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Esquadrão M #5



Atacadas durante um simples passeio, Harpia e Flamy se dão bem e capturam dois criminosos. Porém o transporte desses bandidos até a prisão não será uma tarefa fácil, pois eles são membros da Grimm's Gang. Apresentando a Força Tafera A.L.F.A.



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Universo Nova Frequência
Anderson “Aracnos” Oliveira
Versão definitiva.

Episódio 5. No Caminho da Grimm’s Gang. Parte 1.


— Obrigada por me acompanhar, Ângela!
— Não é nada, Mônica. Aliás, tava mesmo precisando passear. — conversam duas moças a bordo de um trem da CPTM. Uma delas tem uns vinte e dois anos, cabelos loiros, cacheados e longos presos num rabo de cavalo e usa discretos óculos que cobrem seus belos olhos azuis. Vestida com calça jeans e uma blusa branca, seu nome é Ângela de Oliveira. A outra tem dezessete anos, cabelos curtos e vermelhos, olhos verdes e se veste com calças pretas e uma jaqueta vermelha. Seu nome é Mônica Muniz.
— Faz tempo que não visitava meus pais. Desde que me uni ao Esquadrão, só nos falamos por telefone. Sei que eles estão mais seguros lá na nossa cidade, mas às vezes a saudade é grande. — diz Mônica enquanto seu olhar se perde na paisagem noturna.
— Eu sei como é. Meus pais moram em Curitiba. Pelo menos você pode ir de trem para vê-los!
— Pois é. Ainda bem que eles estão bem. Cara, minha mãe é uma figura! Ainda tem aquela mania de colecionar vidros de maionese! — diz Mônica sorrindo. — Pelo menos teremos muito doce em compota. Hmm, que delícia! — ela se esforça para levantar uma bolsa cheia de vidros.
— Tira isso de perto de mim! Não quero estragar meu regime! — brinca Ângela.
— Ainda bem que com meus poderes eu queimo muitas calorias. Literalmente! Então posso comer a vontade!
— Que inveja. Ter uma liga metálica líquida fluindo no meu organismo me deixa mais pesada do que aparento.
— O que interessa é o que você aparenta, Ângela... aliás... — Flamy disfarça e cochicha para a amiga. — Aqueles caras não param de nos olhar desde que entramos na estação. Sei que somos lindas e tal, mas isso tá meio suspeito. — a outra olha para os dois sujeitos e percebe que seus olhares não são nada agradáveis.
— Hmmm... É mesmo. Mas que eles não sejam idiotas de se meterem conosco. — as duas continuam suas conversas, sem tirar os olhos dos dois homens estranhos até as duas chegam na sua estação. — Aí, Mônica... os caras tão nos seguindo. — avisa Ângela que percebe os dois vindo logo atrás.
— Pois deixa que eu queimo cada um... — Mônica faz uma expressão nada amistosa.
— Aqui não, tem muita gente por perto. Poderíamos ser vistas. — as duas seguem sua caminhada, cruzando as catracas e saindo na rua. Ainda sendo seguidas pelos dois homens, elas os levam até um beco sem movimento. Para a surpresa dos dois elas param, se viram, e os encaram.
— Seja o que for que estejam pensando... não é uma boa ideia. — diz Mônica com um sorrizinho enquanto de seus dedos surgem chamas de fogo.
— Então, se não quiserem problemas, é melhor darem meia-volta. — diz Ângela, enquanto de seu antebraço brota uma estaca de metal prateado. Os dois homens se assustam, mas logo se entreolham e sorriem.
— Eu, hein! — exclama Mônica.
— Ah... devem ser masoquistas! — responde Ângela.
— Perdoe-nos. — começa a dizer um dos homens, que tem uma aparência magra e se veste com um casaco preto. — Nossas suspeitas estavam certas. Quando vimos vocês duas, sabíamos que portavam algum talento especial. Meu amigo aqui tem o dom de selecionar pessoas... como é que chamaram na mídia uma vez? Ah, super seres. Nossa organização está a fim de recrutar super seres para uma lucrativa empreitada. Permita-me que me apresente: Sou o Visconde. Este meu amigo é o pequeno Pedro, somos membros da Grimm’s Gang Brasil. — finaliza o homem com um ar pomposo.
