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Esquadrão M #3



Dando continuidade a sua tortura psicológica, o insano Cronnus leva Temporal para vislumbrar como seria o futuro do Esquadrão M e você terá uma prévia do que poderá acontecer na série. Veja também: A terceira parte de O Precursor, a origem de Temporal.


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Universo Nova Frequência
Anderson “Aracnos” Oliveira
Versão definitiva.

Episódio 3. O Futuro.


— Já os encontramos no passado. Agora, veremos como seria o futuro de vocês. — Cronnus prossegue sua tortura contra Temporal. Após mostrar para ele o passado de seus amigos que foram por ele assassinados, ele agora o leva de volta até a Cidade do Tempo em ruínas, de onde pretende visualizar o futuro. — Você sabe que o futuro não é uma constante. Ele é feito de probabilidades, depende do presente, das escolhas de cada indivíduo. De sua Sorte. Todavia, certas coisas fazem parte do Destino. Decretadas por Deus, não podem ser alteradas. Sorte e Destino. Como há muitas variáveis nesse jogo, de tudo que veremos agora, algumas coisas poderiam nem acontecer.
E após essa explicação, Cronnus ativa o computador central da Cidade do Tempo e faz as areias da grande ampulheta correrem em seu curso normal, depois se acelerando a cada passo. Logo, na tela de holografia, Temporal pode ver cenas dele e seus amigos, unidos no Esquadrão M, agindo juntos, em aventuras que não mais se realizariam por culpa do maldito Cronnus. Mas enquanto via as cenas, Temporal aproveitava para usar suas ultimas forças e absorver a energia cronal do computador central, como Cronnus fizera para ampliar seus poderes. Para que o vilão não perceba, resolve fazer isso aos poucos.
— Veja Simon! Seu Esquadrão M, todos os seis reunidos... a noite... o Rio de Janeiro...
Temporal olha e vê cenas de uma luta entre o Esquadrão e estranhos adversários, que parecem ser zumbis de pele azulada, vestindo roupas de ninjas. Os heróis estão com roupas de gala, saídos de uma festa frustrada por esses zumbis. Para derrotá-los, eles resolvem cortar suas cabeças. Harpia usa lâminas de metal de seus braços, Flamy queima a cabaça de um deles até não restar nada, Máximo faz o mesmo com um raio e assim por diante até que Temporal é subitamente tirado do local por um forte vento.
Cronnus, fazendo um estranho silêncio, manipula a engenhoca e faz as imagens avançarem para outra ocasião, onde o Esquadrão luta contra outros super seres numa mansão. O objetivo é libertar Simon feito prisioneiro por um cientista louco e com super poderes. O resgate é conseguido com a ajuda de um estranho personagem, de cabelos grisalhos, que ajuda a equipe com seus poderes telepáticos. Cronnus chega a gargalhar ao ver o estado deplorável em que Temporal se encontra quando é resgatado.
— Você deveria ter apanhado bastante aqui!
— Isso... isso nunca aconteceu...!
— Claro que não, idiota. Estamos vendo o futuro. Quer dizer, o futuro que seria se eu não tivesse matado todos vocês!
— Pra que ver isso?!
— Ora, você não quer? Não que ver como seria se seus amiguinhos não tivessem esticado as canelas?
— Está me torturando... da pior forma!
— Ah... que bom que aprecia essa atenção! — Cronnus dá um tapa na nuca de Temporal, estando esse sentado no chão, muito fraco, mas ainda absorvendo as forças cronais que emanam da máquina. — Vamos continuar ver sua trupe de intrépidos aventureiros em ação!
E manipulando o computador, Cronnus faz surgir novas imagens, onde localiza o Esquadrão no meio no mar. Águas claras que só podem ser do Caribe. Num belo navio, eles lutam contra uma força que parcialmente os afunda. A bordo do barco, estranhos guerreiros os atacam com armas brancas. Maritimus é o alvo principal. Os agressores são a Tropa de Oceânia, querendo levar o desertor de volta para as profundezas do mar. Eles comandam uma enorme baleia azul que ataca o barco e o faz virar. Aqueles que podem voar se livram e carregam os outros que não podem. Mas Maritimus é tragado nas águas.
A luta continua no reino submerso, onde o Esquadrão vai ao resgate de seu amigo. Um submarino da Corporação é usado para chegar na cúpula de vidro que cobre a cidade. Uma batalha feroz é travada, num mundo completamente estranho. Cronnus assiste aquilo como se visse um filme de ação, sempre torcendo para os heróis se darem mal. Temporal não aguenta sentir a angústia de saber que seus amigos estão mortos, além de centenas de pessoas inocentes, por culpa desse louco que tem a sua face.
