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Esquadrão M #4



De volta ao momento antes de Cronnus executar seu plano doentio, Temporal e o Esquadrão M travam uma luta decisiva contra o vilão. Conseguirão eles derrotar o poderoso inimigo? E ainda: A conclusão de O Precursor.


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Universo Nova Frequência
Anderson “Aracnos” Oliveira
Versão definitiva.

Episódio 4. O Esquadrão M.

O trânsito de São Paulo sempre foi horrível. Nem a inauguração da nova ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira sobre o rio Pinheiros ajudou a diminuir o caos. Porém hoje os motoristas que por ali transitavam tiveram uma surpresa nada agradável.
Primeiro veio o som dos alarmes dos carros estacionados num local não muito longe da Marginal. Um frenesi constante de apitos agudos. Depois quem por ali passava teve a impressão de sentir um pequeno tremor, percebido na ondulação do café na xícara do pacato freguês da padaria. Em seguida veio uma detonação e uma nuvem de fumaça, em meio aos grandes prédios.
— Peraí... se ele é o Cronnus, cadê a Rapina, o Voltagem, a Arenosa, o Acquaticus e a Chama, ou seja, o resto do Esquadrão W? — pergunta Flamy, enquanto usa seus poderes para conter ao máximo a explosão provocada pelo inimigo.
— Voltagem? Gostei do nome, mas o meu é melhor! — diz Máximo correndo para isolar a arena de batalha dos civis usando campos eletromagnéticos para levitar e posicionar escombros.
— Prestem mais atenção e tirem essas pessoas daqui! — grita Harpia em voo levando dois pedestres pelos braços.
— Venham rápido! Estarão seguros aqui! — Maritimus guia algumas pessoas pelo caminho construído por Máximo. Não tendo mais ninguém para passar, ele volta e sela a passagem com gelo.
— Onde está o Simon? — pergunta Sandy usando sua forma arenosa para apagar focos de incêndio. Sua pergunta é respondia quando um corpo voa rasante, saindo do amontoado de carros queimados. É Temporal, que dá de costas com um poste e cai ao chão bastante ferido. Da pilha de carros, emerge Cronnus, igualmente ferido, com uma ira assustadora no semblante.
— Não me interessa como descobriu meus planos! Irei te matar, e todos os seus patéticos amigos!!
— Não... não vai, não. — Temporal se levanta, limpando o sangue da boca. O cercando, Maritimus e Harpia erguem suas armas enquanto Máximo e Flamy levitam sobre suas cabeças com raios e bolas de fogo em formação. Sandy vem logo atrás, se solidificando na forma humana. — Somos o Esquadrão M. E você é um só.
— Hmm. Verdade. Mas posso mudar isso. — Acionando seu visor, Cronnus desaparece.
— Uia! Ele fugiu?! — pergunta Flamy.
— Duvido. Fiquem atentos... — avista o líder da equipe quando diante de todos, Cronnus ressurge com a roupa trocada, vestindo seu traje branco. Antes que ele diga algo ou os outros o ataquem, um outro Cronnus surge um pouco atrás, assim como outro e outro, totalizando seis deles.
— Agora estamos de igual para igual. — dizem todas as replicas em uníssono.
— O que ele fez? — pergunta Sandy.
— Não! Não pode ser!! — Temporal se sobressalta e cochicha aos seus amigos. — Rápido, tirem todos daqui!! Cada um leve sua batalha para um canto, não deixem que eles se toquem!
— Por quê? — questiona Harpia.
— Cada Cronnus que vemos vem de uma época no tempo diferente. Se eles se tocarem, irão violar uma lei importante do espaço-tempo e isso poderá trazer consequências terríveis para toda a existência. — dito isso, cada membro do Esquadrão sai em silêncio e investe contra um replicante.
Porém parece ser uma missão difícil, pois cada uma das cópias tem seus poderes de controle cronal. Assim, eles conseguem se esquivar dos ataques paralisando o tempo e desviando da investida. Vendo que continuar a atacar não teria muito efeito, Máximo percebe que tem que atrair o seu inimigo para longe dos outros e começa a recuar. Todos os outros fazem o mesmo, até restar apenas Temporal e um Cronnus.
— Seu esforço é inútil. Eu irei vencer. — diz Cronnus andando na frente de seu oposto.
— Não. Mesmo que eu precise acabar com você...
— Não me venha com essa! Você é o mocinho, e nunca vai me matar. Você não consegue--
— Essa conversa de novo não! — Temporal parte pra cima de Crunnus, sendo mais rápido e parando o tempo antes do vilão, lhe golpeando com força e, antes que Cronnus dobre ao chão, lhe golpeia novamente, repetindo a dose uma terceira vez ainda.
Prestes a dar a quarta, o vilão se recupera e contra-ataca em igual proporção. A luta prossegue, com golpes físicos e uso de poderes cronais, até que para os espectadores de fora, os dois sumam de vista, lutando num nível sub-temporal.