— Grimm’s Gang?! — diz Ângela. — São aqueles criminosos que agem em todo mundo. Usam fantasias bufantes e nomes que fazem lembrar personagens de contos infantis. Li sobre eles nos arquivos da Corporação.
— Ah, tô ligada. Inclusive o cara que matou aquele tal de Super Justiça fez parte dessa gangue no México. O nome do cara era... Ramon Gonzáles... — diz Mônica.
— Ramon Gonzáles foi um erro. — diz aquele identificado como pequeno Pedro. Um rapaz com uns dezoito anos e um ar gótico. — Ele não tinha... potencial. Mas isso é coisa dos mexicanos. Nós somos a célula brasileira. Estamos nos formando e precisamos de novos membros.
— Precisamente. — continua o Visconde. — Minha última tentativa se mostrou infrutífera. Aquela arqueira nos afrontou de tal forma que... ahf, nem quero lembrar.
— Tá, tá... Já entendi. — diz Ângela. — Então vocês querem que a gente entre pra Grimm’s Gang?
— Cês tem plano odontológico?
— Mônica! — Ângela se assusta.
— Calma, eu tô brincando! — diz a ruiva. — Mas bem que eu preciso por um aparelho... olha como esse dente é torto... — Mônica mostra o tal dente para a amiga apontando com o dedo.
— Ah, não é torto... é... é só um pouquinho... Mas e se--
— Hã-ham! — pigarreia o Visconde, chamando a atenção das moças.
— Ora, desculpe! — diz Ângela sem graça enquanto Mônica dá um sorriso envergonhado. — Mas... — o olhar da loira muda para um tom sério. — Não temos interesse em virar ladras e assassinas. Aliás, já pertencemos a um grupo muito bom.
— É... e seria muito bom pra nossa reputação se levássemos vocês dois presos! — conclui Mônica, com a mesma expressão séria, fazendo seus olhos e suas mãos se inflamarem, enquanto Ângela forma uma lâmina de metal em cada antebraço.
— Eu receava que isso acontecesse. — diz o Visconde ajeitando seu monóculo. Porém antes de perceber, as duas já lançavam seus ataques.
— Precisamos achar outra abordagem, Visconde. Procurar super seres nos trens não é rentável. — diz o pequeno Pedro enquanto paralisa uma labareda apenas com a mão, apresentando dons telecinéticos.
— Estou começando a concordar, meu jovem. — diz o Visconde, enquanto usa sua bengala para se defender das espadas de Ângela.
— Você poderia ser a cachinhos dourados, Ângela! — brinca Mônica, ampliando as chamas em seu corpo e levantando voo.
— E você seria a pequena polegar! — responde Ângela enquanto acerta o rosto do Visconde.
— Tá, vamos parar com essas piadas de baixinha antes que eu comece com as piadas de loira! — A pequena cria uma paredão de fogo ao redor do pequeno Pedro.
— Tá bom, não falo mais nada. Ei, esse tal de Visconde até que é bem rápido! — A loira faz um verdadeiro duelo de espadas contra a bengala do Visconde.
— E esse garoto emo é sinistro! — Mônica cerca o rapaz, mas ele não se move nem se assusta.
— Eu agradeceria se parassem de falar de nós como se não estivéssemos aqui. — diz o Visconde após recuar com um salto mortal. Ângela ajeita seu cabelo antes de continuar.
— Desculpe... bom, acho que você merece uma abordagem mais sutil. — a antropóloga então dispara uma fina estaca de metal contra o ombro direito do criminoso que cai largando a bengala. Depois o nocauteia com um belo chute na cara. — Precisa de ajuda, Mô?
— Não sei, amiga. Esse esquisito não faz nada...
— Esse “esquisito” já está fazendo alguma coisa. — Responde o pequeno Pedro quando lança um olhar assustador para Flamy e, do nada, ela perde o controle do fogo e cai no chão. — Da mesma forma que posso rastrear super seres, também posso desligar seus poderes. O próprio Espelho me deu esse poder. — ele caminha ao passo que o fogo que o cercava se apaga. — Agora é sua vez. — e ele desfere seu olhar para Ângela.
— Então desliga isso, emo! — Pedro é surpreendido ao ser golpeado por um pote de doce na cabeça. Assim que desmaia, Flamy, como o pote na mão esquerda, constata que seu poder voltou gerando uma chama na mão direita. Depois olha pra sua vítima. — Ehehe... isso que eu chamo de uma potada no quengo!

