Acompanhe a conclusão da origem do Capitão América 2099!
John Arveen finalmente vai encontrar o dono da misteriosa voz da edição anterior em meio a uma perigosa missão.
São os primórdios da equipe de resistência do Bloco Skrull!!!
O passado distante.
Em 2012 a humanidade quase foi extinta, devido a um grande cataclisma mundial que foi impedido somente quando todos os superseres do planeta, heróis e vilões, uniram forças diante de uma ameaça que não podiam enfrentar sozinhos.
O que poderia ter sido o início de uma nova era de paz logo se tornou o pior pesadelo da humanidade.
Skrulls, Shiar’s, Krees, Espectros, Ninhada, Falange e Badoons.
Uma coalizão dessas raças invadiu o planeta e em pouco mais de um ano a humanidade foi derrotada.
Na sequencia uma grande colonização teve início, com cada raça recebendo uma área do planeta para controlar conforme sua vontade.
Tem sido assim a quase cem anos.
O presente.
No ano 2099 vários focos de resistência têm surgido ao redor do planeta, ao mesmo tempo em que os atuais senhores do mundo enfrentam uma situação inusitada, tendo perdido contato com seus impérios estelares, deixando-os vulneráveis a um ataque dos rebeldes.
Finalmente a ofensiva de retomada da Terra começou.

Em 2012 a humanidade quase foi extinta, devido a um grande cataclisma mundial que foi impedido somente quando todos os superseres do planeta, heróis e vilões, uniram forças diante de uma ameaça que não podiam enfrentar sozinhos.
O que poderia ter sido o início de uma nova era de paz logo se tornou o pior pesadelo da humanidade.
Skrulls, Shiar’s, Krees, Espectros, Ninhada, Falange e Badoons.
Uma coalizão dessas raças invadiu o planeta e em pouco mais de um ano a humanidade foi derrotada.
Na sequencia uma grande colonização teve início, com cada raça recebendo uma área do planeta para controlar conforme sua vontade.
Tem sido assim a quase cem anos.
O presente.
No ano 2099 vários focos de resistência têm surgido ao redor do planeta, ao mesmo tempo em que os atuais senhores do mundo enfrentam uma situação inusitada, tendo perdido contato com seus impérios estelares, deixando-os vulneráveis a um ataque dos rebeldes.
Finalmente a ofensiva de retomada da Terra começou.
Erga seus punhos.
Por João Norberto da Silva.
Por João Norberto da Silva.
O passado recente. Alguns meses antes do atentado à torre sede dos líderes Skrulls.
- Agora você está realmente pronto para me encontrar... Capitão América.
- Como é que é?
- É exatamente o que você ouviu John Arveen... Para fazer a real diferença nesse mundo, algo pelo qual você já está batalhando, é necessário que se torne algo maior... Um símbolo para os humanos seguirem... Um pesadelo para os aliens temerem...
- M-mas... Capitão América? - Jonh olhava mais uma vez para seu reflexo e imediatamente as histórias que seu avô contava, a respeito dos heróis do passado voltavam nitidamente. - Justo eu? Olha aqui, eu não sei como você descobriu que eu ando ajudando alguns sem-créditos, mas daí a salvar a raça humana? Ora eu...
- Você tem todos os atributos necessários, além de passe livre para certos lugares, devido à sua patente e importância no Olho Público... O que ofereço é a chance real de finalmente derrubar os malditos aliens...
- Sei... Porque eu tenho certeza de que vai ter um “porém” nessa história?
- Ora... Por favor... Sempre vai haver um “porém”... - A voz modulada ficava cada vez mais humana, ainda mais quando usava de sarcasmo. - Precisamos nos encontrar, mas para isso você terá de confiar em mim...
- E como eu poderia confiar numa voz estranha, vinda desse terminal tão velho? - John já começava a levar as mãos até sua jaqueta, pretendendo tirar imediatamente aquele uniforme, já tentando entender o motivo que o levou a vesti-lo em primeiro lugar. - Juro que se for uma brincadeira da técnica de efeitos...
