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Invasores 2099 #4. Demônios.

Mesmo contra a sua vontade, o Capitão América precisa ir ao encontro de seu aliado, o Crânio Vermelho 2099.
Esperaí! Aliado? Mas como? Confira a resposta nessa edição.
Descubra também como é a vida na Cidade Baixa.



O passado distante.

Em 2012 a humanidade quase foi extinta, devido a um grande cataclisma mundial que foi impedido somente quando todos os superseres do planeta, heróis e vilões, uniram forças diante de uma ameaça que não podiam enfrentar sozinhos.

O que poderia ter sido o início de uma nova era de paz logo se tornou o pior pesadelo da humanidade.

Skrulls, Shiar’s, Krees, Espectros, Ninhada, Falange e Badoons.

Uma coalizão dessas raças invadiu o planeta e em pouco mais de um ano a humanidade foi derrotada.

Na sequencia uma grande colonização teve início, com cada raça recebendo uma área do planeta para controlar conforme sua vontade.

Tem sido assim a quase cem anos.

O presente.

No ano 2099 vários focos de resistência têm surgido ao redor do planeta, ao mesmo tempo em que os atuais senhores do mundo enfrentam uma situação inusitada, tendo perdido contato com seus impérios estelares, deixando-os vulneráveis a um ataque dos rebeldes.

Finalmente a ofensiva de retomada da Terra começou.



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Demônios.
Por João Norberto da Silva.

Aos olhos dele a cidade passava como um borrão em tons de vermelho, as torres se elevavam aos céus como montanhas de onde escorria sangue fervente, o ar parecia estar tomado de fumaça de enxofre, o que fez seu nariz arder. As ruas abaixo eram rios de lava, onde os pecadores chafurdavam em agonia eterna.

Mesmo assim seus sentidos sobrecarregados não perderam a trilha de sua vítima. O cheiro deixado pelo outro se elevou ao do enxofre, queimando seu nariz e o fazendo salivar de antecipação pelo gosto que, em breve, encheria sua boca.

Ele se empertigou sobre uma gárgula, uma das antigas estátuas que foram mantidas pelos alienígenas na nova arquitetura após a dominação, sentiu certa familiaridade com o monstro esculpido, quase como se fosse a representação de um irmão.

Antes de ele se afundar em lembranças, porém, seus sentidos foram todos atraídos pelo cheiro de sua presa, era como se a cidade, antes toda vermelha, ganhasse novas tonalidades.

Com um salto espetacular, e usando a parede do prédio como se fosse o chão, em alguns segundos ele alcançou o nível da rua, vendo que os poucos descuidados a estar lá àquela hora, saiam correndo diante da simples visão do predador.

- Socorro!!! Me ajudem!! - Sua presa gritava inutilmente com o aparelho em seu pulso por um socorro que não viria, afinal, ele estava com o pagamento atrasado junto ao Olho Público. - Eu vou acertar tudo amanhã!!!! Socorro!!!

A pele verde da presa, aos olhos do caçador, assumia um tom mesclado com o vermelho, ficando mais escura, as orelhas pontudas se moviam freneticamente, o que dava a impressão de que ele poderia ser um de seus irmãos, mas logo a impressão passava.

Afinal, seus irmãos possuíam chifres e não apenas orelhas pontudas.

A presa tentou se esconder no último lugar que devia, um beco escuro, achando que isso talvez atrapalhasse a visão de seu perseguidor.

Ledo engano.

- Po-por que eu? - “Agora...” o caçador pensava, “Vêm as súplicas...” - Não me mata... Por favor...

Um instante de silêncio, enquanto a presa via seu perseguidor se esgueirando por uma parede próxima, se movendo como uma enorme aranha, por dentro da horrenda máscara em forma de caveira, dois olhos brilhavam com uma cor avermelhada e doentia.

- Carne... - A voz do caçador era gutural, fazendo sua presa tentar sumir, se encolhendo cada vez mais. - Carne de outro mundo...