Nisso ele divaga, querendo saber se Cronnus seria uma versão sua de um mundo paralelo, ou qualquer coisa assim. Como que corroborando essa idéia, as próximas cenas que se passam na ampulheta é uma reunião de vários Simons, uma centena no mínimo, cada qual um pouco diferente do outro. Alguns mais jovens, outros mais velhos, alguns com cabelos entre rastafari e black power, outros gordos ou muito magros e até uma versão feminina, chamada Simone.
Tal reunião de Temporais parece muito agitada, como que se algo de suma importância para a existência do multiverso fosse discutido. Simon se reconhece, vestido de preto como de costume, gritando entre os presentes como um político em um parlamento. Cronnus chega a ficar curioso com aquilo, mas logo aciona o computador para mudar a cena, temendo que algo sobre ele seja revelado.
— Já há Simons demais por aqui... — diz ele. — Vejamos aqui...
E as imagens se convertem para uma luta com o Esquadrão, envolvendo criaturas feras, meio homens meio felinos, num grande jardim de um milionário chefe do crime. O objetivo da luta é uma peça de cristal que os heróis devem recuperar. Harpia é a mais interessada nisso. Mostrando muita coragem, mesmo ferida gravemente, ela ataca o portador da jóia com seu cetro. Temporal chega numa moto, a “Máquina do Tempo”, como ele a chamaria.
As cenas mudam rapidamente, e que se vê agora é um momento de calma, onde o Esquadrão se reúne na sala de recreação, espalhados pelo sofá. Pelo chão vários DVDs são selecionados. Flamy e Máximo discutem como sempre. É feito um comentário de que os dois ainda vão acabar juntos, deixando ambos corados e irritados. Cronnus não pode deixar de sentir inveja de Temporal. Tais momentos, sem dúvida, ele nunca experimentou. Por isso, ele logo faz o computador fornecer novas imagens.
Num cenário sombrio, como de um filme de terror, as três garotas do grupo enfrentam criaturas feitas de sombra. Tais seres se escondem na escuridão, e quando saem dela parecem feitos de alguma gosma, como piche. Flamy os ataca com bolas de fogo, mas eles se esquivam rapidamente. Sandy se dissipa em areia criando uma tempestade contra as criaturas, mas só encontra sombras vazias. Harpia, em vôo, procura atingir os inimigos com seu cetro, mas também não acerta nada. Quando as sombras atacam, elas são facilmente abatidas.
Em outra parte, os rapazes do grupo enfrentam o que parece ser o chefe das sombras, sendo um velho conhecido do Esquadrão, agora modificado e muito mais forte. Mantis é seu nome, e ele cria esse cenário sombrio com seus poderes. Máximo esgota as tentativas de criar uma fonte de luz para acabar com ele, sendo sempre abatido antes de conseguir. Maritimus tenta congelá-lo, mas Mantis se livra do gelo facilmente. E Temporal está muito fraco para realizar alguma viagem no tempo, e tem que se virar com duas pistolas. Por mais que Cronnus queira ver seu inimigo ser derrotado, ele faz as imagens mudarem, pois também não quer dar a chance de Temporal saber como eles poderiam escapar dessa.
Então o cenário que é visto é uma grande batalha no meio da cidade de São Paulo, onde o Esquadrão enfrenta um grupo de cinco super seres muito raivosos. Um deles é um gigante muito forte, que consegue jogar um ônibus contra os heróis. Há também uma velocista que se usa de armas de fogo para atirar para todos os lados. Um homem com roupa de cientista usa um bastão de alta tecnologia para criar rajadas sônicas que deixam os heróis atordoados. Outro homem tem poderes mentais, e se usa de telecinese para criar mais caos na rua. E uma mulher voa e cria massas de energia pelas mãos.
O alvo desse conflito, ao que parece, é o diretor da Corporação, Anderson Oliveira, que é o alvo de toda a fúria dos inimigos, auto proclamados Comando Vega. Ele se fecha em seu escritório, suando bicas, cercado por vários guarda-costas fortemente armados. Ele mesmo empunha uma pistola enquanto tenta dar alguns comandos à inteligência artificial do computador central da Corporação, chamada Aurora.
A cena se converte para algumas horas depois, com o Comando Vega sob controle, um rastro de destruição pelo caminho e o Esquadrão muito cansado e furioso. Ângela chega a dar um tapa em Anderson durante uma discussão acalorada. Tanto Cronnus quanto Temporal ficam muito curiosos com esse episódio. Estaria a Corporação usando os super seres de alguma forma maligna? A resposta fica no vácuo, pois as imagens logo se convertem novamente, ao passo que Temporal já se sente mais forte com as energias que recebe.
