Últimas Publicações:

Invasores 2099 #6. Símbolos.

O Capitão América e o Crânio Vermelho devem invadir uma base Skrull em busca de um símbolo do passado, mas eles encontrarão algo muito maior.

Aviso Importante! Antes de Ler essa edição confira a One-shot do Namor 2099.



O passado distante.

Em 2012 a humanidade quase foi extinta, devido a um grande cataclisma mundial que foi impedido somente quando todos os superseres do planeta, heróis e vilões, uniram forças diante de uma ameaça que não podiam enfrentar sozinhos.

O que poderia ter sido o início de uma nova era de paz logo se tornou o pior pesadelo da humanidade.

Skrulls, Shiar’s, Krees, Espectros, Ninhada, Falange e Badoons.

Uma coalizão dessas raças invadiu o planeta e em pouco mais de um ano a humanidade foi derrotada.

Na sequencia uma grande colonização teve início, com cada raça recebendo uma área do planeta para controlar conforme sua vontade.

Tem sido assim a quase cem anos.

O presente.

No ano 2099 vários focos de resistência têm surgido ao redor do planeta, ao mesmo tempo em que os atuais senhores do mundo enfrentam uma situação inusitada, tendo perdido contato com seus impérios estelares, deixando-os vulneráveis a um ataque dos rebeldes.

Finalmente a ofensiva de retomada da Terra começou.

Image
Símbolos.
Por João Norberto da Silva.

- Acalmem-se vocês dois... Os ferimentos ainda não cicatrizaram direito...

- Nos acalmar? Com esse desgraçado aí atrás de você?

Na enfermaria de uma das bases onde os heróis rebeldes costumam se reunir, tanto Fóton quanto o Homem-Aranha não se encontravam dispostos a ouvir as palavras do Visão.

- Posso garantir que estamos seguros... Ele está aqui por vontade minha.

- Eu sei que vocês não tem motivo nenhum para confiar em mim... - Assim que havia saído das sombras, os heróis viram um homem, que trajava um uniforme verde e roxo, retirar sua máscara sorridente e se revelar sendo Antony Osborn, atual dono da Oscorp. - Mas juro que estou sendo sincero quando digo que vocês podem confiar em mim... Quero tanto quanto vocês derrubar os malditos sapões!

- Como se a gente fosse acreditar no descendente de um maldito traidor...

As palavras de Fóton soaram como um tapa, que era a intenção da garota, e um pesado silêncio caiu entre os presentes, até que Osborn retomou a palavra:

- Se eu não quisesse derrubar os skrulls eu não teria criado um Aranha capaz de pensar por si só. - A revelação causou o efeito que ele queria e então ele continuou depois de alguns minutos, olhando diretamente para Miguel. - Eu sabia que você encontraria a resistência, por isso eu retirei as salvaguardas biológicas que normalmente são colocadas nos clones, para evitar exatamente o que lhe aconteceu.

- Então... Foi você que me libertou? Eu...

- Calma aí... Eu ainda não me convenci e...

- Eu simplesmente jamais aceitei a doença mental dos Osborns, que parecia ser passado de pai para filho desde o original... O ódio pelo Aranha original e as sessões de tortura dos clones.. .meu pai me obrigou a passar por esse “ritual”, mas eu consegui não ser intoxicado por essa “insanidade familiar”... Meu ódio pelos Skrulls era ainda maior... Isso ficou bem claro quando ele descobriu meus planos para você... Hã... Assumiu o nome de Miguel, não é?

- Sim...

- Na época ele não entendeu e tentou me entregar aos seus donos como traidor... Não podia permitir isso e ele... Acabou sofrendo um terrível “acidente”...

- Você matou o seu pai?

- Você não me ouviu afirmar isso... Mas pelo menos o imperador não desconfiou quando eu me apresentei diante dele, com as mesmas promessas do meu pai, de continuar a produção dos Aranhas e assegurar mais armas biológicas para que não ocorressem mortes desnecessárias entre os Skrulls... Tive que me segurar muito para não pular no pescoço daquele sapão ali mesmo... Mas eu sabia que teria de me preparar para quando chegasse a hora... Por isso ajudei a inibir a programação do Aranh... Do Miguel e me preparei para assumir a identidade pela qual meu antepassado ficou famoso...