- Não... Não... - O Skrull suplicava a ouvidos surdos, quando, de repente, o perseguidor se lançou ao bote. - NNNÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!

XXX

- Aaaarrrr....

Cidade baixa, no quarto escuro e semi destruído que o jovem Herman chamava de lar.

O pesadelo daquela noite fora o pior que ele já tivera, os detalhes estavam vívidos em sua memória quando ele foi até a cozinha, pegou um copo de água, e, assim que o líquido caiu em seu estômago vazio, o rapaz foi obrigado a correr para o banheiro, onde vomitou o nada que o “preenchia” por dentro.

Na cidade baixa os poucos humanos que ainda se recusavam a trabalhar para os Skrulls, tinham que batalhar por um espaço nos antigos e abandonados prédios da metrópole, por cima das quais a atual cidadela havia sido construída.

Herman se preparava para ir às ruas, tentar conseguir algo para forrar o estômago revoltoso, deixando acionados todos os tipos de alarmes e sensores que ele conseguiu pegar no último grande despejo.

O despejo. Um dos momentos em que as ruas da cidade baixa realmente começam a fervilhar de pessoas à procura de uma melhora, ainda que pequena, para suas vidas miseráveis.

No momento em que uma estridente sirene tocava todos os degens corriam até os enormes tubos de descarte, responsáveis pela ejeção de todo o lixo daqueles que vivem na cidadela Skrull.

Degens, abreviação para degenerados, o modo como os habitantes da superfície chamavam os menos favorecidos que viviam sob os pés deles, aqueles que aprenderam a nunca nutrir esperança de que um dia suas vidas viessem a melhorar.

Alguns agentes do Olho Público permaneciam lá embaixo para dar a falsa ilusão de ordem e importância que os regentes procuravam manter para evitar revoltas e outras dores de cabeça. Na sua maioria eram humanos que, no mínimo, venderam alguns órgãos para estudo e receberam essa nomeação, sendo chefiados por pouquíssimos Skrulls.

Nem é preciso dizer que eles se valiam de suas armas para serem os primeiros a recolher o que vinha de melhor do lixo da cidade acima.

Herman andava com as mãos enfiadas no pesado sobretudo, conseguido depois de muita luta no último despejo, procurando não ser visto de maneira nenhuma, mas sempre atento às conversas ao seu redor.

- Você viu os holojornais? Menos um sapão...

- Pois é... Esse morreu num beco escuro... Perto da nossa entrada sul... Aquela onde tem o bar do Finnegan's...

- Falaram que não sobrou muita coisa desse...

- Há! O importante é que é um sapão a menos no mundo!

- É isso aí!!! Vamos beber a isso!

Os dois homens retiraram de suas estropiadas roupas o que lembrava os antigos vidros de perfume de quase um século atrás e Herman se afastou antes que o estranho líquido negro que desceu pelas gargantas deles fizesse o desagradável efeito de sempre.

O jovem finalmente parou diante de uma construção que antigamente poderia ter sido chamada de restaurante, a placa ainda trazia as inscrições do nome “Starbucks”.

Depois de pensar por alguns instantes, ele sentiu o estômago se revoltar mais uma vez e então decidiu entrar.

O interior do local era ainda pior que o lado de fora, o ar estava carregado de fumaça, não apenas dos fumantes que estavam ali, mas do que quer que estivesse sendo queimado na cozinha, um pouco atrás do balcão imundo e cheio de rachaduras, onde uma mulher, que aparentava muito mais do que seus quarenta anos, esboçava o que ela chamaria de sorriso.

- E aí bonitão... - Ao se aproximar, Herman sentiu um grande fedor no hálito dela. - Que pau você vai querer hoje?

- O de sempre...

- Tá tirando com a minha cara seu idiota? - A tentativa de gracejo não surtiu o efeito desejado. - Pede algo logo que eu tenho mais o que fazer.