Em outro lugar, Maritimus passa maus bocados com sua versão de Cronnus. Este se aproveita dos seus poderes e não para um segundo sequer na frente do guerreiro aquático. Já cansado de apanhar, apesar de sua força adquirida nas profundezas do Atlântico, Maritimus tenta se concentrar para ter uma chance de revidar.
— Como você é patético, caro Igor. Eu bem que poderia já ter te matado, se isso aqui não fosse tão divertido...
— Divirta-se com isso então! — Igor usa seu poder para evaporar a água no corpo de Cronnus. Porém só teve poucos segundos e o vilão logo sumiu outra vez. Mas Maritimus se manteve concentrado, e quando Cronnus apareceu novamente, já sentiu os efeitos da super desidratação.
— Tolo! — provoca Cronnus, mesmo tendo ciência que suas palavras são vazias. Parando o tempo para “sumir” da vista do herói, ele espera o quanto pode, na vã esperança de que isso restabeleceria sua condição. Mas não, a desidratação foi grave ao ponto de nem sentir sede. Mesmo assim decide procurar água. — Ali... ali tem água. — e Cronnus se volta para a entrada de um prédio, onde algum segurança com medo do tumulto esqueceu uma garrafa de água mineral ao fugir. Cronnus bebe desesperadamente aquela água, mesmo sendo insuficiente para lhe repor as energias, ele decide voltar para a luta e acabar de vez com o inimigo.
Ressurgindo então diante de Maritimus, ele se prepara para dar um golpe de misericórdia quando um súbito mal-estar lhe toma conta e ele vomita o que lhe resta no estômago, depois dobrando os joelhos naquela poça imunda.
— Certamente usou seu poder para beber água, não? — diz Maritimus indo ao seu encontro. — Água não é o melhor remédio para uma desidratação severa. Você perdeu, além de líquidos, muitos sais minerais que a água não repõe. Beber água depois de um longo período de desidratação provoca náusea e convulsões. — terminando a explicação, Maritimus ainda usa seu poder para desidratá-lo mais, até que perca totalmente as forças. — Em vez de água, deveria ter tomado soro caseiro!