- Então você é...

- Sou o Duende Verde de 2099... - Dizendo isso Osborn recolocou a máscara sorridente. - E estou com vocês para ajudar a derrubar esses desgraçados e retomarmos nosso mundo.

Fóton e o Aranha trocaram olhares preocupados e se voltaram para aquele que os havia reunido.

- Bem... - O Visão se aproximava de seus colegas de equipe, as mãos cruzadas para trás, parecendo extremamente humano, enquanto pensava bem nas próximas palavras. - Haverá tempo para determinarmos as verdades nas palavras dele... O fato é que foi ele quem os salvou da armadilha e os trouxe para cá, após conseguir se comunicar comigo.

Percebendo os olhares, Osborn resolveu retirar a máscara, percebendo que Miguel não ficava à vontade na presença dela.

- São resquícios de seu condicionamento mental... - Ao perceber que o outro se surpreendera com ele acerando seus pensamentos, Osborn tratou de se explicar. - O incômodo que a máscara causa... Infelizmente não era eu o responsável pela parte mental do processo de criação, por isso não pude influenciar nesse ponto sem levantar suspeitas... Lamento muito...

- Mas então foi você quem eu vi antes de desmaiar? Pensei que era alguma alucinação, por conta da risada e...

- Digamos que eu entrei no personagem... - Osborn ergueu sua máscara até fitar os olhos da mesma. - Ainda bem que os demais clones tem ordens gravadas em seus cérebros para me obedecerem sem questionar... Assim mantive minha identidade secreta...

- Será muito útil termos um aliado tão infiltrado nos corredores da “realeza”... Portanto peço a vocês dois que deem uma chance a ele...

Após alguns momentos de silêncio os dois acabaram concordando, o que fez o Visão mudar de assunto bruscamente.

- Ótimo! Agora só precisamos que o Capitão e o Crânio voltem com os itens que eles foram buscar.

- O que?! Você mandou eles em uma missão? Eu vou lá e... Arrgghh...

- Continue deitada Fóton... O dreno de energia a feriu demais, você precisará de tempo para ficar totalmente recuperada... Mas não se preocupe... Tenho certeza de que tudo está correndo tranquilamente na missão...

XXX

- Mas que pau!!!! Sabia que não devia ter vindo com você!!

- Cala a boca e se mexe!!

O Capitão América agarrou o braço do colega e praticamente o jogou dentro de uma das várias salas do complexo, onde eles haviam acabado de invadir, procurando abrigo dos raios disparados pelos guardas Skrulls.

- E agora? - O Crânio Vermelho tentava retomar seu fôlego, enquanto se encostava no enorme armário, que ele ajudou seu colega a colocar diante da porta. - A situação tá muito feia...

- Vamos dar um jeito... Não podemos sair daqui sem o que viemos buscar.

- Você tá louco mesmo né? Pau! Temos que arranjar um jeito de sair daqui vivos... Dane-se essa relíquia e...

- Não vou a lugar nenhum sem ele! - O Capitão segurava seu colega pelo pescoço e o prensava contra o console caído. - Não vou permitir que esses malditos sapões continuem com ele por mais um dia sequer... - Em seguida ele largou o Crânio e enquanto procurava uma saída terminou de falar. - Se quiser fugir, fique à vontade.

Os dois permaneceram em silêncio, o Crânio considerando suas opções, o Capitão pensando em como sair daquele lugar, os únicos sons eram os das brocas-laser que os Skrulls estavam usando para tentar entrar.

De repente o Capitão esticou o braço para baixo e, usando seus poderes, disparou algo que lembrava um bate-estaca contra o chão, causando pouco estrago.

- No que você está pensando?