- Abra seus olhos!!! - O agente se sobressaltou, devido à repentina explosão da voz que ecoava por todo o galpão. - Quase cem anos sob as botas dos malditos Skrulls, e você ainda precisa ser convencido a ir contra eles?!!!
- Escute aqui, eu...
- Não! Escute você... Não é possível que eu tenha me enganado! Sei tudo sobre você John Arveen... Desde o fato do seu Bisavô ter criado o conceito do Olho Público para mascarar a ajuda que sua família vem prestando secretamente aos rebeldes, até que você, indo além desse tipo de ajuda, transformou seu programa num meio de evitar que os skrulls executassem os humanos! Sei tudo isso e agora ofereço a chance de encerrar de vez com a dominação. Liberdade Arveen... Um conceito que a sua geração não conheceu. Uma liberdade que virá, a princípio, dessa máscara que está cobrindo seu rosto.
Silêncio. Naquele momento era possível apenas ouvir ao longe o zumbido que vinha dos trilhos dos carros maglev, cujas lanternas iluminavam o interior do galpão de vez em quando.
- Então... - O tom de voz de John ainda não transparecia confiança. - Para ter essa solução “mágica” eu só tenho que te encontrar?
- Sim... Ao lado do console está um comunicador auricular... Coloque-o e eu irei guiar seus passos... - Assim que o outro, relutantemente, obedece, a misteriosa voz continua, agora soando nitidamente no ouvido direito de John. - Perfeito... Agora vá até aqueles enormes caixotes... Não posso esperar que você venha até onde eu estou com essa moto lenta que você tem...
- Lenta? Ora eu... - John ficou sem palavras quando viu um dos caixotes se abrirem e dentro aparecia a mais linda moto que ele já vira na vida. - Eu...
- Stark-Fujikawa Patriota. A mais veloz de todas as motos já feitas. Controle remoto de navegação impede que você se arrebente contra algum outro veículo ou pedestre, caso esteja na velocidade máxima, passando a controle manual em caso de velocidades menores. O sonho de dez em cada dez consumidores... Totalmente customizada em azul, vermelho e branco, é claro.
- Pau... É linda...
- O que está esperando? Suba logo e venha até onde eu estou...
Com uma reverência quase religiosa, John Arveen se aproximou da moto, tocando de leve nas curvas, apreciando cada detalhe do design e, quando ele se sentou, segurando firmemente nas manoplas, a moto partiu numa velocidade impressionante.
- Não se preocupe... - A voz voltava a ressoar no ouvido de John. - Um sistema controlador de inércia impede que você caia... Apenas curta o passeio...
Tentando controlar suas emoções e ordenar os pensamentos, John Arveen não percebeu quando, de repente a moto parou em um beco.
- Heim? Já chegamos? Você não estava tão longe e... - Ele se cala de repente, não acreditando no que seus olhos estão vendo. - Não pode ser... Foram apenas alguns minutos e estamos praticamente do outro lado da cidade!
- Eu disse que ela é a mais veloz já feita... Por que a surpresa?
- Eu... - Refeito da surpresa John finalmente parece entender qual é o local onde seu misterioso interlocutor está. - Ah, pau... Você tá de brincadeira...
- Queria que fosse Capitão, mas é a mais pura verdade...
Diante do surpreso agente do Olho Público se destacava na paisagem futurista uma enorme mansão, com visual de quase um século atrás, cujos portões ainda traziam um chamuscado detalhe que quase não se reconhecia como uma letra “A”.
- É a mansão... Não... Não pode ser...
- Exatamente... A mansão dos Vingadores, hoje em dia esquecida da maioria da população e transformada num museu, na verdade uma “sala de troféus” dos Skrulls... É aqui que você vai me encontrar...
- Pau... Pode ser esquecida, mas tem uma forte segurança, além das câmeras do Olho Público... Nem eu mesmo posso desligá-las e...
- Não será preciso... Já se esqueceu que você, agora, não é John Arveen... Gire no sentido antihorário a fivela em seu uniforme...