Logo, as próximas cenas revelam uma crise envolvendo Aurora, o computador que foi infectado por um vírus criado pelo famigerado Doutor Sebastian Zork, e agora cria robôs com a tecnologia da Corporação. O Esquadrão enfrenta esses robôs assassinos por toda a torre da Corporação. O vírus também assume o controle de equipamentos da agência, como veículos e até a rede de satélites. A vitória só vem com a ajuda de outro cientista, mestre em robótica, chamado de doutor Teodoro Newton, o criador de Aurora. Temporal pouco se atenta a isso, se concentrando em absorver cada vez mais energia.
Depois Cronnus faz surgir novas imagens, onde o Esquadrão se alia a guerreiros vestidos de armaduras que aludem a divindades egípcias, chamados de Historiadores, em busca de artefatos arqueológicos de valor inestimável. Na aventura, eles enfrentam desde o chefe do crime conhecido como o Comendador, até o mago egípcio Khepri e seu exército de monstros. Logo se envolve na busca a heroína a serviço do Vaticano, Sagrada Justiça, que ajuda a salvar os artefatos. Porém, dias depois as peças são novamente alvo de novos ladrões. Dessa vez, seres vindos do espaço.
As próximas imagens mostram o Esquadrão numa aventura espacial, onde eles se infiltram numa espaçonave alienígena, pertencente a piratas siderais conhecidos como o Esquadrão Galático, e acabam por tomá-la, em pleno espaço sideral. Tudo isso para resgatar os artefatos arqueológicos roubados pelas criaturas extraterrestres. Porém, agora eles tinham uma nave para eles e estavam perdidos no espaço. No duro caminho de volta, travam novas aventuras, em planetas que nem sonhavam em existir. Até caírem num planeta comandado por criaturas semelhantes a humanos, mas incrivelmente mais fortes.
Forçados a lutarem numa arena de gladiadores para a diversão do povo e de sua imperatriz, Inanna, eles logo descobrem uma rebelião para depor o império opressor e libertar o povo. Quem lidera tal rebelião é a filha do primeiro ministro e lutadora da arena, a bela Myea. O Esquadrão resolve ajudar na batalha pela liberdade. No entanto, descobrem que um dos membros do Esquadrão Galático é irmão do primeiro ministro, o que os coloca de novo frente a frente, estando agora os piratas com uma nave muito superior.
Cronnus, mesmo animado com tal aventura, descrente de que os heróis poderiam ir tão longe, faz as imagens se converterem novamente. O que vem a seguir é uma visão apocalíptica, de detonações nucleares por toda parte. Temporal abre bem os olhos com tamanha imagem de destruição, então se atenta que o alvo da explosão não é a Terra, mas outro planeta, e ali perto, acompanhando tudo, está o Esquadrão em sua nave, junto com outros superseres, acabados de sair de uma batalha nunca antes travada. Resultado de uma guerra estúpida por poder.
Tão logo se vê uma Terra em conflito, onde o ódio nunca antes fora tão grande, onde uma ameaça dormente ressurge com sede de vingança. O Esquadrão se vê envolvido em mais uma batalha épica, porém agora com mais experiência, com muito mais estratégia e coragem, em vez da determinação de aventureiros. O fim dos tempos profético é então anunciado com a última trombeta, então o Esquadrão se vê coadjuvante de grandes forças que lutam para salvar o mundo. Os resultados dessa guerra, sendo a vitória ou a derrota, são mostrados paralelamente no visor.
Um Esquadrão glorioso, formado não por seis heróis, mas por toda uma legião, tendo como principais doze deles, como os doze olímpicos que decretam os caminhos do mundo. Como os manutentores da paz de todo uma nova Terra. Uma Terra que é capital de um império interplanetário. Um poder incontestável onde o heroísmo se confunde com ditadura. Os inimigos que enfrentam nessa nova Terra, são justamente rebeldes que lutam pela liberdade.
E um Esquadrão derrotado, Sandy morta na forma de uma estátua de vidro. Flamy mutilada boiando sobre o mar. Máximo estranhamente envelhecido e doente, com grandes cicatrizes pelo rosto. De Maritimus só resta o elmo, jogado no deserto. Harpia com seu filho recém-nascido morto em seus braços, petrificado pela liga metálica que herdou de sua mãe, esta que logo se suicida com uma lâmina cravada na cabeça. E Temporal, como se fosse o último homem vivo no mundo, tenta usar seus poderes para mudar o destino, mas não lhe possível. Então fica sozinho, numa solidão eterna.