- Não dá para sair por nenhum lado, então vou abrir caminho por aqui mesmo... - Mais um golpe e as rachaduras do chão aumentaram. - De repente você acha uma saída prá ir embora... Prepare-se!

Com um imenso estrondo o piso cedeu afinal e os dois rebeldes caíram pelo buraco, torcendo para que o andar de baixo fosse mais seguro.

Mais seguro, mas muito menos agradável.

Era o sistema de esgoto, ou foi o que eles pensaram de imediato ao pousar num tipo de gosma malcheirosa e afundarem até seus joelhos, o que dificultava muito a eles manterem-se de pé, mas o asco servia como “incentivo” a manterem erguidas suas cabeças ao máximo.

- Olhe para a correnteza... - Crânio não entendia o que seu colega dizia, até que o Capitão apontou para baixo com a cabeça. - Se isso é mesmo um esgoto, provavelmente a correnteza leva para a saída mais próxima... É a sua chance. Mas vai rápido, porque se alguém vier nos seguir, vai acabar indo por ali, pensando que estamos tentando fugir...

Dito isso o Capitão começou a ir contra o fluxo do líquido viscoso, deixando seu colega para trás, pensando no que faria a seguir.

A decisão, no entanto não foi totalmente dele.

Um grito de dor ecoou pelo esgoto, fazendo com que o Capitão olhasse novamente para o Crânio, como se estivesse se despedindo e então começou a avançar mais rápido.

- Ah, pau! - Uma busca insana por relíquias de um passado morto não interessavam ao Crânio Vermelho, mas pelo jeito do grito alguém estava sofrendo e muito o que mudaria sua atitude e ele se pôs a seguir o outro. - Ainda vou me arrepender disso...

Sem falar nada e tendo a certeza de que o Crânio Vermelho não poderia ver sua boca, o Capitão deu um breve sorriso e continuou seu caminho na direção de onde pareciam vir os gritos.

Conforme a dupla avançava, os gritos ficavam mais e mais nítidos e logo eles perceberam que se tratava de uma língua estranha, mas ainda assim diferente das raças que dominaram o mundo, era como se fossem palavras muito antigas, familiares apesar de incompreensíveis.

- [1]

- Há! - Agora os dois conseguiam ouvir as palavras meio “chiadas”, obviamente pertencentes a Skrulls, que zombavam do prisioneiro. - O “rei mestiço” nos ofende em sua língua morta! Que medo!! Tome isso seu bastardo!!

O torturador Skrull esticou um tipo de lança, cuja ponta estava vermelha e ardendo, após ser aquecida num arcaico fogareiro, que provavelmente era tão velho quanto o local que os Skrulls tomaram para criar aquela base.

Assim que a ponta da lança tocou a pele do prisioneiro, que já se encontrava desidratado e enfraquecido, ele não pôde conter o grito, um misto de dor e ódio.

- AAAARRRRGGGHHH!!!!!!!!!!!!

- O que vamos fazer? - Crânio se aproximava o suficiente para que seu colega ouvisse seus sussurros. - Temos que tirar o cara dali e... Capitão?

- Namor...

- Heim? Do que você tá falando?

Os dois estavam vendo tudo de uma das grades do esgoto onde estavam, de um modo que os dois Skrulls torturadores não os viam.

- Esse prisioneiro... Olha bem prá ele... As orelhas pontudas, as asas nos pés... Se não for o original, é um clone, ou sei lá o que, mas parece demais com o que eu vi nos arquivos do Visão... Precisamos soltá-lo... E já.

- Como vamos fazer isso?

- Como você acha? - O Capitão se afastou um pouco, ergueu o punho direito quase na altura da própria cabeça, fez o mesmo começar a brilhar e em seguida desferiu um golpe contra a grade à sua frente.

Como a construção era toda velha e quase podre, a parede acabou cedendo, o que levantou uma nuvem de poeira, impedindo que os Skrulls sequer percebessem o que os atingira.