- Eu... - Herman teve vontade de retrucar, dizendo que ela não parecia estar fazendo nada, mas se conteve, a fome falando mais forte. - Qualquer coisa que você tiver para comer... Por favor...

- Hum... Agora ficou educadinho né? Ceeerto... Vou te preparar a sopa surpresa da Flô... Um minuto.

Alguns minutos depois era colocado na frente do rapaz um tipo de cuia, de onde uma fumaça malcheirosa subia de uma pasta verde, que exigiria toda a coragem do mais poderoso guerreiro para encará-lo.

Mas na cidade baixa não eram permitidas tais frescuras e em menos tempo do que foi preparada, a sopa já terminara.

- Uau... Tá sem comer a um bom tempo, heim menino?

“Não a tanto quanto eu gostaria...” foi o pensamento de Herman, quando ele se levantou em silêncio e jogou sobre o balcão alguns microcartões de crédito, descartados pelo povo da cidadela, com o suficiente apenas mesmo para cobrir o preço da sopa.

Em seguida Herman seguiu pelas ruas tortuosas da Cidade baixa, procurando alguma ocupação que pudesse lhe render mais alguns créditos, encontrando um velho que precisava de ajuda para descarregar umas caixas que, segundo ele, tinham restos de heróis do passado, que ele usaria numa poção mágica que lhe daria poderes.

- Assim que eu conseguir irei devolver o planeta para nós humanos!!! Acredite nisso meu filho... Conseguir poder assim deveria ser o sonho de todos!!!

“E o meu pesadelo” Mais uma vez Herman tentou calar seus pensamentos enquanto se sentia um verme aceitando quase todos os créditos do velho após esse dizer que não precisaria dos mesmos em breve, quando se tornasse um super alguma coisa, o jovem já não prestava atenção, seguindo pelas ruas à procura de algo que pudesse lhe render mais alguns créditos.

Sabendo que não teria o suficiente para sobreviver mais uma semana, e sem ver outros trabalhos que podia arranjar, ele respirou fundo, sabendo onde deveria ir.

Logo ele estava diante de um dos poucos prédios que poderia ser considerado habitável, com a fachada ainda branca e sem as características rachaduras e pichações que marcavam todas as outras construções ao redor.

Era a residência de uma mulher chamada Jennifer Walters, uma, segundo as palavras da própria, ex-advogada, o que quer que isso fosse e também ex-heroína.

A porta se abriu e por ela surgiu uma mulher com mais de dois metros de altura, que parecia ter no máximo uns cinquenta anos, mas ainda conservada bela. O que mais chamava a atenção, no entanto, era a cor esverdeada de sua pele. Ela dizia sempre que a radiação gama a fizera envelhecer muito bem.

Sempre nos despejos ela era a que mais conseguia carregar o que era jogado na cidade baixa, o que poderia classificá-la como a pessoa mais rica do lugar, não que isso fosse muito, mas era o suficiente para que ela fosse respeitada.

Claro que os punhos e a força quase sobre-humana também ajudavam e muito.

- Ora, ora, ora... Como vai meu rapaz? Tem algo prá titia Walters?

- Eu... – A vergonha só foi superada pela necessidade. – Tenho o de sempre...

Com um sorriso nos lábios a enorme mulher deu passagem para que o cabisbaixo Herman entrasse.

Assim que ele ergueu a cabeça notou que a residência de Jennifer não era bonita apenas por fora, por dentro as paredes eram todas cromadas e brilhantes, muitos objetos de alta tecnologia compunham os ambientes, todos bem dispostos, lembrando o rapaz de como aquele lugar era diferente do seu “ninho”, como ele apelidou o local onde ele vivia.

- E então garotinho? – Herman se virou a tempo de ver a sua anfitriã se despindo, revelando um corpo ainda musculoso e cheio de cicatrizes, algumas lendas a respeito dela dão conta de que ela lutou durante a dominação alien, ele se lembrou disso, enquanto ela se aproximava. – Veio aqui só para admirar?