— Adoro ver vocês morrerem! — exclama Cronnus, muito feliz com tal destino. — Mas como isso não vai mesmo acontecer, pode ficar sossegado. Seu sofrimento não será tão longo! Acho que vimos o suficiente, Simon... É hora de dizer Adeus. — Cronnus dá as costas para Temporal, ainda ali no chão, sem saber que este já recuperara suas forças.
— Não vai ser assim...
— O que você disse? — quando Cronnus se volta, o soco atinge seu rosto. Se ter tempo para pensar no que aconteceu, outro golpe faz seu visor cair. Mais uma série de golpes o leva ao chão. É então que ele vê Temporal, de punhos cerrados e com ódio no semblante.
— Você disse que eu não iria te matar porque eu sou o cara bomzinho. Mas, de que adianta ser bonzinho agora, nesse momento? — Temporal se aproxima em passos firmes e dizendo: — Você não só acabou com a vida dos meus amigos, mas também com de centenas de inocentes. Destruiu a Cidade do Tempo e os Guardiões! Com isso, destruiu toda a existência! Toda a Criação!! Então... porque eu ainda seria o cara bonzinho?! — Temporal começa a chutar Cronnus ainda no chão.
— São apenas palavras... Simon... — diz Cronnus que contra-ataca e se levanta. — Mas você não tem coragem! Nunca terá!! — Cronnus então se atraca com Simon numa luta corpo a corpo. Temporal se assusta porque desse contato físico, nada esteja acontecendo. Ele sabe que a mesma pessoa de tempos diferentes não podem se tocar. Não estudou bem o que acontece com pessoas de realidades diferentes. Mas talvez Cronnus não será ele, como temia. Nem de outro tempo, nem de outra realidade. Então, o que ele é?
— Quem é você!? — pergunta Temporal, coberto de ira, pegando algum destroço do chão e golpeado a cabeça do seu algoz. — Quem diabos é você, maldito!! QUEM?!! — a ferocidade de seus golpes, cada vez mais fortes, fazendo jorrar uma chuva de sangue, manchando seu próprio rosto, nunca antes tão irracional, tão selvagem. Até que Cronnus não expressa mais nenhuma expressão, seja de dor, ódio ou medo. Sendo apenas um pedaço vazio de carne, já sem rosto e sem vida. — Oh, Deus! — Temporal larga o objeto (que por não ser nada da Terra ou dessa dimensão, não podemos descrever melhor), e sente o fedor da morte em suas mãos.
Mãos que agora tremem, ao mesmo tempo em que suas lágrimas caem sobre o peito de Cronnus. Simon sente agora o amargo da vergonha na boca, vendo que se rebaixou tanto, fazendo que era, desde que se entende por gente, o pior pecado que alguém poderia cometer, ainda mais de forma tão bruta e cruel. Mas no fundo ele sabe que este era o único jeito de deter tal monstro sem coração. Era como se livrar se seu lado maligno, como se aquilo refletisse alguma batalha espiritual que a certo momento da vida todos enfrentam. Era inevitável.
Do chão, Simon cata o visor de Cronnus, sabendo que ele seria necessário para dar prosseguimento ao seu plano. Mesmo sabendo que o que faria em seguida seria tão o mais proibido do que tirar a vida de outro ser humano. Mas naquela situação, ninguém, a não ser ele mesmo, poderia saber o que aconteceu. E tomando coragem, ele vai até o computador central e absorve mais energias, chegando ao ponto máximo de poder cronal, ainda pouco estudado por ele. Talvez fazer o que iria fazer agora, esgotaria com sua própria vida. É um preço pequeno a se pagar... para corrigir os atos de Cronnus.
E acionando o visor holográfico, Simon começa a restaurar a realidade. Primeiro refaz a Cidade do Tempo como ela deveria ser. Traz à ampulheta novas e revigoradas energias, e por fim faz o tempo tomar seu curso, restaurando a realidade ao seu redor, devolvendo cada coisa ao seu lugar antes de Cronnus entrar na sua vida. Por vários momentos ele se vê tentado em reescrever a história. Apagar da existência guerras e genocídios, mas sabe que as conseqüências seriam terríveis. Nem mesmo sua própria história ele se atreve a mudar. A morte da mãe, o orfanato... tudo continua onde sempre esteve. Até que a existência é revivida até aquele dia. Momentos antes de Cronnus entrar na torre na Corporação.
Está feito. Tudo foi restaurado. Mas para evitar que isso novamente aconteça, ainda resta algo a ser feito. Mesmo que a sombra da morte impere por suas mãos novamente, ainda há algo a ser feito. Com isso em mente, ele deixa a Cidade do Tempo, desaparecendo com o corpo de Cronnus. Em seguida surgem os Guardiões do Tempo, como se nada de seu santuário fosse profanado. Eles voltam seus olhares para a ampulheta e observam a cena que se passa nesse exato momento.