- Pau! – Assim que John fez o que a voz mandou, o uniforme criou uma máscara que cobriu quase totalmente o rosto dele, deixando à mostra apenas sua boca e uma porção de pele ao redor dela, duas lentes brancas, que ele constatou ao olhar para sua imagem refletida na moto, terminariam de proteger sua identidade. - Demais!!!
O uniforme fez um pequeno zumbido e, para ficar totalmente completo, um visou holográfico vermelho surgiu diante dos seus olhos, mostrando detalhes variados de tudo o que estava ao seu redor.
- O que está esperando?
Sem que a voz precisasse falar novamente John, agora sentindo uma imensa liberdade que a máscara lhe passava, sentindo-se verdadeiramente o Capitão América pela primeira vez na noite, se lançou numa corrida até os portões da mansão.
As câmeras do Olho Público começaram a mostrar em quase todos os lares do país as imagens do invasor que, sem esforço nenhum, saltou por cima da entrada e se dirigiu rapidamente até a pesada porta de carvalho da mansão.
- E agora? – com ela obviamente fechada, ainda desconfiado, John procurava saber se a estranha voz continuaria a ajudá-lo, ou se, como ele começava a pensar, tinha entrado numa armadilha de algum concorrente. - Ei... O que eu faço agora?
- Ora... Faça sua “mágica” para abrir a porta...
John não acreditava que teria de usar seus poderes, mas agora era tarde demais para ele voltar atrás e, sem outra escolha, encostou a mão do trinco das pesadas portas e, fechando os olhos, se concentrou por alguns momentos.
A bioernergia fluiu do corpo dele, penetrou pelas frestas da, aparentemente pesada, porta de carvalho e assim que John sentiu que estava pronto, ele expandiu sua energia ao máximo, destruindo boa parte da entrada e disparando um alarme silencioso.
Mal colocou os pés no interior e várias metralhadoras de energia atordoante foram acionadas, forçando o invasor a se esquivar, o que ele fez com grande esforço, mesmo amparado pelo traje que estava usando, pelo menos até as metralhadoras pararem de repente.
- Muito bem... – A voz voltava a falar com ele. – Desculpe a demora em entrar nos sistemas da mansão...
- Você podia ter tomado o controle antes? Prá que precisa de mim afinal?
- Você vai ver... Siga as holosetas que estão surgindo no teto, mas antes voc~e vai ter que se virar com o elemento alien...
Como que em resposta às palavras da estranha voz, dois seguranças Skrulls surgiram pela esquina de um corredor próximo, já correndo na direção do invasor, com bastões laser em mãos.
O visor de seu uniforme mostrava os melhores pontos a serem atingidos nos inimigos e, desse modo, o primeiro Skrull a chegar até o Capitão América teve seu pulso quebrado, sendo jogado violentamente contra uma parede em seguida, caindo no chão já desacordado.
O segundo, percebendo que o inimigo não era um humano comum, tratou de colocar seu bastão em um módulo que seria mortal, mas apenas se atingisse o alvo, o que não aconteceu.
O Skrull estendeu a mão na direção do invasor, pretendendo atingir o mesmo na altura do estômago, mas teve sua mão desviada com um giro de corpo do outro e foi atingido por algo na base da nuca, perdendo os sentidos também.
- O que é isso?
- Imaginei que se fosse ser mesmo o Capitão América... Iria precisar de um escudo.
Dizendo isso ele ergue sua mão e um escudo muito parecido com o do herói original, mas feito a partir de sua bioenergia.
- Vai vir logo até aqui ou pretende fazer pose pros demais agentes do Olho Público que devem estar chegando?
A fase despertou o capitão América que, sem demora se colocou a seguir as holosetas, correndo por vários corredores até chegar a uma enorme porta de metal reforçado.
- Nem precisa falar... Tenho que fazer a minha “mágica” de novo né? – Silêncio pelo comunicador. – Humpf... Pau...
Se esforçando mais uma vez, o que o forçou a desfazer o escudo, o Capitão América colocou as duas mão na porta e deixou a bioenergia se espalhar pela mesma.