Antes mesmo de se dar conta, ele teve suas roupas arrancas e seu corpo literalmente carregado por alguns andares, até o quarto de Jennifer, onde ele permaneceria o resto do dia.

Quando a noite já caía na cidade baixa, anunciada através dos mesmos alto-falantes responsáveis pela sirene dos despejos, Herman saía da casa de Jennifer Walters, sentindo uma dor aguda e constante na região abaixo de sua cintura.

As ruas ficavam mais escuras àquele horário, uma questão de economia, uma vez que a iluminação da cidade baixa provinham das imensas células de luz, colocadas abaixo dos suportes da cidadela Skrull.

As pessoas mais sábias evitavam ao máximo circular após a escuridão reinar, pois muitos predadores rondavam as noites da cidade baixa.

Ainda massageando a parte dolorida do corpo, Herman estava a poucas quadras de sua casa, quando ouviu um gemido ao longe aumentar até formar um grito.

- Socorro!!!!!!!!!!!

Sem saber o que fazer, Herman seguiu o som dos gritos, sabendo que provavelmente seria o único a fazer aquilo, na cidade baixa cada um se esforçava ao máximo para cuidar da própria vida.

Ao dobrar uma esquina ele arregalou os olhos com o que viu.

Um grupo de skrulls, pelo tamanho apenas adolescentes arruaceiros, haviam cercado um jovem humano e o agrediam com violência, enquanto ao lado desse algo que lembrava um corpo carbonizado jazia imóvel.

Uma mulher, a que Herman ouviu gritar, se mantinha encolhida, sendo defendida pelo filho, que apanhava cada vez mais e mais.

Aquela cena atingiu o recém-chegado como um choque fazendo-o se lembrar de uma situação parecida, que acontecera quando ele era um garoto, pouco maior do que aquele que estava sendo agredido.

“O corpo do meu pai estava estendido... Do peito dele subia uma fumaça preta, resultante do tiro de energia que ele levou...

O líder de grupo de agentes do olho público, um desgraçado de um sapão, percebeu que meu pai tinha conseguido pegar alguns iluminadores, que ainda funcionavam bem, mas claro que não poderiam deixar um humano levar a melhor.

O líder deles chegou até meu pai e sem nenhum aviso anunciou que ele estava roubando os iluminadores que ele tinha visto antes... Uma grande mentira, óbvio...

Quando meu pai começou a estender os aparelhos, pretendendo entregá-los sem maiores problemas, o líder dos sapões gritou que estava sendo atacado e atirou a queima roupa...

Vi o corpo do meu pai tombar como se estivesse em câmera lenta... Nenhuma gota de sangue saiu do buraco fumegante que havia sido aberto no peito dele, mas para mim era como se todas as imagens estivessem ficando vermelhas...

Foi a primeira vez que eu o senti em minha alma.

Ele e contou que eu fazia parte de uma longa linhagem de seres humanos que haviam sido abençoados com um poder que poucos haviam tido acesso... Um poder que poderia mudar o mundo se fosse bem utilizado...

Mas que, naquele momento, serviria para trazer vingança ao meu coração.

Nas semanas seguintes à morte de meu pai, o único parente que eu conhecera, sobrevivi como pude pelas ruas, sempre com meu “companheiro” me ajudando, me orientando...

Semanas depois, quando meu corpo estava mais forte, ele me tomou o controle pela primeira vez e tudo ficou mais vermelho.

Eu via o que ele fazia, como se eu estivesse tendo um horrível pesadelo, e sentia as dores de quando ele mudava meu corpo em algo mais poderoso, mais mortal...

E menos humano.

Um demônio, no mais completo sentido da palavra.

Os Skrulls responsáveis pela morte de meu pai foram suas/minhas primeiras vítimas...