Longe dali, Flamy se encasula numa bola de fogo para se proteger do ataque daquele Cronnus. Mesmo que ele possa parar o tempo, não aguentará o calor que ela gera. Então o vilão, caminhando a certa distância de si, procura lhe provocar dizendo em bom som:
— Você não vai conseguir sustentar essa massa de fogo por muito tempo! Vai ficar cansada e até poderá desmaiar! Mas eu posso ficar aqui o tempo todo!!
— É isso que vamos ver, seu idiota! — responde a moça, já sentido o cansaço lhe pegar.
— E quando você se cansar, eu vou parar o tempo para tirar toda a sua roupa e fazer o que eu bem quiser antes de te matar! — Flamy apenas faz uma cara de nojo e revolta. — Então, minha gracinha, que tal sair daí pra gente poder brincar?
— Venha me pegar, se você se acha o bom! Simon conseguiria! — diante da provocação, em ser colocado abaixo de sua contra-parte, Cronnus se irrita.
— Você vai sofrer, sua cadela!! — e Cronnus para o tempo. Diante dele, uma esfera de fogo imóvel. Porém, o fogo ainda é quente, e chegar perto é impossível. Mas então, do outro lado da bola de fogo, ele vê um hidrante na calçada. Usando um pedaço de asfalto que se rompeu, ele quebra o hidrante e faz o tempo voltar, fazendo toda a água ir de encontro com Flamy.
— Essa não! — exclama a menina quando a água atinge sua proteção e a consome aos poucos. Seria um esforço enorme manter o fogo superior à água, ainda mais no atual estado de cansaço em que Flamy se encontra. Então ela não resiste e cai quando a pressão da água lhe atinge pelas costas.
— Pronto, agora é minha vez de brincar! — Cronnus nem faz questão de usar seus poderes, vendo o estado frágil da oponente, ele se limita a caminhar até seu encontro. Porém ele começa a sentir um estranho e crescente calor vindo dos pés. Estranhando aquilo, olha para chão e vê que pisa sobre a água que ainda escorre. Ainda mais, para seu espanto, vê que aquela água está fervendo. — Mas como...?!
— Te peguei! — diz Flamy, com as mãos na água, usando ainda o que resta das suas forças para aquecer a água até que atinja a fervura e já comece a evaporar rapidamente.
Cronnus é pego em cheio e tem suas pernas até a altura da canela queimadas. Uma dor insuportável. Aproveitando a distração, Flamy alça voo, ficando fora do alcance do vilão, ainda concentrando calor na água que o cerca. Logo, um paredão de vapor incandescente o cerca, praticamente o cozinhando de fora para dentro.
— Argh... não aguento mais...! — Esgotada o máximo de suas forças, Flamy começa a cair, mas é amparada por Maratimus que já se livrou do seu oponente.
— Você está bem agora. — diz ele enquanto observa a fumaça de vapor baixar e o corpo semi-carbonizado caído no chão.

Máximo leva sua luta para um ambiente fechado, numa construção deixada às presas pelo perigo do conflito. Após se dar mal num combate corpo a corpo, estranha que seu adversário sumiu. Máximo se mantém atento a qualquer movimento, com faíscas pulsando em suas mãos, pronto pra atacar ao menor sinal de perigo. Enquanto anda pelos canteiros escuros, eis que se vê se súbito caindo de uma grande altura. Por reflexo, cria um campo energético no qual levita antes de tocar o chão.
— Hahahahaha! Essa foi por pouco! — é Cronnus, que já estava no chão esperando. Ele parou o tempo e levou Máximo até o alto do prédio em construção, para depois soltá-lo.
— Maldito! — Máximo dispara um raio contra o vilão que, na sua arrogância, se esqueceu de que o disparo é quase na velocidade da luz, não lhe deixando tempo de reação. Jogado longe, mal percebe quando um novo raio o atinge, esse saído do chão. Enquanto ainda sente suas entranhas fritarem, ouve Máximo dizer: — Simon nos disse para não matá-lo, mas temos que te deter de qualquer forma... Só vejo um jeito de fazer isso...
Concentrando a força dos raios num único ponto, Máximo reduz seu ataque a um fino feixe, usando apenas um dedo para manipulá-lo, ele se abaixa e aponta o raio para a cabeça do vilão. Usando de seus variados estudos, ele atinge com o raio uma parte específica do cérebro de Cronnus, lhe causando uma lobotomia. Terminado, Máximo larga aquela corpo vegetativo no chão e vai procurar seus amigos.