Mais tarde, na sede da Corporação.
— Baixe todos os resultados de “Grimm’s Gang”, Aurora. — diz Paulo dos Anjos ao computador central. Com ele, Ângela e Mônica se reúnem, junto com Sandy Alves. O terminal do computador ocupa quase que uma parede inteira daquela sala. O computador inicia a busca. Seu programa operacional, uma inteligência artificial versão beta chamada Aurora responde, com uma voz feminina robotizada:
— Baixando 15.241.654 resultados em 0,05 segundos. Deseja filtrar a pesquisa?
A tela exibe uma lista de artigos de jornais e páginas da internet de todo o mundo. Assim como uma nuvem flutuante de imagens e vídeos.
— Esses caras são bem organizados. Existe uma base, chamada de célula, em todas as grandes cidades. Seus membros revezam de célula constantemente para dificultar a ação da polícia. Cada célula tem um chefe local, mas todos prestam conta ao misterioso Espelho, que é o poderoso chefão. — diz Paulo clicando nos resultados mais relevantes.
— Então dificilmente esses dois peixes pequenos que prendemos irão nos levar aos poderosos... — divaga Ângela.
— Mas já é alguma coisa. Serão levados a justiça e investigados. — diz Sandy.
— Pergunta: não é perigoso termos no prédio um cara que pode desligar nossos poderes? — questiona Mônica.
— Tem razão. Por isso ele será mantido sedado até ser transferido. — responde Paulo.
— Agente Maxwell Newton, capitão da força tarefa A.L.F.A. na linha um. — avisa a voz fria de Aurora.
— Ponha na tela, Aurora. — diz Paulo e logo uma janela de vídeo conferência é aberta no monitor principal. Um homem de não mais que vinte e cinco anos, vestindo uma farda preta, com colete blindado e um rifle na mão se apresenta com um aceno de cabeça. Paulo lhe cumprimenta: — Na escuta, capitão Max.
— Senhor, senhoritas... — responde o agente, simulando um respeito que mais parece um deboche, ainda mais frente a tentativa de Paulo de imitar comandos militares. — Meus homens já levaram os detentos para o veículo. Partiremos em dez minutos. Há mais alguma recomendação?
— Não, capitão. Isso é tudo. — responde Ângela, e ela percebe que tem toda a atenção do capitão Maxwell. Mas tem dúvida se ele presta atenção em suas palavras, ou no seu corpo. — Só tenha cuidado. Não sabemos quais são as verdadeiras ameaças que a Grimm’s Gang representa.
— Moça, meus homens são treinados nas mais modernas técnicas de combate. Nós, os Alfas, somos o verdadeiro Esquadrão dessa Corporação. Não há qualquer perigo em levar um velho raquítico e um garoto sedado até o centro de detenção mais próximo. — responde Max sem deixar a aparente calma, mas com muito orgulho na voz. — Tenham todos uma boa tarde. — A vídeo conferência se encerra.
— Argh, eu odeio esse cara! — exclama Mônica. — Ele se acha só porque é filho do doutor Newton.
— Como pode um homem tão distinto e educado como o Dr. Newton ter um filho tão arrogante? — pergunta Sandy.
— Bom, isso não importa agora. — diz Ângela apaziguando os ânimos. — Se ele diz que pode dar conta do recado, então que dê mesmo. Simon deu notícias?
— Ainda não, Ângela. — diz Paulo, teclando espantosamente rápido no computador. — Pelo menos sobre os assuntos do Esquadrão. O twitter dele tá cheiro de comentários sobre como o Rio de Janeiro é lindo, como a palestra de físicos foi esclarecedora e tals...
— Quisera eu poder passear no Rio... — suspira Sandy.
— Bom, já passeei hoje e tô cansada. Quero tomar banho, me espalhar nesse sofá e comer o doce de abóbora da minha mãe! — diz Mônica
— Boa ideia. Tirando a parte do doce... sai daqui, tentação! — responde Ângela com um lindo sorriso.

