de paz logo se tornou o pior pesadelo da humanidade.
Skrulls, Shiar’s, Krees, Espectros, Ninhada, Falange e Badoons.
Uma coalizão dessas raças invadiu o planeta e em pouco mais de um ano a humanidade foi derrotada.
Na sequencia uma grande colonização teve início, com cada raça recebendo uma área do planeta para controlar conforme sua vontade.
Tem sido assim a quase cem anos.
O presente.
No ano 2099 vários focos de resistência têm surgido ao redor do planeta, ao mesmo tempo em que os atuais senhores do mundo enfrentam uma situação inusitada, tendo perdido contato com seus impérios estelares, deixando-os vulneráveis a um ataque dos rebeldes.
Finalmente a ofensiva de retomada da Terra começou.
Nós somos... Os Invasores. Parte 2..
Por João Norberto da Silva.
Por João Norberto da Silva.
- A situação... *Sscric*... Péssima...
- Não podemos... *Sscric*... Muito poderoso...
As transmissões que chegavam até a sede do governo Skrull eram entrecortadas pela interferência atmosférica, resultado da inesperada tempestade que se abateu sobre a região onde ficava uma das prisões dos alienígenas.
- Esse é um dos motivos pelos quais eu exijo a presenta imediata dos Vingadores. - O Imperador Dorreck agora se comunicava com todos os demais líderes mundiais. - Precisamos controlar essa insurreição imediatamente, sob a pena dos humanos conseguirem poder suficiente para nos desafiar...
- Não acha isso um exagero? Afinal de contas é apenas um punhado de rebeldes e...
- Devo lembrar a você, Kree, sobre a dificuldade que foi sobrepujar “apenas um punhado” de super seres quando começamos nossa dominação? - O Skrull então se voltou para todos os demais. - Não sei quanto a vocês, mas eu tenho certeza de que não quero outro confronto contra seres que podem enfrentar todo um exercito que... - Um dos servos do imperador se aproximou e sussurrou em seu ouvido e este, com um sorriso nos lábios, continuou sua frase. - Segundo acabo de ser informado, é exatamente o que está acontecendo.
Com um aperto de botão, imagens foram enviadas imediatamente a cada um dos demais líderes mundiais.
Pouco mais de um minuto foi o suficiente para que todos aceitassem o pedido de Dorreck.
- Os Vingadores serão enviados imediatamente...
As telas ficaram escuras e então um satisfeito Imperador Dorreck, depois de instantes saboreando o que acabara de acontecer, as acionou novamente e as imagens da batalha na prisão, onde os rebeldes haviam acabado de receber um reforço, que poderia virar totalmente a maré da batalha.
Diante do Skrull brilhavam raios e relâmpagos, todos aparentemente invocados por um ser que, segundo toda a história dos Skrulls, devia estar morto a quase cem anos.
- Corram malditos!!! Mesmo que não vá adiantar de nada, ao menos me divertem!! - No centro da tempestade estava um homem loiro, que usava uma armadura de tons azulados, com uma capa vermelha esvoaçante. Em sua mão um enorme martelo dourado parecia conduzir os raios contra os alienígenas. - Que vocês morram pela ousadia de terem tentado matar um deus!!
- Empolgado ele não? - Fóton permanecia ao lado de seu namorado, retomando fôlego graças ao tempo que o recém-chegado conseguira para eles. - Parece que pode dar conta de todos eles sozinho...
- E o que você acha? Devemos deixar a diversão só prá ele? - O sorriso da outra foi o suficiente para o Capitão América erguer seu escudo, chamando a atenção de todos os seus companheiros. - Vamos chutar o rabo desses sapões!!!!
- Mas sapos não tem rabo não é Aranha?
A piada do Crânio Vermelho, no entanto, foi desperdiçada, uma vez que seu amigo já se encontrava atacando os Skrulls.
Ali perto a Doutora Estranha não conseguia deixar de reparar no olhar de Loki, que permanecia fixado em Thor, num misto de alegria e ódio que a mística não conseguia precisar qual era o maior dos sentimentos.
- Capitão! Onde estão o Visão e o Duende? - Em meio à batalha, alguém finalmente deu pela falta de dois membros do grupo.
- Não sei Aranha! Vamos torcer para que eles estejam bem... Precisamos lhes dar mais tempo até se juntarem a nós e... - Um estrondo se fez ouvir, interrompendo a frase do Capitão América, antecedendo a chegada do pior tipo de reforço que os Skrulls poderiam receber. - Essa não...
Uma nave prateada pousava perto do local da batalha, interrompendo a mesma, enquanto os soldados Skrulls baixavam suas armas e ficavam com uma expressão de admiração em seus rostos.