Desde então, de tempos em tempos ele me transforma num caçador implacável... A única razão para que eu não tenha me matado é que ele só tem atacado os malditos sapões... Parece ter algo especial contra eles...

Foi num desses ataques que soubemos da existência de outros inimigos dos Skrulls e foi nessa época que eu soube de outro alvo do ódio do meu demônio pessoal, o Capitão América.

Ele e a dama da luz, Fóton, me encontraram após eu ter destroçado um grupo de Skrulls que eles também estavam perseguindo... Meu outro eu se escondeu a tempo e me entregou pela primeira vez o controle do corpo transformado e logo fui aceito na equipe que eles estavam montando...

O objetivo era o mesmo que o meu: Derrubar o império dos Skrulls.

A diferença é que eu/ele queria matar cada um dos desgraçados no processo.

O Capitão ainda não confia em mim, mas vejo que nosso líder já percebeu como sou útil e ainda me chama para algumas missões...

Mas quando me deparei com uma cena como essa... Com um jovem humano passando pelo mesmo que eu... Não pude me conter e finalmente fiz aquilo que eu sempre temi.

Clamei para que o demônio tomasse meu corpo.

Fazendo isso eu voltei para o canto da minha mente em que meu espírito pode apenas observar as ações do meu outro eu... Como se fosse um pesadelo...

Esses jovens Skrulls terão que se virar com o... Crânio Vermelho.”

- Seu humanozinho de merda... Agora vai ver o que é bom, por ter levantado a mão contra os seus superiores...

- É isso aí!!! Mostra prá ele... UUURRGGGHHH

O som da morte de um deles, quando teve seu pescoço perfurado por uma das garras do Crânio Vermelho, foi o suficiente para chamar a atenção dos demais, que se aproximavam, ainda sem perceber o perigo que iriam enfrentar.

- Quem é você... Outro humano idiota?

Sem falar nada, o Crânio largou sua primeira vítima e antes que este chegasse a cair completamente no chão, ele já atravessava o corpo de outro Skrull com seu braço, mantendo o coração do alienígena ainda pulsando em sua mão.

- Aaaahhh!!!!! - Finalmente se dando conta do que estavam enfrentando, os demais skrulls delinquentes tentaram fugir, mas não conseguiram ir muito longe. - AAArrrgghh!!!

Dos três que haviam sobrado, um teve seu corpo cortado ao meio, com o tronco sendo lançado contra uma parede e as pernas no meio da rua, o segundo foi decapitado e o terceiro recebeu o pior dos destinos.

O Crânio o imobilizou com o peso de seu corpo e com uma das mãos manteve a cabeça do alienígena contra o solo, enquanto ele erguia seu outro punho, mantendo o mesmo fechado.

Das costas dessa mão saíram o que pareciam pequenas garras, que ele enfiou na base da nuca do Skrull, injetando um tipo de veneno, se afastando e deixando que sua presa escapasse, mesmo contra seus instintos, que gritavam para que ele o despedaçasse como fez com os demais.

O Crânio permaneceu com o corpo arqueado, enquanto recuperava o fôlego, tendo um escondido sorriso sob a máscara, sabendo que o veneno que ele infetara liberaria um vírus, assim que o Skrull morresse, infectando quem estivesse por perto, causando uma longa e dolorosa agonia em seus inimigos.

Ainda sob o efeito da adrenalina da luta, o caçador sentiu que algo tocava suas costas e sem pensar ele se voltou, atacando com o punho da direção de quem quer que fosse.

Sua mão quase se quebrou no escudo energético que se interpunha entre ele e o jovem humano que ele acabara de salvar. Ao reconhecer quem o impedira, o demônio trocou lentamente de lugar com Herman.

- Ca-Capitão?

- Isso mesmo Crânio. - O Capitão América se afastava devagar, uma das mãos no peito do jovem que ele acabara de proteger, a outra empunhando seu escudo de energia. - Está sob controle? Ou precisa que eu coloque um pouco de bom senso aí na sua cabeça?