Em outro local, um pequeno comboio formado por um Chevrolet Omega preto e uma Sprinter da mesma cor se distanciam da torre de vidro da Corporação. No interior do veículo maior, o Visconde é mantido algemado à uma barra de metal enquanto o pequeno Pedro jaz adormecido e amarrado em uma maca. Ao seu redor, quatro pessoas armadas, com fardas pretas iguais ao do capitão Max que está entre eles. Além dos quatro, há ainda o motorista separado por uma pequena janela. No carro da frente, o Omega, vão mais dois agentes, ainda que Visconde não saiba disso. E como se ele nem estivesse ali, os agentes conversam entre si.
— Aqueles CDFs aprontam e sobra pra gente. Tivemos que adiar nosso jogo mais uma vez. — diz um rapaz negro e forte, com uma voz grave.
— Pois é Sidney, mas não estressa não, meu irmão, o jogo ainda tá de pé contra os... como é mesmo o nome daquele time? — diz uma moça, uniformizada como os demais, mas sem esconder sua feminilidade. Ela é negra também como Sidney e usa óculos escuros.
— São os “Tubarões da Zona Norte”, Karla. Nome bem estranho, né? — diz um rapaz loiro com um cavanhaque enquanto mexia em seu celular.
— E nós que somos os “Alfas de SP”! Charlie, meu amigo... o estranho é jogar hockey no gelo no Brasil! Isso sim! — responde o capitão Max enquanto limpa sua arma. — Mas o que o Sidney falou tem razão. Aquele bando de nerds só atrasa nosso lado.
— Aberrações... — diz o motorista, um rapaz de cabelos castanhos e uma barba por fazer que lhe dá um ar de relaxo. — Se bem que aquela loira é de parar o trânsito!
— Aí falou tudo, P.J.! — diz o forte Sidney concordando com o motorista P.J.
— Hi, lá vem aquele “papo de macho”... — diz Karla, mas sem ser ouvida.
— A loira é muito gostosa mesmo. Já viu o tamanho dos peitos dela?! — Sidney diz e depois solta uma forte gargalhada.
— Cara, mas aquela morena lá também... — Charlie diz esfregando o cavanhaque. — Mas acho que ela tem caso com o gringo negão... Nessa caso, aquela ruivinha lá tá bem vinda!
— Ei, falou o pedófilo! — brinca Max.
— Que nada. Aquela lá já aguenta! — diz P.J. Sem tirar os olhos da direção.
— O marinheiro bombadinho é um tesão! — diz uma voz vinda do rádio. A voz pertence a uma moça de cabelos castanhos e pele clara, que está no Omega a frente.
— Também acho, Lucy! — responde o motorista do Omega, um rapaz com o rosto salpicado de sardas.
— Lucy, fala pro seu irmão, essa bichona do Roger, parar de viadagem! — diz Max ao rádio.
— Você fala assim agora, mas bem que naquela noite de ano novo você bem que se lambuzou com esse corpinho! — responde Roger, e do rádio só se ouve gargalhadas.
— Ele tá zoando, p$##a! — grita Max. E é verdade. Apesar das brincadeiras entre o grupo de amigos, a opção sexual do companheiro sempre foi tratada com respeito, e Roger nunca demonstrou falta de profissionalismo, seja como agente armado da força tarefa A.L.F.A., seja como jogador no time de hockey que eles formaram a alguns anos atrás.
O Visconde observa tudo em silêncio. Percebe que é feita uma curva fechada à direta e então um raio de sol, que entra pela pequena fresta de ventilação, atinge seu rosto. Estão indo para o sul. É hora de avisar aos outros. Visconde agradece nessa hora o belo par de sapatos que ganhou da senhora Benedita. Ele esfrega os pés, e um estranho dispositivo em suas solas é ativado, emitindo um sinal de baixa frequência.
Tal sinal é captado em outro veículo, não muito longe dali. Ao volante desse carro vai uma moça magra, com um vestido preto de couro e carregada maquiagem, mas com um belo nariz. Ao seu lado, um homenzarrão vestindo uma camisa amarela e no banco de trás, uma garota ainda mais magra que a primeira, olhando tudo pela janela com um olhar insano que sobressai aos seus cabelos desgrenhados. Após receber a mensagem do Visconde, a moça ao volante faz uma curva fechada, entrando na contramão e depois, com um cavalo de pau, entra em outra rua.