Harpia se mantém em voo, pois mesmo que Cronnus use seu poder, ele não irá alcançá-la no alto. Porém também não consegue atacar. Nem mesmo vê onde está seu oponente. Enquanto o procura, vê que sua amiga Sandy passa por dificuldades não muito longe dali. Decidindo ajudá-la, voa em sua direção.
Sandy está confusa. Como pode enfrentar alguém que tem o rosto e a voz do homem que ela acha que está começando a amar. Tendo esse pensamento por um instante, foi o bastante para que Cronnus conseguisse atacá-la. O vilão lhe aplica múltiplos golpes, acabando com sua estabilidade, não permitindo que ela se solidifique. Sua sorte muda quando Harpia vem num voo ligeiro e corta ao meio aquele avatar de Cronnus.
— Tudo bem, Sandy?! — pergunta a loira, ainda tendo o cuidado de não pousar.
— A-acho... que sim... — responde a outra enquanto recompõe sua massa.
— Aha... a-ah... ha... — soluça Cronnus, ainda consciente, pelo menos a parte de cima do que lhe restou. — M-mor... rer... Mor-- Ahr...
— Ele morreu?! — questiona Sandy.
— Creio que sim... não tive outra escolha... — enquanto falava, Harpia viu outra figura de Cronnus surgir atrás de Sandy. — Cuidado!!
Porém, antes que a moça pudesse reagir, a imagem de Cronnus desapareceu como se nunca tivesse existido. Ao mesmo tempo, Maritimus, que ainda cuidava de Flamy, viu que o avatar queimado também sumia. O mesmo ocorreu com aquele que ele deixou desidratado que sumiu diante dos olhos dos pedestres.
— O que foi isso?! Será outro truque de viagem no tempo? — questiona a morena enquanto Harpia desce ao chão e recolhe suas asas.
— Acho que não. Estava pensando que já que eles são a mesma pessoa de épocas diferentes, se um dano fosse causado ao da época mais antiga, os que vieram depois dele sofreriam consequências. Se este está morto, o que vieram depois dele, nem sequer existiram. E acho que esse que matei era o mais antigo deles.
— Acho que está certa, Ângela. — diz Máximo descendo do céu. — Também calculei que isso aconteceria, por isso lobotomizei aquele que enfrentava... mas pelo jeito, não era ele o mais antigo. Afinal, são todos muito iguais, como se fossem apenas dias mais velhos um do outro.
— Temos que ver como estão os outros. — avisa Sandy, os outros consentem em silêncio e voltam pra frente do prédio da Corporação.
Chegando lá, avistando Maritimus apoiando a fraca Flamy que deve ter chegando um pouco antes, todos veem que Temporal ainda luta contra um avatar de Cronnus. Ainda restou aquele, que deve ser o mais antigo dos avatares. Os dois somem e surgem de novo, em rápidos flashes, numa luta que deve ter se estendido por eras infinitas.
— Temos que ajudá-lo! — diz Maritimus.
— Então se preparem... — Harpia assume o papel de vice-líder e organiza o ataque. Porém:
— Alto. Senão ela morre. — diz Cronnus, visivelmente esgotado, que deixa a luta contra Temporal de lado e rende a indefesa Flamy, com uma arma em sua cabeça. Maritimus foi jogando longe antes que percebesse.
— Afaste-se dela, desgraçado! — intima Temporal, tão cansado quanto seu oposto, ou mais, sem conseguir reunir forças para uma última e pequena viagem.
— Ah... por que eu faria isso?! Me diga? Droga! Era pra ser tão fácil... um plano simples! Eu rendia todos vocês, os matava, destruía esse prédio... depois levava Simon numa tortura muito divertida por onde eu destruiria toda a realidade e a reconstruiria do meu jeito! Mas, ainda não sei como, você descobriu e me-- Ah, é claro! Como não pensei nisso antes? Eu já fiz tudo isso! Sim! E de algum modo você se libertou e voltou no tempo pra me impedir! Claro!! Eu mesmo fari--
— Calaboca! — se mostrando nem tão indefesa assim, Flamy lança uma labareda no rosto do vilão, se livrando da chave de braço.
Em seguida, Cronnus é atacado por Máximo e Harpia, depois Sandy lhe quebra uma costela. Maritimus vem para entrar na luta, mas resolve abrir alas para Temporal. O direito de terminar aquela luta é todo dele. Mas Simon vacila. Ele sabe como termina. Não quer ter a morte daquele homem mais uma vez nas mãos, ainda mais na frente dos seus amigos.
— Não... Não posso... — ele diz.
— Não precisa matá-lo. Deixe que eu faço o que fiz com o outro. — diz Máximo já concentrando seu raio direto, estando Cronnus bem seguro por Sandy. Porém, mostrando que não se dá por vencido facilmente, o algoz some num teleporte. Apreensivos com o que ele pode fazer agora, todos olham ao redor. É Temporal quem o vê primeiro, e seu coração quase para nesse instante.
Cronnus buscou seu avatar que ainda restou e fora esquecido pelo Esquadrão. O mesmo que Máximo lobotomizou. Jogado no chão, Cronnus o arrastou com a bota, ainda se esforçando muito, sabendo que não poderá usar mais seus poderes. Então decide usar sua inteligência num ato quase suicida. Temporal também não tem mais energias para impedir aquilo, e mesmo assim a visão lhe parece em câmera lenta. Ele sabe o que o outro pretende fazer e quais as consequências.
Se a mesma pessoa de épocas diferentes se tocam, uma das leis mais antigas da Criação é violada. Da mesma forma que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Um mesmo ser de épocas diferentes não pode se tocar. Uma reação em cadeia é gerada e a existência é corrompida. Da última vez, o Universo quase foi destruído e para salvá-lo surgiu o Multiverso.
Ao passo que Cronnus tira sua luva e leva sua mão ao rosto do seu igual, Temporal corre na sua direção, para o espanto do outros heróis que não conseguem reagir. Seu rosto queimado pelo ataque da Flamy reflete no avatar caído que recebe uma bela cicatriz. Temporal grita, apesar de ser indecifrável tal grito. Cronnus está a menos de um centímetro do outro Cronnus. Temporal pula sobre eles. Ainda no ar, ele vê o dedo encontrar o rosto.
E não vê mais nada.