Cronnus, sob a luz do sol das duas da tarde, vestido com roupas comuns, leva em sua mente o plano de entrar na torre da Corporação se passando por Simon, tomar a confiança do Esquadrão M e destruí-los, para logo após acabar com seu pior inimigo. Com isso em mente, ele chega a poucos passos da entrada do prédio, ajeitando seu colarinho e usando sua melhor atuação. Já avistando o segurança na porta, esboçando um sorriso amarelo. É quando uma voz lhe chama a atenção:
— Desista Cronnus. Seu jogo não irá funcionar. Não dessa vez. — se voltando, Cronnus vê Temporal a frente do Esquadrão M, prontos para a batalha. Expressando um olhar sombrio, o vilão responde.
— Veremos...

Conclui a seguir.



Esquadrão M: Extras:
O PRECURSOR

Por: Anderson Oliveira (escrito originalmente em 2005)

CAPÍTULO 3
Porque uma boa ação pode se converter em um ato destrutivo.

Tinha que desenvolver algo que ampliasse meus poderes... como o Cérebro para o Professor X... e ao mesmo tempo os controlasse... como o visor do Ciclope. Assim iniciei vários projetos...
Máquinas enormes foram dando lugar a outras cada vez menores e mais sofisticadas... claro que os avanços da tecnologia me ajudavam... usei de recurso a tática da loteria para arrecadar fundos... e continuei pesquisando e projetando um aparelho.
Depois de muito trabalho cheguei ao objeto perfeito. Era uma espécie de visor... influência do Ciclope, admito. Ele entraria em contato com meus neurônios através de ondas que penetrariam minha retina, sem me causar dano algum, e ampliariam minhas capacidades... dias se transformariam em anos... em vez de dez dias, dez anos... o tempo ideal para salvar minha mãe.
Construí a máquina... de metal, cilício e inúmeros componentes complicados de explicar... tinha uma tela de LCD no visor, onde seria projetado um relógio que marcaria o tempo que eu precisaria além de outras informações... Um HD interno para arquivar dados geográficos e fazer cálculos de física quântica. Porém tinha uma limitação: após usado, teria que descansar por um tempo... quanto maior a viagem, maior o tempo de descanso. Isso me obrigaria a ficar no passado, no caso da minha mãe, por um dia inteiro antes de voltar ao meu tempo original...
Com o aparelho terminado resolvi por em pratica minha idéia. Primeiro comprei o remédio.... custou caro, mas ainda tinha algum dinheiro. Arrumei também uma roupa legal, como de super-herói! Raspei a cabeça... sei lá... tinha mais a ver com meu novo estilo. Após tudo pronto, voltei a nossa velha vizinhança... e na calada da noite, usei meus poderes.
Estava de volta naquela tarde... o dia fatídico da morte da minha mãe. Foi quando eu me vi garoto saindo de casa... certamente era pra ir comprar aquele remédio... o jeito era entregar esse novo remédio para mim e dizer para levá-lo a minha mãe. Mas não podia dizer que eu era eu mesmo vindo do futuro... isso poderia complicar as coisas:
— Simon. — disse pra mim garoto.
— Hein? Você me conhece?
— Claro, Simon... venha cá... tome... este remédio é para a minha... sua mãe.
— Não... ela pediu pra comprar o remédio...
— Eu sei, olhe, eu trouxe esse novo remédio da farmácia... esse é melhor, vai curá-la! Leve logo pra ela!
— Quem é você? — pergunta desconfiado... eu não sei o que responder, mas logo ele fita minhas roupas e sorri dizendo: — Você é um herói?
— Sim, Simon. Tome o remédio e salve sua mãe. Seja um herói você também! — Ele... eu... sorriu contente e pegou o frasco da minha mão e voltou correndo pra casa.
Missão cumprida. Minha mãe tomou o medicamento e resistiu aquele dia... não morreu dessa vez. Como eu precisava de um dia pra retornar, tive que ficar no passado onde observei a felicidade do Simon garoto. As memórias vinham na minha mente... eu observava de fora, mas tinha na lembrança o rosto lindo da minha mãe... corado e com vida. Mas permaneceram as memórias do orfanato... por quê? Já que agora minha mãe estaria comigo outra vez?
Anoiteceu e ela se levantou como há tempos não fazia. Foi tomar um banho. Foi aqui que aprendi uma grande lição. Nada que eu pudesse fazer poderia mudar um fato cravado no passado... pensei na hora se era isso o que chamam de... destino.
Minha mãe, ao entrar no banheiro, antes de tirar o roupão, escorregou no chão molhado devido a um vazamento e bateu a cabeça no sanitário. Morte instantânea. Sei lá, era seu destino morrer naquele dia... de uma forma ou de outra.
Vi o pequeno Simon gritar e chorar. O resgate chegar e levar o corpo inerte da minha querida mãe. Simon se sentou na escadaria do prédio e chorou... Eu também chorei... chorei novamente. Ele me viu, veio ao meu encontro:
— M-minha... mãe...!
— Eu... sinto muito...
— Não pude ser um herói... não a salvei...
— Não Simon, você foi um herói... e eu devo ser um também. — o abracei... abracei a mim mesmo, de um outro tempo... éramos o mesmo ser tendo contato... coisa impossível pelas leis da física... e eu iria descobrir o quanto pagaria por violar tal lei.