Uma grande explosão aconteceu e assim que a fumaça baixou, a porta estava caída e o invasor entrava num enorme salão, repleto de tubos de material transparente.
Em seus interiores as lembranças de toda uma era.
Trajes, armas, veículos, tudo o que, um dia pertencera aos heróis e vilões mais poderosos da terra agora jazia naquele local, escondido de toda a população humana, uma vez que se aquele material todo caísse em mãos “erradas” os conquistadores estariam com grandes problemas.
- Pare de babar e venha me ajudar... – A voz agora não vinha pelo comunicador, mas de um local mais à direita de onde o Capitão estava e este a seguiu, praticamente congelando quando finalmente o dono da voz se revelou. – Olá... É um grande prazer.
Dentro de um dos tubos estava flutuando uma cabeça que, a julgar pelos fios que saíam do que restara de seu pescoço, deveria ter pertencido a um robô.
- Pode me chamar de Bucky ou, como eu era mais conhecido... Visão. – Alguns instantes se passaram, enquanto John permanecia em perplexo silêncio. – Bem... Eu adoraria me “sentar” e contar a história da minha vida, mas no momento seria bom que você me libertasse e me levasse daqui o mais rápido possível... E pouco tempo teremos companhia... Muita companhia...
Com que acordando de um sonho, o Capitão América voltou a criar um escudo em seu braço direito e com o mesmo destruiu o tubo, encharcando o chão com o líquido que havia lá dentro e pegando a cabeça do Visão com sua mão livre, se pondo a correr em seguida.
Assim que começou a se afastar da mansão, já arrependido por não ter pego nenhuma das armas que haviam ali e prometendo para si mesmo que voltaria um dia, o Capitão América, levando consigo o estranho que havia lhe pedido ajuda.
Assim que voltaram ao galpão, novamente em instantes,o herói, ainda surpreso com a velocidade da moto e com todos os acontecimentos daquela noite, colocou a cabeça ao lado do console de computador, de onde havia ouvido a voz do Visão pela primeira vez.
- Muito obrigado Capitão... Eu...
- Você agora vai explicar o que foi tudo isso e quais são seus planos seu sugapus... Eu coloquei o meu rabo em perigo por você e...
- Calma meu amigo... Sente-se... Eu vou contar tudo...
Ele realmente me contou... Quando ele terminou, eu não pude negar a fazer parte dessa loucura toda... Percebi que tínhamos a chance de revidar... De tomar nosso planeta de volta... Eu não podia dar as costas a tudo o que ele estava propondo... Consegui até ferrar o Dorreck na sua própria torre e...
Ainda sentindo a água quente escorrer pelo seu corpo, John Arveen despertava de seu devaneio, ao ouvir que a porta do banheiro deslizava, ele sabia que devia ser Isabelle e já antevia o prazer que teria, imaginando erroneamente os motivos que haviam trazido a garota até ali.
- Então... Mais uma aqui no chuveiro... – Ele se voltou abrindo os braços e mostrando seu corpo nu para a namorada, mas algo no olhar da mesma o fez parar e ficar sério. – O que foi Belle?
- O Visão acabou de nos chamar para uma reunião de emergência... Temos outra missão...
- Pau! O que aconteceu agora?
- Dorreck... Ele sobreviveu.
Fim.
- Agora você está realmente pronto para me encontrar... Capitão América.
- Como é que é?
- É exatamente o que você ouviu John Arveen... Para fazer a real diferença nesse mundo, algo pelo qual você já está batalhando, é necessário que se torne algo maior... Um símbolo para os humanos seguirem... Um pesadelo para os aliens temerem...
- M-mas... Capitão América? - Jonh olhava mais uma vez para seu reflexo e imediatamente as histórias que seu avô contava, a respeito dos heróis do passado voltavam nitidamente. - Justo eu? Olha aqui, eu não sei como você descobriu que eu ando ajudando alguns sem-créditos, mas daí a salvar a raça humana? Ora eu...