- Pode andar? - O Capitão segurou o prisioneiro, pois assim que este foi solto, seu corpo ferido mal aguentou o próprio peso, quase caindo no chão.

- Á-agua... - O orgulho do rei submarino não permitiria que ele fosse carregado, mas os anos lhe trouxeram sabedoria o suficiente para que ele recusasse ajuda naquele momento. - Pre-preciso apenas de... Água.

- Vamos por aqui!

Seguindo a indicação do Crânio, os três avançavam o mais rápido que podiam por corredores confusos, onde era visível as primeiras tentativas da mescla da arquitetura humana e alien, deixando tudo extremamente confuso.

- Precisamos acessar algum console para ver o mapa desse lugar... Se não tivessem nos encontrado quando entramos...

- Cada andar que a gente sobe fica mais e mais Skrull... Acho que lá para cima devemos encontrar algo... Quer ajuda com o rei aí?

- Não... Eu aguento... Precisamos também achar água logo... Acho que ele não vai aguentar muito tempo...

- E-eu... Não vou... Mo-morrer... Não posso...

Enquanto avançavam pelo labirinto de corredores, o Capitão tentava analisar friamente a situação, que já era muito complicada sem um ferido, parecia sem opções, mas os artefatos que eles haviam vindo buscar eram muito importantes.

Só que não tanto quando um “artefato” vivo, ele pensou ao olhar novamente para o quase desacordado rei.

- Certo... Vamos fazer isso. – O Capitão parou de repente, entregando o atlante para seu companheiro que cambaleou um pouco, não estando preparado para o peso do outro. – Leva ele daqui... Vou criar uma confusão e tentar achar o que viemos buscar... Enquanto isso você cai fora daqui e assim que o comunicador voltar a funcionar pede pro Visão vir nos pegar...

- Espera aí... Não vou sem você e...

- Não temos tempo pra discussão.

Dito isso o Capitão deu um salto à frente, aproveitando que o outro não poderia segui-lo e usou seus poderes para fazer o teto desabar, criando assim uma verdadeira muralha de destroços entre ele e o Crânio.

- Cai fora daqui já! – O Capitão ainda gritou uma última ordem antes de se afastar.

- Pau! – Sem outra opção o Crânio Vermelho se dirigiu para a única direção que havia restado, torcendo para achar logo uma saída e amaldiçoando inclinação a sacrifícios de seu companheiro.

XXX

Na enfermaria da base dos rebeldes, os heróis feridos ainda não foram totalmente convencidos por seu líder.

- Quais são os seus planos Visão?

- Como assim Fóton?

- Acho que ela quer saber o que você pretende trazendo esse Osborn para a equipe...

- Eu entendi Miguel... Minha pergunta foi retórica e com um pouco de sarcasmo...

- Acho que nunca vou entender vocês humanos...

- Acredite... Eu levei séculos para apenas começar a compreendê-los e...

- Não pense que vou deixar você me enrolar como um ratossuga... Pode ir contando tudo agora Visão...

- Bem... Você não me deixa escolha... - O androide se voltou para a mesma porta por onde Osborn havia entrado e concluiu sua frase. - Por favor...

Mais uma vez tanto a Fóton quanto o Aranha ficaram sem palavras.

XXX

- É isso! - Finalmente o Capitão América encontrara um console de dados que funcionava o suficiente para localizar seu objetivo. - É aqui perto... Espero que a minha sorte continue a durar...

Ele saiu o mais rápido que pôde da sala onde estava, cobrindo os metros que o separavam de um enorme depósito, onde haviam centenas de caixas, todas empilhadas e recobertas de poeira.

Sabendo que logo seria descoberto o Capitão passou a abrir com violências todas as caixas que surgiam pela frente, conferindo seus interiores e descartando-as, até que ele praticamente ficou paralisado ao ver o interior de uma delas em especial.

- Se pretende sair daqui ao menos respirando, se afaste dessa caixa imediatamente.

O Capitão não se voltou ao ouvir a ordem, dada numa voz que ele percebeu ser de um Skrull, e exatamente por isso ele apenas se abaixou um pouco, tentando alcançar o que tinha dentro da caixa.