Fim do Capítulo 3



DOS ARQUIVOS DE AURORA, COMPUTADOR CENTRAL DA CORPORAÇÃO

FICHA TÉCNICA

MARITIMUS


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1. Dados físicos:

Nome Verdadeiro: Igor Moreira
Cidade Natal: Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Etnia: Caucasiana (branca)
Cabelos: Castanhos escuros
Olhos: Castanhos
Altura: 1,82 m
Peso: 87,96 Kg
Outras características: Nenhuma evidente
Personalidade: Criado na rigorosa disciplina militar, desde a infância por influência do pai, também militar, Maritimus é hoje o mais sério membro do Esquadrão. Marcado por uma tragédia pessoal, dificilmente se permite um momento de paz. Nem por isso deixa de ser companheiro e desenvolver laços de amizade com o grupo.
Escolaridade: Graduado em Ciências Náuticas pela EFOMM (Escola de Fomação de Oficiais da Marinha Mercante)
Parentes conhecidos: Ten. Daniel Moreira (pai)
Profissão: Segundo Tenente da Marinha do Brasil (reformado)
Base de Operações: Sede da Corporação, São Paulo, Brasil
Afiliação: Esquadrão M e Marinha do Brasil

2. Dados vitais:

Poderes/Habilidades: Maritimus tem uma fisiologia anfíbia, podendo viver debaixo d’água. Para poder suportar a pressão das profundezas, desenvolveu força e resistência além dos níveis humanos. Também exerce poder sobre a água, podendo manipulá-la no nível molecular. Ou seja, além de movê-la pode controlar sua temperatura nos estados líquido, sólido e gasoso. Tem habilidades de luta proveniente de treinamento militar e que recebeu no reino subaquático de Oceânia.
Armas: Tridente de oficial da Tropa de Oceânia.
Outros acessórios: Nenhum.
Descrição da roupa: Maritimus veste a armadura da Tropa de Oceania, que consiste num conjunto de elmo, peitoral, braceletes, cinto e botas verdes com detalhes em dourado. Por baixo da armadura, um traje preto que lembra um traje de mergulho.
Ponto fraco: Traumas pessoais de seu passado muitas vezes o faz perder o foco. Com isso, perde o controle de seus poderes.

3. Níveis de força:

Força: 4
Inteligência: 2
Velocidade: 1 (3 na água)
Tecnologia: 1
Projeção de energia: 1
Agilidade: 1 (3 na água)

______________
* 1 é o nível de um ser humano comum.

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