- Você tem todos os atributos necessários, além de passe livre para certos lugares, devido à sua patente e importância no Olho Público... O que ofereço é a chance real de finalmente derrubar os malditos aliens...
- Sei... Porque eu tenho certeza de que vai ter um “porém” nessa história?
- Ora... Por favor... Sempre vai haver um “porém”... - A voz modulada ficava cada vez mais humana, ainda mais quando usava de sarcasmo. - Precisamos nos encontrar, mas para isso você terá de confiar em mim...
- E como eu poderia confiar numa voz estranha, vinda desse terminal tão velho? - John já começava a levar as mãos até sua jaqueta, pretendendo tirar imediatamente aquele uniforme, já tentando entender o motivo que o levou a vesti-lo em primeiro lugar. - Juro que se for uma brincadeira da técnica de efeitos...
- Abra seus olhos!!! - O agente se sobressaltou, devido à repentina explosão da voz que ecoava por todo o galpão. - Quase cem anos sob as botas dos malditos Skrulls, e você ainda precisa ser convencido a ir contra eles?!!!
- Escute aqui, eu...
- Não! Escute você... Não é possível que eu tenha me enganado! Sei tudo sobre você John Arveen... Desde o fato do seu Bisavô ter criado o conceito do Olho Público para mascarar a ajuda que sua família vem prestando secretamente aos rebeldes, até que você, indo além desse tipo de ajuda, transformou seu programa num meio de evitar que os skrulls executassem os humanos! Sei tudo isso e agora ofereço a chance de encerrar de vez com a dominação. Liberdade Arveen... Um conceito que a sua geração não conheceu. Uma liberdade que virá, a princípio, dessa máscara que está cobrindo seu rosto.
Silêncio. Naquele momento era possível apenas ouvir ao longe o zumbido que vinha dos trilhos dos carros maglev, cujas lanternas iluminavam o interior do galpão de vez em quando.
- Então... - O tom de voz de John ainda não transparecia confiança. - Para ter essa solução “mágica” eu só tenho que te encontrar?
- Sim... Ao lado do console está um comunicador auricular... Coloque-o e eu irei guiar seus passos... - Assim que o outro, relutantemente, obedece, a misteriosa voz continua, agora soando nitidamente no ouvido direito de John. - Perfeito... Agora vá até aqueles enormes caixotes... Não posso esperar que você venha até onde eu estou com essa moto lenta que você tem...
- Lenta? Ora eu... - John ficou sem palavras quando viu um dos caixotes se abrirem e dentro aparecia a mais linda moto que ele já vira na vida. - Eu...
- Stark-Fujikawa Patriota. A mais veloz de todas as motos já feitas. Controle remoto de navegação impede que você se arrebente contra algum outro veículo ou pedestre, caso esteja na velocidade máxima, passando a controle manual em caso de velocidades menores. O sonho de dez em cada dez consumidores... Totalmente customizada em azul, vermelho e branco, é claro.
- Pau... É linda...
- O que está esperando? Suba logo e venha até onde eu estou...
Com uma reverência quase religiosa, John Arveen se aproximou da moto, tocando de leve nas curvas, apreciando cada detalhe do design e, quando ele se sentou, segurando firmemente nas manoplas, a moto partiu numa velocidade impressionante.
- Não se preocupe... - A voz voltava a ressoar no ouvido de John. - Um sistema controlador de inércia impede que você caia... Apenas curta o passeio...
Tentando controlar suas emoções e ordenar os pensamentos, John Arveen não percebeu quando, de repente a moto parou em um beco.
- Heim? Já chegamos? Você não estava tão longe e... - Ele se cala de repente, não acreditando no que seus olhos estão vendo. - Não pode ser... Foram apenas alguns minutos e estamos praticamente do outro lado da cidade!
- Eu disse que ela é a mais veloz já feita... Por que a surpresa?
- Eu... - Refeito da surpresa John finalmente parece entender qual é o local onde seu misterioso interlocutor está. - Ah, pau... Você tá de brincadeira...
- Queria que fosse Capitão, mas é a mais pura verdade...