- Não... E-eu... - “Pare de gaguejar idiota”. - Eu estou bem... O que você quer?

- O Visão nos chamou... Parece que precisa da equipe inteira e eu vim te chamar. Você vem?

- Sim... Claro.

- Certo... Antes vamos arrumar a sua bagunça... Temos que esconder esses corpos e...

- Não se preocupe com isso... - Como se em resposta às palavras do Crânio, os corpos dos Skrulls já haviam sumido. - Aqui na Cidade Baixa nós evitamos problemas ao máximo...

- Certo... Mesmo assim, o jovem e sua mãe estarão em perigo, quando aquele que você deixou escapar contar sobre o que aconteceu aqui...

- Sim... - “Isso se aquele sapão desgraçado sobreviver até achar alguém...” o Crânio levou uma mão à cabeça, tentando silenciar aquela voz. - O que podemos fazer?

- Conheço um motorista de caminhão que pode levar os dois para alguma cidade longe daqui... Raramente os Skrulls se arriscam nas antigas estradas... Acredito que mandá-los para perto da fronteira do Canadá será longe o suficiente. - O Capitão se voltou para o garoto, este ainda assustado com a reação do seu salvador. - Como é o seu nome garoto? Quantos anos você tem?

- Rick senhor... Rick Jones... E vou fazer quinze...

- Foi muito corajoso defendendo sua mãe Rick... - Ele se voltou para o corpo carbonizado, este ainda na rua. - Sinto pelo seu pai...

- A culpa foi desses sapões! Vocês são da resistência não são? Por favor... Me deixe ajudá-los!!!

- A sua prioridade agora é cuidar da sua mãe... - Todos se voltaram para a mulher, que ainda permanecia ajoelhada, as lágrimas molhando todo o seu rosto. - Cuide bem dela e depois poderá se unir à resistência está bem?

- E-eu... - Percebendo que não adiantaria retrucar, o jovem deu de ombros e foi até a mãe, a abraçando. - Está bem...

- Ótimo... Venha... Vou levar vocês até meu amigo. - O Capitão se aproximou da mulher e vendo que a mesma permanecia em choque a tomou nos braços, se voltando depois para seu aliado. - Você vem?

Algum tempo depois os dois chegavam na moto do Capitão.

- Eles ficarão bem?

- A travessia pelas estradas não é fácil, mas acho que ficarão... Vamos então e...

“Atenção Capitão América... John, você está aí?” uma voz ressoava, vindo da moto, uma voz imediatamente reconhecida como a do Visão.

- Estamos aqui Visão... Já encontrei o Herman e vamos para a base agora...

“Antes disso preciso que vocês dois façam uma coisa para mim... Eu o localizei John... Preciso que vocês o recuperem. Agora.”

O Capitão América e o Crânio Vermelho se entreolharam, depois dos detalhes fornecidos pelo seu líder e então foram até um galpão próximo, de onde cada um saiu com sua própria moto, seguindo na direção do litoral.

O que eles iriam recuperar era, de fato, um símbolo muito importante.

Fim.

Epílogo:

- Comandante Dorreck! - A voz que partia de um dos telões, colocados diante do líder do bloco de dominação Skrull, pertencia a Hollur-Zael, comandante do bloco Kree e primo de Allane-Zaell, a emissária morta no atentado de alguns meses atrás. - Até agora não recebemos nenhuma justificativa a respeito da morte de nossos enviados... E pior... Até agora nenhum culpado foi apresentado...

- As investigações estão em curso comandando Zael... - Dorreck sempre precisava conter o asco que sentia ao falar com os membros das outras raças, que ele via como sendo tão inferiores quanto os humanos. - Mas como eu concordo que resultados são cada vez mais urgentes, aproveito essa reunião, com todos os demais líderes mundiais, para enviar meu pedido formal... Acredito que a melhor maneira de capturar os culpados pelo atentado é acionar os Vingadores.

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