Os membros do Esquadrão veem uma luz cegante. Não dura mais do que o flash de uma câmera, e quando seus olhos param de ver pontos vermelhos, eles observam Temporal de pé, sozinho, com roupas novas e limpas e de aparência bem disposta.
— O-o que houve?! Cadê o Cronnus?! — pergunta Flamy.
— Não o veremos mais. — responde Temporal. Logo, sua mente recorda o que aconteceu. Das palavras dos Guardiães do Tempo e de sua missão renovada. Mas julga que agora não é o melhor momento de partilhar sua experiência com seus amigos.
— O que aconteceu Simon? Está tudo normal agora? — pergunta Sandy.
— Cronnus foi detido, mas infelizmente não antes de violar a lei. Seu ato gerou consequências terríveis. Vocês que estavam de fora não perceberam e, aparentemente não foram afetados, mas o mundo mudou. O Universo mudou. — Temporal contempla os rostos de seus amigos, agradecendo por ter conseguido salvá-los. Depois se volta e olha a rua e os prédios ao redor. — Este é um novo Universo. Uma Nova Frequência foi criada. É nosso dever protegê-lo.
— Mas Simon... — diz Harpia.
— Depois eu explico melhor e com calma. Agora, — e ele olha a destruição causa ao redor. — temos muito trabalho a fazer.

Fim.
A Seguir: A Grimm’s Gang.



Esquadrão M: Extras:
O PRECURSOR

Por: Anderson Oliveira (escrito originalmente em 2005)

CAPÍTULO 4
Porque terríveis cataclismos abalaram o véu do tempo-espaço por consequência de Simon Smith.