Diante do surpreso agente do Olho Público se destacava na paisagem futurista uma enorme mansão, com visual de quase um século atrás, cujos portões ainda traziam um chamuscado detalhe que quase não se reconhecia como uma letra “A”.
- É a mansão... Não... Não pode ser...
- Exatamente... A mansão dos Vingadores, hoje em dia esquecida da maioria da população e transformada num museu, na verdade uma “sala de troféus” dos Skrulls... É aqui que você vai me encontrar...
- Pau... Pode ser esquecida, mas tem uma forte segurança, além das câmeras do Olho Público... Nem eu mesmo posso desligá-las e...
- Não será preciso... Já se esqueceu que você, agora, não é John Arveen... Gire no sentido antihorário a fivela em seu uniforme...
- Pau! – Assim que John fez o que a voz mandou, o uniforme criou uma máscara que cobriu quase totalmente o rosto dele, deixando à mostra apenas sua boca e uma porção de pele ao redor dela, duas lentes brancas, que ele constatou ao olhar para sua imagem refletida na moto, terminariam de proteger sua identidade. - Demais!!!
O uniforme fez um pequeno zumbido e, para ficar totalmente completo, um visou holográfico vermelho surgiu diante dos seus olhos, mostrando detalhes variados de tudo o que estava ao seu redor.
- O que está esperando?
Sem que a voz precisasse falar novamente John, agora sentindo uma imensa liberdade que a máscara lhe passava, sentindo-se verdadeiramente o Capitão América pela primeira vez na noite, se lançou numa corrida até os portões da mansão.
As câmeras do Olho Público começaram a mostrar em quase todos os lares do país as imagens do invasor que, sem esforço nenhum, saltou por cima da entrada e se dirigiu rapidamente até a pesada porta de carvalho da mansão.
- E agora? – com ela obviamente fechada, ainda desconfiado, John procurava saber se a estranha voz continuaria a ajudá-lo, ou se, como ele começava a pensar, tinha entrado numa armadilha de algum concorrente. - Ei... O que eu faço agora?
- Ora... Faça sua “mágica” para abrir a porta...
John não acreditava que teria de usar seus poderes, mas agora era tarde demais para ele voltar atrás e, sem outra escolha, encostou a mão do trinco das pesadas portas e, fechando os olhos, se concentrou por alguns momentos.
A bioernergia fluiu do corpo dele, penetrou pelas frestas da, aparentemente pesada, porta de carvalho e assim que John sentiu que estava pronto, ele expandiu sua energia ao máximo, destruindo boa parte da entrada e disparando um alarme silencioso.
Mal colocou os pés no interior e várias metralhadoras de energia atordoante foram acionadas, forçando o invasor a se esquivar, o que ele fez com grande esforço, mesmo amparado pelo traje que estava usando, pelo menos até as metralhadoras pararem de repente.
- Muito bem... – A voz voltava a falar com ele. – Desculpe a demora em entrar nos sistemas da mansão...
- Você podia ter tomado o controle antes? Prá que precisa de mim afinal?
- Você vai ver... Siga as holosetas que estão surgindo no teto, mas antes voc~e vai ter que se virar com o elemento alien...
Como que em resposta às palavras da estranha voz, dois seguranças Skrulls surgiram pela esquina de um corredor próximo, já correndo na direção do invasor, com bastões laser em mãos.
O visor de seu uniforme mostrava os melhores pontos a serem atingidos nos inimigos e, desse modo, o primeiro Skrull a chegar até o Capitão América teve seu pulso quebrado, sendo jogado violentamente contra uma parede em seguida, caindo no chão já desacordado.
O segundo, percebendo que o inimigo não era um humano comum, tratou de colocar seu bastão em um módulo que seria mortal, mas apenas se atingisse o alvo, o que não aconteceu.
O Skrull estendeu a mão na direção do invasor, pretendendo atingir o mesmo na altura do estômago, mas teve sua mão desviada com um giro de corpo do outro e foi atingido por algo na base da nuca, perdendo os sentidos também.
- O que é isso?