Até a tempestade se acalmou, quando Thor percebeu seus aliados se reagrupando perto dele, todos deixando clara a típica tensão que antecede uma batalha cujas chances são péssimas.
- Saco... Eles não...
O Crânio Vermelho logo silenciou, enquanto pensava em uma nova piada, mas sua pretensão morreu na garganta, enquanto uma rampa se abria na nave, dando espaço para que seus ocupantes descessem.
Eram sete. Um representante de cada raça dominante do planeta, andando lado a lado como se não houvesse tantas diferenças entre si, como se fossem verdadeiramente uma coalizão perfeita.
Aquele que caminhava mais à frente do grupo era um Skrull, que trajava um uniforme colorido com as antigas cores da bandeira americana. Ele se aproximou de um dos soldados e começou a conversar com ele, ignorando totalmente a presença dos humanos.
- A gente devia aproveitar e cair fora...
- Não podemos deixar o Visão e o Duende para trás, Crânio...
- Saco... O que eles tão fazendo? O tal do Thor já está aqui e...
- Atenção... - O Capitão América erguia seu escudo, interrompendo a discussão dos colegas e se preparando para o combate. - Acho que finalmente resolveram prestar atenção em nós...
O Skrull uniformizado retirou das costas um escudo, que parecia uma cópia do que o Capitão América empunhava, enquanto ia na direção dos humanos, sendo acompanhando pelos demais recém-chegados.
Quando poucos metros separavam os dois grupos o Skrull lançou uma proposta:
- Existe alguma chance de vocês se entregarem pacificamente? - A voz dele soava como aquelas acostumadas à liderança, mas vendo que o efeito de suas palavras foi nulo, ao perceber que seus oponentes mantinham uma postura agressiva, ele meneou negativamente a cabeça e então, com um sorriso nos lábios gritou. - Avante Vingadores!!
E a batalha recomeçou.
Naquele instante, o Visão se erguia após um breve confronto contra alguns dos guardas da prisão.
Ele olhou à sua volta e quando teve certeza de que estava sozinho, acessou um dos terminais holográficos, invadindo o sistema, que naquele lugar era menos protegido.
Ele buscava certas informações que acreditava serem de suma importância para vencer os alienígenas, informações essas que ele acreditava valerem qualquer sacrifício.
Dele ou de seus colegas.
Os sons da batalha chegavam a ele abafados devido às grossas paredes da prisão, mas seus olhos não se desviavam da tela à sua frente, enquanto ele fazia vários downloads ao mesmo tempo.
Um dos Skrulls se levantara devagar, procurando surpreender seu inimigo, não acreditando na própria sorte, ao ver que o mesmo não percebera que ele ainda estava vivo.
Ele se aproximava em silêncio absoluto, evitando pisar nos corpos de seus colegar e apontou uma arma, pronto para alvejar o sintozóide, já imaginando as glórias que lhe seriam reservadas após matar o inimigo.
Seus sonhos, entretanto, foram tão curtos quanto sua chance de vitória.
O Visão virou sua cabeça, sem que o corpo se movesse e da joia em sua fronte partiu um raio extremamente fino, que atingiu o Skrull no meio dos olhos, fazendo-o cair já morto sobre o corpo de outro companheiro.
O sintozóide voltou sua cabeça novamente para a tela, ficou ainda mais alguns instantes parado, aguardando os últimos downloads terminarem e só então ele se ergueu, caminhando tranquilamente na direção da saída.
Antes de deixar aquela sala ele se deteve e olhou na direção da parede oposta de onde ele se encontrava.
- Seu sacrifício não terá sido em vão... - Caído entre vários Skrulls estava o corpo do Duende Verde, que jazia com um enorme rombo em seu peito, de onde ainda subia uma mal cheirosa fumaça. - Se eu acreditasse no conceito do inferno humano, eu diria que nós nos encontraríamos lá... Portanto deixo apenas um adeus...
Dito isso ele voou até onde seus amigos enfrentavam a principal arma dos alienígenas e aproveitando as informações que acabara de conseguir, ficou sabendo exatamente quem ele ia enfrentar.
Agente Americano. Uma das mais cruéis piadas Skrull, ele veste um uniforme que parodia a antiga bandeira americana, um escudo que imita o do lendário Capitão América, mas sua máscara deixa seu rosto bem à vista, para mostrar quem são os novos donos do país. Ainda assim ele é o mais popular “herói” dos Vingadores. Passou por diversos processos para ter uma superforça, e demais habilidades ampliadas em troca de perder sua capacidade metamórfica.
Ele é o líder dos Vingadores.