Ao tocar em mim mesmo de outra época, algo terrível aconteceu com toda a existência... todo o universo. Era impossível que aquele abraço pudesse acontecer... e isso levaria a destruição de tudo. Tudo seria convertido em nada... por minha culpa. Então nessa hora eles intervieram...
Como eu era um leitor de quadrinhos podia dar vários nomes para eles... alguns diriam que são Vigias, outros que são Deuses... mas eles se apresentaram para mim com outro nome:
— Criatura autodenominada Simon Smith, nós somos os Guardiões do Tempo. Grandes calamidades iniciaram-se por sua causa... por isso viemos interferir...
Eram seis seres amorfos... iluminados. Eu estava em uma outra dimensão... algum lugar fora do tempo-espaço onde podia-se ver todas as épocas, passadas e futuras... um lugar que futuramente saberia que se chama Cidade do Tempo.
Eu estava com medo... o pequeno Simon tinha ficado em seu tempo... o aparelho no meu rosto tinha perdido o sinal, então o tirei... resolvi conversar com os Guardiões do Tempo:
— Eu... não entendo...
— Criatura autodenominada Simon Smith. Você tem um poder fabuloso. Tal poder só é concedido a alguém a cada trezentos anos terrestres... porém, tu foste o único a descobrir e se conscientizar de que poderia controlar seu poder... — influência dos gibis... creio. — Com isso extrapolou as leis do universo e o levou ao colapso.
— Criatura autodenominada Simon Smith... — disse outro. — Do mesmo modo que o mesmo espaço não pode ser ocupado por dois corpos ao mesmo tempo... o mesmo corpo não pode se chocar consigo mesmo de um tempo diferente... ao fazer isso você condenou todos.
— E... o que eu posso fazer? Como posso reverter isso?
— Criatura autodenominada Simon Smith... tu nada pode fazer. Todavia, nós iremos restaurar o cosmo.
— Porém isso acarretará um distúrbio, criatura autodenominada Simon Smith... — falou um terceiro. — Ao remendarmos o véu do tempo-espaço, um fator inesperado irá se criar... Algo que foge dos nossos cálculos. E esse fator parasita será responsável pela destruição do cosmo, assim como de nós mesmos. — dizia ele com o conhecimento que tinha do futuro.
— Irmãos Guardiões do Tempo... Isso é inverdade... segundo meus conhecimentos. — falou um quarto. — Na verdade, ao surgir tal fator parasita, todos os universos se chocarão dando origem a um novo... assimilando características de todos os universos num só, que vibrará numa nova frequência... nesse Universo haverá criaturas parecidas com Simon Smith. Dotadas de habilidades fantásticas e místicas... é uma consequência do caos.
— De veras irmão... isto foge dos nossos cálculos. — disse o quinto. — Como poderemos monitorar esse universo inconstante? E garantir que ele se estabilize e reine em harmonia com os outros? Como poderemos observar esse fator parasita sem interferir?
— Só há um modo... e isto vem a resolver outra questão em pauta: o destino da criatura autodenominada Simon Smith. Proponho o mandarmos como ser vivente desse universo... com seus poderes atuando nele, o parasita se estabilizará e será como outro universo qualquer. — Os seis se olharam e aparentemente concordaram com a ideia... depois só ouvi em uma única voz:
— Criatura autodenominada Simon Smith... vá e semeie nossa vontade... Sua presença trará paz ao conjunto da criação. Este universo onde vives é fruto da sua culpa... ele será, em parte, projetado dos seus pensamentos... agora viva sua vida criatura autodenominada Simon Smith.
Tudo sumiu... tudo se acalmou... Acordei na minha cama com uma dor de cabeça... estava tudo aquilo na minha memória... principalmente a morte da minha mãe. Sai lá fora e não notei nada de diferente... estava tudo normal... ou não.
Não vi nada de anormal neste novo dia. Poderia existir o tal “fator parasita” numa manhã completamente comum? Não sei dizer... Falaram os Guardiões do Tempo de pessoas com poderes... de um mundo projetado dos meus pensamentos... Depois de refletir percebi que isso era tudo besteira. Mas notei algo que até então nunca tinha reparado: havia um cara, em algum lugar do México, forte e loiro que voava numa roupa branca... isso, de algum modo, não estava aqui antes...
Semanas depois veio um homem a minha porta. Estava vestido de preto e acompanhado de seguranças... Ele me disse:
— Simon Smith... eu sou Anderson Oliveira, líder da Corporação... tenho uma proposta de trabalho para você... Você tem um minuto? — era algo inimaginável e não lhe dei crédito. Ele me deixou um cartão e se foi.
Depois de alguns dias vi pela televisão o cenário de Jerusalém devastada por uma grande batalha cercada de mistérios e pessoas incomuns. Aquilo despertou minha curiosidade e liguei para o tal Anderson.
Assim me mudei para o Brasil... com meus poderes aprendi a língua nativa em minutos (para eles, para mim foram anos!) e passei a trabalhar para a Corporação como professor e pesquisador, uma fachada para algo que mais se parecia com... como posso descrever... um super-herói...? Mais ou menos... (no meu coração, mesmo que não seja de verdade, sempre serei como um super-herói!) E mais, conheci outros que tinham poderes como eu... mutantes? Bem, eles não usam esse nome por causa de direitos autorais... Mas enfim... agora também tenho um codinome:
Sou Temporal, o senhor do tempo.