Enquanto isso o comboio dos agentes da força tarefa A.L.F.A. prossegue seu curso. Tal força tarefa é a elite dos agentes que mantém a segurança da Corporação. Em geral cuidam apenas de proteger as instalações do prédio e os interesses da Corporação. Após as operações do Esquadrão M, começaram a dar apoio a suas ações, para o desgosto dos agentes que, segundo eles, perderam seu sossego. Apesar de são ser a primeira vez que isso acontece.
Passava o tempo e os dois carros já chegavam no acesso à Ponte Transamérica quando uma interdição na pista os obriga a parar.
— O que está havendo, Roger? — pergunta Max pelo rádio.
— Algum acidente na saída da ponte, eu acho. — responde Roger. — Mas sem sinal de perigo.
— Apenas mais uma coisa pra atrasar nossa vida. — resmunga Sidney.
— Droga, deveríamos ter pedido um helicóptero! — diz Charlie meio impaciente, tentando ver o que pode pela pequena janela que os separa da cabine do motorista.
— Não valia a pena gastar um helicóptero com esses dois manés. — diz Max. — Relaxem, tudo vai acabar be--
Uma forte batida na traseira do furgão joga todos para frente. P.J. é o primeiro a se recuperar do choque e saca uma arma e vai ver o que houve. Ele desce do carro e logo Lucy e Roger no outro carro o acompanham. Se comunicando com gestos, os três veem que um veículo médio por pouco não entrou embaixo da Sprinter. Se aproximando sorrateiramente, os agentes notam que o carro está vazio.
— Capitão? — Lucy chama no rádio, e logo tem a resposta:
— Estamos bem, agente. Que diabos aconteceu?
— Um carro bateu no furgão, mas o estranho é que-- — dizia Lucy, porém o sinal do rádio é abafado com estática e todos de dentro do carro escutam logo em seguida o som de tiros e algo que não podem decifrar.
— Mas que p$##a é essa! — grita Karla.
— Abram essa porta logo, e saim da minha frente! — diz Max se lembrando que seus amigos são também seus subordinados. Com certo esforço, Sidney e Charlie abrem a porta amassada do furgão. Assim que ela é aberta e a luz do fim do dia chega até seus rostos, eles veem os três amigos caídos no chão, ainda vivos, mas bastante feridos. Roger, com uma ferida no rosto, diz:
— Cuidado! — antes que os outros pudessem perceber, uma enorme mão vem de cima do furgão e puxa Sidney para cima. A mesma mão volta e encontra dessa vez Karla. Outra mão se agarra em Charlie, e de forma sobrenatural, o braço do atacante se envolve ao redor do agente como se fosse uma cobra, mas com o aspecto de algo feito de pano. Max vai para a parede oposta do carro e atira contra a criatura, que solta o agente e recolhe seu braço. Porém, antes que Charlie pudesse se refazer, um forte golpe atinge a lateral do carro, derrubando os dois soldados. Em seguida o autor do golpe arranca a proteção de metal que reveste o vidro escuro da janela e enfia sua enorme mão para dentro, conseguindo rasgar a fuselagem lateral do carro.
— Obrigado pela consideração de vir me buscar, nobre Quindo. — diz o Visconde ao grande homem de camisa amarela. — E creio que não veio sozinho. — Visconde vê a figura grotesca e aparentemente sem ossos da garota com olhar sinistro descer ao chão. — Crazy Emily, deveria suspeitar. — depois quem desce é a garota de vestido de couro preto, portando uma semi-automática. — Pequena Nari, fico feliz em vê-la.
— Não perca tempo, Visconde. Vamos sair logo daqui. — responde a moça chamada de Nari.
— Não tão rápido! — diz Max, disferindo um tiro no braço da criminosa. Um tiro de raspão, e Nari logo se recupera e acerta um belo chute no rosto de Max. Charlie, que vinha atrás dela, também é atingido por golpes de luta marcial e é jogado pra fora do carro. Enquanto isso, Quindo cuida para tirar a maca onde está amarrado o pequeno Pedro e Crazy Emily abre as algemas do Visconde, com a chave que pegou de um dos agentes. Com mais socos e chutes, Max é puxado pra fora do Furgão e deixado no asfalto enquanto vê seus amigos serem algemados uns aos outros, já devidamente desarmados. E antes que lhe façam o mesmo, Max apenas tem tempo de pegar seu rádio e dizer: — Chamem o Esquadrão M!