Ronan, o Acusador. Esse Kree abriu caminho por outros compatriotas para fazer parte da equipe, mas não sem derramar muito sangue deles pelo caminho, usando suas marretas. Com sérios problemas mentais, aparentemente incapaz de sentir dor, ele nomeou a si mesmo como juiz e júri. Possui superforça nível Ômega, suas armas são feitas de adamantium energizado.
Máquina de Combate. Simplesmente um membro da Falange, que recebe esse nome para dar a impressão de individualidade. É sempre o escolhido para iniciar o ataque, não importando muito se é destruído ou não, pois é fácil de ser substituído. O atual recebeu o nome de 256, dando a subentender quantos foram destruídos antes dele.
Harpia. A representante Shia'r aprendeu todas as técnicas de arco e flecha terrestres apenas assistindo a alguns antigos holovídeos, mas fora isso não possui nenhuma outra habilidade, o que deixa claro que sua entrada na equipe foi mesmo apenas por imposição política. Os colegas sempre a deixam de lado nos combates, na verdade ansiosos para que ela morra e deixe o serviço para os profissionais.
Golias. O representante da Ninhada foi o vencedor de uma competição entre seus pares, onde um chinês, que podia controlar seu tamanho, foi libertado em uma floresta do seu bloco de dominação, a antiga Oceania. Quem o alcançasse primeiro se tornaria o representante da raça dentro da equipe. Após matar seus concorrentes o Golias fora escolhido.
Vespa. Os Espectros encararam a ideia daquele tipo de grupo com desdém, acreditando que um uma ideia como aquela não poderia funcionar jamais, mas acabou enviando uma criminosa que, pela promessa de liberdade, aceitou a imposição e hoje usa seus poderes transmorfos em prol dos Vingadores, ao menos até que sua pena acabe. Ou até sua morte. O que vier primeiro
Abominável. Os Baddons sempre souberam que sua função na coalizão era a força bruta e nos Vingadores não seria diferente. Esse alienígena foi criado desde o nascimento para ser maior e mais forte que todos os demais de sua espécie, é tido como o Baddon perfeito, apesar da falhas óbvias, como ele não poder sequer tocar em um semelhante sem acabar ferindo-o, por conta dos excessos que as experiências causaram em seu organismo. Em batalha até seus companheiros evitam ficar perto dele, pois é comum o Abominável perder o controle e parar apenas após matar tudo que esteja ao seu redor.
A atualização do Visão terminou exatamente no instante em que uma enorme rocha passou através do seu corpo, tendo sido arremessada pelo Abominável e sendo seguida pelo Máquina de Combate, que esticava suas armas na direção do recém-chegado.
Os disparos de energia passavam pelo sintozóide sem causar nenhum dano.
- Inimigo intangível. – A voz da criatura da Falange era monótona e sem demonstrar nenhuma emoção. - Alterando/adaptando arsenal.
- Sinto muito amigo... - Ao dizer isso o Visão mergulhava suas mãos no peito do inimigo e, aumentando aos poucos sua densidade, ele abriu um rasgo que quase partiu o Máquina de Combate em dois. - Mas não vou esperar você se adaptar... Tenho mais o que fazer...
Deixando o vingador caído sobre um monte de escombros, o Visão continuou seu caminho até os companheiros.
- Visão! Finalmente!!! - O Crânio Vermelho escapava dos punhos do Golias, que, apesar de lento, parecia imune aos venenos do rebelde. - Precisamos cair fora daqui!!
- Onde está o Duende? - O Aranha, após prender a Vespa num casulo de teias se aproximou do colega recém-chegado, mas este permaneceu em silêncio, uma resposta mais que suficiente.
- Precisamos sair daqui o mais rápido que pudermos. - Naquele momento o sintozóide parecia mais preocupado com os vivos. - Onde estão os outros?
Uma nova olhada ao redor e o sintozóide teve a resposta a sua pergunta.
O Capitão América enfrentava o Agente Americano, cada um acertando golpes sem se preocupar em se defender, nos rostos um ódio parecia nascer entre aqueles que tentavam ser símbolos para seus povos.
A Doutora Estranha e Loki tentavam conter o avanço das demais tropas dos Skrulls que, não acostumados a lidar com magia e graças à presença de seus heróis, preferiam apenas tentar fechar um cerco ao redor dos rebeldes.
Fóton desviava com facilidade das flechas da Harpia, enquanto acertava uma rajada contra a nave dos Vingadores, já pensando na fuga que sua equipe teria que empreender.
Alheios a tudo, Thor e Ronan trocavam golpes com suas armas, afastando qualquer um que tentasse se aproximar, por causa das energias que se espalhavam a cada ataque.