- Eu avisei.

O calor chegou até o rebelde alguns instantes antes da rajada de fogo que praticamente o encobriu e que derreteu toda a área do depósito, seguindo sem controle até destruir uma das paredes.

Quando a rajada parou e a fumaça começou a se dissipar, o recém-chegado abaixou os braços, pensando em como fora fácil realizar a vontade do imperador.

A expressão de surpresa dele seria lembrada durante muito tempo pelo homem que deveria ter morrido sem deixar vestígios.

- Arf-arf... Boa tentativa... Sapão.

O Capitão América estava de pé, seus poderes criando um tipo de campo de força ao seu redor, mas o que chamava mais a atenção do outro era de onde as energias pareciam emanar.

Nas mãos do rebelde reluzia o escudo do Capitão América original. Era como se nada o tivesse acertado, ainda mais tendo sido reforçado com os poderes do homem que agora o empunhava.

Ainda arfando, o rebelde acabou tendo sua visão atraída pelo brilho que vinha do interior de uma das caixas, que não fora derretida, mas que perdeu a tampa por conta da violência do ataque flamejante.

- Não pode ser...

- Preste atenção quando estiver lutando com... - Um enorme punho feito de pedra atingiu o escudo do Capitão América, jogando-o alguns metros longe e quando ele voltou seu olhar para o oponente, viu que o Skrull não havia se movido da porta do depósito e que seu braço, que estava esticado, voltava lentamente para ele enquanto sua mão deixava de ser de pedra. - ...O SuperSkrull!!

- Que nome original heim? - Ainda espantado com sua descoberta, o Capitão tentava ganhar tempo enquanto pensava numa maneira de sair de lá não apenas com o escudo que finalmente encontrara, mas com o que ele tinha visto dentro da caixa. - Será que os demais aliens vão ter os seus “super-alguma-coisa” também? Vocês poderiam ser a Liga da... Hã?

De repente o SuperSkrull havia sumido, deixando seu inimigo desconcertado, sem ter percebido como ele poderia ter se movido tão rápido.

- A não ser que... - O Capitão apenas teve tempo de erguer seu escudo na direção de suas costas, antes de ser novamente atingido e jogado contra a caixa que tanto atraia sua atenção. - Aaaarrggg!!

- Entendi agora o motivo que está fazendo você olhar tanto para essa caixa... - Pouco a pouco o SuperSkull voltava a ficar visível. - Realmente isso seria ainda mais importante para sua rebelião que apenas esse disco imprestável...

- Esses dois símbolos serão a derrocada da sua raça seu desgraçado... - Com as pernas ainda bambas por causa do golpe que ele levou, o Capitão mal conseguia se manter em pé, mas ele não podia desistir, não com tanto em jogo. - Assim como eu vou te derrotar.

- Há! Bem, como diziam vocês humanos, a mais de um século... O enterro é seu...

Antes de o SuperSkrull fazer um novo movimento, o ar foi preenchido com um som que lembrava algo voando muito rápido, algo como um míssil.

- Imperius Rex!!!!!!!!!!!!!! - O rei Namor entrara no depósito pelo buraco aberto pela rajada de fogo, agora aparentando estar totalmente recuperado, ele acertou o SuperSkrull pelas costas e, usando seu tridente para conte-lo, atravessaram paredes e tudo o mais que surgia pela frente, sumindo pela base adentro.

O Capitão finalmente sentiu os joelhos cederem e ele só não caiu por ter sido amparado pelo Crânio Vermelho.

- Vo-você voltou...

- Eu já disse que essa disputinha ridícula entre o Capitão e o Caveira é coisa do passado... - Foi nesse momento que o recém-chegado percebeu o que seu companheiro trazia na mão. - Então você conseguiu achar heim? Valeu a pena todo esse sacrifício?

- Com certeza... - Apesar da dor, o Capitão exibia um sorriso vitorioso. - Você entrou em contato com o Visão?