Continua...



DOS ARQUIVOS DE AURORA, COMPUTADOR CENTRAL DA CORPORAÇÃO

FICHA TÉCNICA

MÁXIMO


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1. Dados físicos:

Nome Verdadeiro: Paulo dos Anjos
Cidade Natal: São Paulo, SP, Brasil
Etnia: Caucasiana (branca)
Cabelos: Castanhos escuros
Olhos: Castanhos
Altura: 1,72 m
Peso: 75,6 Kg
Outras características: Nenhuma evidente
Personalidade: Máximo tem a inteligência de um gênio. Isso atinge seu comportamento lhe tornando um rapaz introvertido, mas de bom humor junto de seus amigos. Se faz de pessimista, irônico e arrogante as vezes. De todos do Esquadrão tem mais características que o tornam um “nerd”. Dentre elas, sua perícia em informática se sobressalta.
Escolaridade: Cursando graduação em Ciências da Computação
Parentes conhecidos: José dos Anjos (pai)
Profissão: Analista de sistemas da Corporação
Base de Operações: Sede da Corporação, São Paulo, Brasil
Afiliação: Esquadrão M

2. Dados vitais:

Poderes/Habilidades: Máximo tem poder sobre a eletricidade. Pode gerar e absorver essa força com seu corpo, a concentrando mais nas mãos e nos olhos. Pode disparar raios elétricos e criar campos eletromagnéticos nos quais flutua. Estudos mostram que ele tem potencial de interagir com o campo eletromagnético da Terra, porém ainda não desenvolveu esta capacidade.
Armas: Nenhuma
Outros acessórios: Sempre usa óculos escuros.
Descrição da roupa: Máximo se veste com um casaco branco, calças azuis escuras e botas. O tecido da vestimenta é isolante, que o protege de seus próprios poderes.
Ponto fraco: O uso demasiado de seu poder pode deixá-lo fraco. O uso da eletricidade em contato com a água cria um “curto-circuíto”.

3. Níveis de força:

Força: 1
Inteligência: 6
Velocidade: 1
Tecnologia: 3
Projeção de energia: 10
Agilidade: 1

______________
* 1 é o nível de um ser humano comum.
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