- Imaginei que se fosse ser mesmo o Capitão América... Iria precisar de um escudo.
Dizendo isso ele ergue sua mão e um escudo muito parecido com o do herói original, mas feito a partir de sua bioenergia.
- Vai vir logo até aqui ou pretende fazer pose pros demais agentes do Olho Público que devem estar chegando?
A fase despertou o capitão América que, sem demora se colocou a seguir as holosetas, correndo por vários corredores até chegar a uma enorme porta de metal reforçado.
- Nem precisa falar... Tenho que fazer a minha “mágica” de novo né? – Silêncio pelo comunicador. – Humpf... Pau...
Se esforçando mais uma vez, o que o forçou a desfazer o escudo, o Capitão América colocou as duas mão na porta e deixou a bioenergia se espalhar pela mesma.
Uma grande explosão aconteceu e assim que a fumaça baixou, a porta estava caída e o invasor entrava num enorme salão, repleto de tubos de material transparente.
Em seus interiores as lembranças de toda uma era.
Trajes, armas, veículos, tudo o que, um dia pertencera aos heróis e vilões mais poderosos da terra agora jazia naquele local, escondido de toda a população humana, uma vez que se aquele material todo caísse em mãos “erradas” os conquistadores estariam com grandes problemas.
- Pare de babar e venha me ajudar... – A voz agora não vinha pelo comunicador, mas de um local mais à direita de onde o Capitão estava e este a seguiu, praticamente congelando quando finalmente o dono da voz se revelou. – Olá... É um grande prazer.
Dentro de um dos tubos estava flutuando uma cabeça que, a julgar pelos fios que saíam do que restara de seu pescoço, deveria ter pertencido a um robô.
- Pode me chamar de Bucky ou, como eu era mais conhecido... Visão. – Alguns instantes se passaram, enquanto John permanecia em perplexo silêncio. – Bem... Eu adoraria me “sentar” e contar a história da minha vida, mas no momento seria bom que você me libertasse e me levasse daqui o mais rápido possível... E pouco tempo teremos companhia... Muita companhia...
Com que acordando de um sonho, o Capitão América voltou a criar um escudo em seu braço direito e com o mesmo destruiu o tubo, encharcando o chão com o líquido que havia lá dentro e pegando a cabeça do Visão com sua mão livre, se pondo a correr em seguida.
Assim que começou a se afastar da mansão, já arrependido por não ter pego nenhuma das armas que haviam ali e prometendo para si mesmo que voltaria um dia, o Capitão América, levando consigo o estranho que havia lhe pedido ajuda.
Assim que voltaram ao galpão, novamente em instantes,o herói, ainda surpreso com a velocidade da moto e com todos os acontecimentos daquela noite, colocou a cabeça ao lado do console de computador, de onde havia ouvido a voz do Visão pela primeira vez.
- Muito obrigado Capitão... Eu...
- Você agora vai explicar o que foi tudo isso e quais são seus planos seu sugapus... Eu coloquei o meu rabo em perigo por você e...
- Calma meu amigo... Sente-se... Eu vou contar tudo...
Ele realmente me contou... Quando ele terminou, eu não pude negar a fazer parte dessa loucura toda... Percebi que tínhamos a chance de revidar... De tomar nosso planeta de volta... Eu não podia dar as costas a tudo o que ele estava propondo... Consegui até ferrar o Dorreck na sua própria torre e...
Ainda sentindo a água quente escorrer pelo seu corpo, John Arveen despertava de seu devaneio, ao ouvir que a porta do banheiro deslizava, ele sabia que devia ser Isabelle e já antevia o prazer que teria, imaginando erroneamente os motivos que haviam trazido a garota até ali.
- Então... Mais uma aqui no chuveiro... – Ele se voltou abrindo os braços e mostrando seu corpo nu para a namorada, mas algo no olhar da mesma o fez parar e ficar sério. – O que foi Belle?
- O Visão acabou de nos chamar para uma reunião de emergência... Temos outra missão...
- Pau! O que aconteceu agora?
- Dorreck... Ele sobreviveu.
Fim.
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