- Não podemos ser capturados e é o que vai acabar acontecendo caso fiquemos mais tempo aqui... – As palavras do Visão acabaram se perdendo em meio aos sons do combate, enquanto tanto o Aranha quanto o Crânio voltavam para a luta. Foi quando os olhos do sintozóide começaram a brilhar. – Não... Agora não...
Mas no mesmo instante ele retesou o corpo e aumentou sua densidade até que seus pés afundassem no chão ficando como em uma espécie de transe, bem no momento em que um enlouquecido Abominável começava a correr na direção dele.
Fóton disparou contra sua oponente, derrubando-a facilmente “Isso é o que eles têm de melhor? Desse jeito vai ser fácil e...” nesse momento a rebelde desperta de seus pensamentos ao ver o perigo que seu líder corria.
- NNNÃÃÃÃOOOO!!!! – Ela cobriu instantaneamente o espaço que a separava do Visão, se colocou diante desse e disparou a rajada mais poderosa já teve coragem, acertando em cheio o peito do Abominável e fazendo com que o monstro fosse jogado sobre alguns de seus colegas, o que deu tempo para que ela gritasse para seus colegas. – REAGRUPAR!!!!
Ao ouvir o grito dela, todos os demais cessaram seus combates e correram para onde ela se ecnontrava, criando um domo de energias combinadas para protegê-los enquanto planejavam seu próximo passo.
Enquanto isso, os Vingadores faziam o mesmo, todos ignorando o fato da Harpia ainda estar caída.
- Eles são poderosos... O loiro conseguiu sobreviver a vários ataques de meus martelos da Justiça...
- Eu percebi Ronan... De fato esses rebeldes são muito mais poderosos do que eu imaginava...
- Algumas das fêmeas usam magia... Sim... Eu pude sentir...
- Isso também é preocupante Vespa... – O Agente Americano tentava mostrar interesse nos relatos dos colegas, mas ao mesmo tempo sua mente parecia focada apenas no humano que ele havia enfrentado.
“Aquele desgraçado é muito forte e habilidoso... Pelo visto é o tal Capitão América do qual ouvi falar... Esse foi o primeiro nome que quis para mim, para humilhar ainda mais os humanos dos Estados Unidos, mas meus superiores não deixaram... Malditos... E maldito seja esse humano também...”.
- A criatura branca também é poderosa...
- Criatura branca? – Tento seus pensamentos interrompidos pelo Abominável, o Agente tentava voltar sua atenção para a discussão com os colegas. – Que criatura branca Abominável?
- Um sintozóide... - Era o Máquina de Combate que respondeu pelo colega. - Ele quase destruiu essa unidade mudando a densidade do próprio corpo...
- Certo Máquina... Certo...
- O-o que vamos fazer e... – Finalmente Harpia havia se levantado e cambaleava na direção dos demais. – N-não vamos... De-deixar isso barato...
- Acho melhor você voltar para a nave, ou o que restou dela... Nesse estado...
- Eu aguento. Mesmo que vocês não me considerem parte da equipe eu sou uma Vingadora e não há nada que me impeça de lutar...
- É o seu enterro... – Após dar as costas para Harpia, o Agente Americano se voltou para os demais, procurando traçar um plano, mas não conseguiu antes de ouvir uma voz que parecia vir do campo de força dos rebeldes.
- Atenção Vingadores! – O Skrull percebeu que aquela voz tinha que pertencer ao humano que ele enfrentou. – Vocês têm uma chance de se entregar e ir embora, senão...
- Não venha nos ameaçar lixo humano!! - Aquela ousadia era demais para o líder dos Vingadores. – Deixem de se esconder e venham nos enfrentar!!!
- Muito bem... Não digam que não avisamos...
Mais alguns instantes se passaram e então os céus escureceram, prenunciando que uma tempestade que não deveria acontecer.
Pelo menos não de forma natural.
Raios caíram dos céus na direção do campo de força e assim que este se desfez, os mesmos raios partiram na direção dos alienígenas e ao seu redor, forçando os mesmos a se defenderem.
- Avante Vingadores!! – O brado que antigamente trazia esperança à humanidade agora soava como uma blasfêmia.
- Você tem que falar Capitão!! – O Crânio se aproximava de seu líder, precisando gritar por conta do barulho ao redor. – Vamos dar uma resposta a eles!!
Sem responder, mas mantendo o olhar fixo no Agente Americano, o Capitão América gritou a plenos pulmões, aproveitando um momento de silêncio entre um trovão e outro:
- PELA LIBERDADE... LUTEM INVASORES!!!!
Conclui a seguir.
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