FIM



DOS ARQUIVOS DE AURORA, COMPUTADOR CENTRAL DA CORPORAÇÃO

FICHA TÉCNICA

HARPIA


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1. Dados físicos:

Nome Verdadeiro: Ângela Cristina Maria von Swhëden de Oliveira, abreviado: Ângela de Oliveira
Cidade Natal: Curitiba, PR, Brasil
Etnia: Caucasiana (branca)
Cabelos: Loiros
Olhos: Azuis
Altura: 1,71 m
Peso: 58,36 Kg (sem considerar liga metálica)
Outras características: Nenhuma evidente
Personalidade: Harpia é uma das mulheres mais inteligentes dentro da Corporação. Traz em cada palavra um ar acadêmico, mas sem deixar de lado sua simpatia e simplicidade. Além de sua beleza deslumbrante e fibra de guerreira.
Escolaridade: Licenciatura e bacharelado em História pela UFPR, cursando pós-graduação em Antropologia e Arqueologia.
Parentes conhecidos: Arnaldo e Suzane de Oliveira (pais)
Profissão: Professora e pesquisadora
Base de Operações: Sede da Corporação, São Paulo, Brasil
Afiliação: Esquadrão M

2. Dados vitais:

Poderes/Habilidades: Harpia nasceu com uma liga metálica orgânica em seu organismo. O que antes pensava-se ser uma doença degenerativa, como a rara Fibrodisplasia Ossificante Progressiva, se revelou uma espécie de mutação, quando na adolescência percebeu que podia manipular o metal e dele formar formas que se projetassem de sua pele. Assim, Harpia pode criar desde formas simples como lâminas e estacas, até formas mais complexas como as asas que usa para voar. Formada por finas lâminas sobrepostas, ela cria asas que chegam a quatro metros de envergadura, além de pequenas asas de cerca de dois metros de envergadura que usa como cauda para direcionar o voo. Estima-se que tenha em seu organismo cerca de 5,14 litros de metal líquido. Se acaso perde parte desse material, ele é reposto naturalmente conforme ela se alimenta. Outra habilidade apresentada, porém menos desenvolvida e conhecida, é uma percepção extra-sensorial, que lhe concede a capacidade de “ouvir as vozes da natureza”, como ela diz.
Armas: Cetro em forma de M, feito de prata, com 2,15 m de comprimento.
Outros acessórios: Nenhum.
Descrição da roupa: Harpia veste uma roupa-armadura formada por placas de metal que deixam as costas nuas para as asas saírem. Tem uma saia vermelha com bordas esfarrapadas, braceletes de metal e botas vermelhas com caneleiras de metal.
Ponto fraco: Seus dons extra-sensoriais as vezes lhe causam dor e extrema fadiga, se sente algo inesperado. Estando – ainda sem comprovação – suscetível a ataques psíquicos.

3. Níveis de força:

Força: 1
Inteligência: 3
Velocidade: 1 (5 em voo)
Tecnologia: 1
Projeção de energia: 0
Agilidade: 1 (3 em voo)

______________
* 1 é o nível de um ser humano comum.

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