- Não deu... Pelo visto a área de interferência de comunicações dos sapões cobre uma área muito grande... Assim que o Namor entrou na água ele quis vir te ajudar... Quando vimos a parede explodir eu sabia que era aqui que você ia estar...

- Ah! Precisamos levar essa caixa também! - De maneira desajeitada, o Capitão tentava erguer a caixa que estava perto dele.

- Ficou doido? Você nem aguenta o seu peso, quanto mais... - A frase morreu na boca do Crânio e logo, ainda em silêncio, ele achou uma tampa e começou a ajudar o outro a arrastar a caixa até a saída mais próxima, ou seja, o enorme buraco na parede.

Enquanto isso, Namor finalmente parava de avançar para o interior da base, enterrando o seu oponente no chão de uma das celas, como aquele em que ele havia sido aprisionado.

- Se cansou... Humano?

- Não sou humano... Sou o rei dos Atlantes! Namor Primeiro!

- Para mim são todos iguais... Todos de pele rosada e fracos...

A única resposta foi um sorriso sarcástico que surgiu no rosto do atlante.

- Agora ficou louco? Isso não vai protegê-lo... - As ofensas do SuperSkrull não resultavam no que ele pretendia e o sorriso permanecia no rosto de seu oponente. - Afinal de contas... Qual é a graça?

- Antigamente isso daria certo e eu voaria no seu pescoço... Mas você está cem anos atrasado...

Dizendo isso Namor voou pela sala acertando todos os pilares que a sustentavam, derrubando tudo sobre seu inimigo e saindo em seguida pelo mesmo buraco feito por eles ao entrarem lá.

O rei submarino saiu pelo mesmo buraco que eles haviam feito e no caminho de subida foi derrubando andar por andar, até chegar aos dois que haviam salvado-o.

- O que vocês ainda fazem aqui humanos?

- Precisamos levar essa caixa, mas tá bem pesada... Se ao menos pudéssemos chegar nas nossas motos... Elas têm discos gravitacionais, exatamente para momentos assim...

- O que tem aí dentro que merece esse risco todo? – Sem esperar pela resposta dos outros dois Namor se adiantou e levantou a tampa, ficando estático por alguns instantes com o que vira lá dentro, em seguida ele voltou a fechar a caixa e a ergueu quase sem fazer esforço. – O que estão esperando? Querem que eu os carregue também?

Dito isso o rei submarino saltou pelo buraco da parede.

O Capitão e o Crânio trocaram um olhar e logo seguiram o velho herói.

Algumas horas mais tarde, quando estavam prestes a sair da área litorânea, todos pararam a pedido de Namor.

- Voltarei para meu povo com boas novas graças a vocês dois... – Segurando firme seu tridente, em parte para disfarçar as dores que sentia, Namor continuou agradecendo. - Bom ver que nem todos os humanos se renderam aos malditos alienígenas.

- Se depender da gente eles vão ser chutados de volta pro espaço! – Após o entusiasmando comentário, Crânio pareceu se lembrar de com quem estava falando. – Hã... Majestade...

- Espero que você honre o dono original desse escudo meu jovem... Eu o conheci e sei do peso que ele traz...

- Você conheceu o Capitão América Original?

- Sim, mas infelizmente o tempo urge. – Dizendo isso Namor começou a se afastar voando. - Tenho que ir.

- Espera! – O Capitão desceu de sua moto e correu até o atlante, lhe entregando um pequeno aparelho. – Pelo visto você quer o mesmo que nós... Se precisar de ajuda, pode nos chamar!

Namor permaneceu parado alguns instantes, mas logo guardou o comunicador em seu cinturão e voltou a se afastar.

- Se precisarem de mim eu também os ajudarei!

Logo os dois já não viam mais o atlante e então voltaram para a estrada que os levaria para casa, sem sequer imaginar o que os esperava.

Fim

Image


Compartilhe este artigo: :

Postar um comentário

 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2013. UNF - Todos os direitos reservados.
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger