A chegada do Sr. Destino renova as esperanças de Zatanna e Oculto, porém as forças malignas lideradas por Sabbac não temem o poder da luz. Conseguirão os heróis fazer as trevas recuarem?
Sentinelas da Magia #3
Destino
Por Alex Nery
Zatanna e o investigador do sobrenatural conhecido como Dr. Oculto, correm pela praça destruída de King’s Cross. Sobre suas cabeças, voam vários pedaços de concreto e um deles passa a poucos centímetros da jovem maga. Ela grita aterrorizada, mas ambos conseguem chegar até a proteção de um pequeno coreto.
- Oculto! Temos que sair daqui! – grita Zatanna.
- Não! Destino nos garantiu algum tempo! Precisamos encontrar aquela bruxa! – diz o Dr. Oculto.
- Destino... – ao murmurar o nome do mago supremo, Zatanna ergue seus olhos para o céu em direção à figura imponente.
O maior mago da terra flutua sobre a praça. Se ele está falando algo, é impossível de se ouvir. As chamas da destruição abaixo refletem em seu elmo dourado, tornando-o uma figura assustadora. o Senhor Destino gesticula graciosamente com as mãos e a força dos raios místicos que ele emite contrasta com a leveza dos movimentos. Rajadas destrutivas são emitidas de suas mãos, envoltas por faíscas luminosas que giram rapidamente. E todo esse poder devastador tem um alvo bem definido: o demônio Sabbac, que urra de dor ao ser atingido.
Sabbac cambaleia e cai de costas, destruindo um pequeno marco de pedra em forma de coluna. Porém, ele está longe de ser subjugado. O demônio crava suas garras nos destroços da coluna e a utiliza como um bastão, acertando em cheio o Senhor Destino, que aparentemente pensava ter derrotado a criatura. O mago é arremessado pelos céus, caindo dezenas de metros adiante.
- Ele caiu! Destino caiu! – grita Zatanna.
- Não se preocupe com isso – diz Oculto, que mantêm seu amuleto em forma de disco erguido para a frente, apontando-o em diversas direções.
- Como “não se preocupe”? Não era ele que ia nos salvar?
- Destino não pode ser derrotado por um simples golpe. Vamos! Localizei a trilha da bruxa!
- Devíamos ajudar o Destino contra esse diabão, isso sim.
- Não. Sabbac é um efeito colateral. Se neutralizarmos a bruxa tudo terminará, pois ela invocou os demônios.
- Droga, então vamos! Ela está me devendo uma.
Os dois saem correndo em disparada, desviando dos demônios que começam a sair de seus esconderijos, encorajados pelo sumiço do Senhor Destino. Zatanna invoca alguns raios elétricos e atinge dois demônios que fechavam o caminho dos heróis. Oculto segue na frente, usando seu amuleto como uma espécie de “bússola” para encontrar a senhora Higgins, a bruxa responsável pelo inferno em que a pequena cidade de King’s Cross se transformara.
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Distante três quarteirões dali, o Senhor Destino ergue-se das ruínas da casa que fora destruída no momento da sua queda. Sua expressão é indefinível, pois seu elmo não permite observar o rosto por trás dele.
Um dos demônios salta da escuridão e tenta agarrar o mago, porém com um gesto simples, Destino incinera o demônio, que cai no chão transformado em uma fogueira viva. O mago não ao menos olha para o inimigo que morre aos seus pés. Sem dizer nada, ele voa novamente em direção à Sabbac.
Sabbac avança pela cidade. A população, já apavorada pelos demônios menores, corre em desespero, atropelando-se num caos incontrolável. Dezenas de pessoas são pisoteadas pelas demais, alguns ainda tentam socorrer os feridos, mas é uma tarefa quase impossível, pois a horda demoníaca corre ao encalço dos humanos indefesos. Os poucos policiais da cidade abrem fogo contra as criaturas, conseguindo derrubar alguns após acertarem vários disparos, pois as criaturas são muito resistentes.
Um homem apóia uma mulher pelos ombros, tentando ajuda-la a caminhar. Sabbac aproxima-se e golpeia um automóvel estacionado, fazendo-o voar. O veículo arremessado atinge de raspão o casal que tentava fugir, fazendo ambos irem ao chão. Sabbac gargalha antecipando o prazer de esmagar os dois. Ele ergue seu monstruoso punho no ar e desfere um potente soco.
Uma barreira branca impede que o casal seja atingido. Sabbac urra contrariado e torna a golpear o escudo luminoso, fazendo o próprio solo tremer, porém não consegue quebrar a proteção inesperada.
A mulher grita apavorada enquanto o homem murmura uma prece. Nesse momento ambos percebem o homem com o elmo que está em pé atrás deles, gerando o escudo luminoso através de suas mãos.
- Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! – murmura a mulher.
- Você nos salvou! – agradece o homem.
- Ninguém está a salvo ainda. Leve-a. – ordena Destino.
O homem ergue-se e ajuda a mulher. Impulsionados pelo medo, eles conseguem se afastar rápidamente.
Ao perceber a presença do inimigo, Sabbac abre os braços e inspira profundamente, enchendo seus pulmões com o ar da noite. Em seguida ele expele fogo infernal sobre o mago. Os veículos próximos explodem devido à alta temperatura. Tudo se torna um mar de chamas. O demônio sorri maliciosamente.
De repente, um turbilhão de água começa a surgir e rodopiar no centro das chamas. A água surge do nada e, com violência, espalha-se em todas as direções, aplacando o fogo infernal. O vapor que sobe pelo ar é escaldante, mas o fogo começa a ceder. Sabbac observa com ódio aquele contra-ataque, enquanto o Senhor Destino emerge das águas.
- A água purifica, criatura inferior – diz Destino, num gesto de desafio.
O mago gesticula e uma tromba d’água se ergue e atinge em cheio o demônio, ameaçando sufocá-lo. Sabbac agarra-se a um poste para não ser levado pela correnteza.
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Oculto e Zatanna correm até a entrada de um dos velhos casarões do bairro nobre da cidade. Eles observam em silêncio a casa, que é completamente cercada por uma grade alta, porém o portão principal está entreaberto, como se os convidasse a entrar.
- Ela está ai? – pergunta Zatanna em voz baixa.
Oculto observa a entrada e olha para seu amuleto, que brilha levemente.
- Sim. Lá dentro – responde o detetive.
- Não gosto disso... tá com cara de armadilha... – diz Zatanna balançando a cabeça.
- Provavelmente é mesmo uma armadilha. Se quiser ficar aqui, eu...
- Muito cavalheiro de sua parte, doutor, mas eu prefiro entrar e tentar ajudar.
- Só fiquei preocupado...
- Não se preocupe. Vamos.
Zatanna começa a andar em direção à casa, sendo seguida pelo Dr. Oculto. Ambos caminham devagar e atravessam o portão principal, tentando não fazer barulho. O jardim que separa a entrada da casa do portão é amplo e bem cuidado. Sua grama está bem aparada e em seu centro pode se ver um pequeno chafariz em forma de anjo, que esguicha água para o alto, fazendo-a cair de volta na fonte. Os dois sobem os três degraus do hall de entrada e percebem que a porta da casa também está aberta. Os dois trocam olhares desconfiados. Zatanna aperta com força sua varinha mágica, enquanto Oculto mantêm seu amuleto em erguido.
Oculto é o primeiro a entrar. A casa está iluminada apenas por dois abajures, mas mesmo assim ele consegue observar a rica mobília que existe ali. No centro da sala há uma mesa longa de madeira, ladeada por doze cadeiras de encosto alto. Nas paredes, pinturas com paisagens agrícolas em molduras rebuscadas dão um ar nobre ao ambiente. Um pesado tapete rubro cobre o assoalho e abafa os ruídos dos passos de Oculto e Zatanna, enquanto os dois penetram ainda mais na casa.
- Onde ela está? – sussurra a mágica.
- Hmm... bem próxima... – responde Oculto também em voz baixa.
Os dois caminham mais alguns passos e entram em um corredor largo. Eles percebem uma luz fraca vindo do compartimento no final dele. Oculto acena com a cabeça e Zatanna compreende que é até lá que devem ir. Ambos caminham em silêncio e com passos lentos. Ao chegarem ao fim do corredor, percebem que encontraram a cozinha da casa.
Ali, cercada por uma dúzia de velas vermelhas e viscosas, a velha senhora Higgins, a bruxa de King’s Cross, os aguarda com um sorriso diabólico.
- Ah, enfim chegaram... por que demoraram tanto, crianças? – pergunta a Bruxa.
- Não sou sua “criança”, velha asquerosa... – murmura Zatanna.
- De certo modo, você é, querida. Sinto em você o cheiro de uma de nós, talvez mesclado com algo diferente, mas ainda assim, uma praticante das artes negras... – Higgins observa Zatanna com curiosidade, seus olhos brilham.
- Não ouse me comparar à você, seu monstro. Olhe tudo o que fez esta noite... tantas pessoas feridas... – diz Zatanna.
Oculto segura o amuleto em forma de disco apontado para a bruxa, como um padre seguraria um crucifixo ao se defrontar com um vampiro.
- Você é esperto, Doutor. Enquanto ela me distrai, você tenta romper minhas defesas... – diz a bruxa encarando o investigador. Oculto nada diz, mas começa a suar como se estivesse fazendo um esforço excessivo.
Sem aviso, ele é arremessado para trás. Oculto grita de dor. Seu corpo fica suspenso no ar, contra a parede.
- Doutor! – grita Zatanna.
- Por que se preocupa com esse animal, filha? Ele é apenas mais um dos homens, dos malditos...
- Solte-o, velha! Solte-o ou eu...
- Você não fará nada. Deveria estar ao meu lado e não colaborando com esse homem. Não tem idade o suficiente para saber que eles apenas nos usam?
- Isso tudo é apenas por raiva dos homens?
- “Apenas”??? Como ousa? Esses malditos nos usam, nos humilham, nos agridem... Aqui mesmo, nesta cidade imunda, as mulheres sempre foram meros objetos. Naquela praça, onde consegui abrir o portal para o mundo inferior, durante a inquisição foram mortas dezenas de mulheres como eu. Dezenas de mulheres como você, sua traidora! O sangue delas, esparramado e infiltrado em cada pedra dali, me deu força para ser a mão da vingança, aquela que trará a destruição para os descendentes dos seus carrascos.
- Você criou um novo nível de loucura, bruxa... Na-meburred, sotneV!
Um furacão surge do nada e atinge a bruxa em cheio. Higgins cai de costas, enquanto suas velas se apagam e o Dr. Oculto é solto das mãos invisíveis que o seguravam.
- Zul me odot ragul! – com a invocação de Zatanna, a cozinha fica plenamente iluminada por uma luz vindo não se sabe de onde.
Oculto respira profundamente tentando retomar o fôlego. Zatanna ameaça saltar sobre a bruxa, mas a maligna mulher lê um verso escrito em seu bordado e então surgem dois demônios humanóides de pele negra que buscam proteger sua mestra. Um deles avança sobre Zatanna, tentando imobilizar seus braços e atacar seu pescoço com suas presas. A mágica sente o hálito da criatura perto de seu rosto mas consegue contra-atacar:
- Etnalegnoc oirf!
Imediatamente o corpo do demônio começa a congelar. O frio sobe por suas pernas, invadindo-o totalmente. Cada parte de seu corpo começa a cristalizar e nem seus gritos horrendos são o suficiente para salva-lo. O segundo demônio salta sobre a mágica, porém é pego em pleno ar por um portal e desaparece. Zatanna olha para o lado e vê que foi salva pelo Dr. Oculto.
Sem tempo para agradecimentos, eles avançam em direção à bruxa HIggins. A velha segura firmemente o bordado com o feitiço em suas mãos. Zatanna aponta sua varinha e diz:
- Emieuq!
Imediatamente o bordado começa a pegar fogo. A bruxa solta-o.
- Malditos! Malditos sejam! – pragueja a velha bruxa.
- Você causa todo esse sofrimento e nós é que somos malditos? Bah... – diz Zatanna, olhando com desprezo para a bruxa.
- Sem seu livro das sombras, você não é nada. Apenas alguém digna de pena... – diz o Dr. Oculto.
- O que pretendem fazer comigo? Me prender? Hahahahha...
- Ela tem razão, Oculto. O que vamos fazer com ela? Nenhum juiz vai prendê-la por bruxaria. Vão dizer que somos loucos! – diz Zatanna indignada.
- Ela será julgada por poderes maiores que os nossos, Zatanna – diz Oculto – Venha.
Oculto abre um portal. Ele agarra a bruxa pelos braços e mergulha nele, sendo seguido por Zatanna, que está começando a se acostumar com o jeito misterioso de seu novo amigo.
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Sabbac arremessa um ônibus contra Destino. O mago não se move, preferindo deter o veículo com um encanto, transformando-o em pó. O demônio aproveita e ataca, saltando contra o mago e agarrando-o. Ambos caem, porém Sabbac faz com que Destino receba todo o impacto.
Ainda atordoado, o mago não pode evitar que a criatura o agarre pela capa e o arremesse novamente contra uma parede de tijolos. Porém, desta vez Destino atravessa a parede como um fantasma, deixando seu inimigo surpreso.
Destino mergulha e pousa em frente ao demônio. De pé, ele faz uma nova invocação. O céu da madrugada se abre, e uma série de pontos azuis desce das nuvens em alta velocidade e se despejam sobre Sabbac, atravessando-o e causando muita dor ao ser infernal.
Neste momento, algo atrai a atenção do mago. Ele percebe que Sabbac está menor e reduzindo ainda mais de tamanho à olhos vistos. Usando seus sentidos místicos, o Senhor Destino percebe com satisfação que o feitiço que liga Sabbac ao plano terreno foi quebrado.
Numa luta, qualquer distração pode ser fatal. Sabbac tenta um último ataque, porém Destino percebe a tempo e gera um raio explosivo que atinge o demônio, fazendo-o urrar de dor e cair de joelhos.
O portal de Oculto materializa-se ao lado de Destino e dele surgem a bruxa e seus captores.
- Doutor Oculto – cumprimenta Destino.
- Olá, Destino – retribui o investigador - Esta é Zatanna, sem ela provavelmente eu teria sido derrotado – diz Oculto, apontando a mágica.
- Sim. Percebo nela grande poder. Imaturo ainda, mas com muito potencial – diz Destino avaliando Zatanna.
- Tudo isto é muito novo pra mim, sabe? Quer dizer, desde pequena eu vejo coisas estranhas, mas... – diz Zatanna.
- Não é o momento para cordialidades – interrompe Destino – Essa besta deve voltar ao lugar à que pertence. E esta humana deve pagar por suas ações.
- O que vamos fazer com eles? Não dá pra mandar uma pessoa pra cadeia por bruxaria... – insiste Zatanna.
- Tudo já foi decidido – diz Destino.
O Senhor Destino une suas mãos e então um portal é aberto em pleno ar. Da abertura emergem vozes arranhadas e sons guturais.
- Não olhe para lá, Zatanna – pede o Dr. Oculto.
- Pra onde leva aquilo? – pergunta a mágica.
- Para o lugar de onde vieram esses demônios – diz Oculto.
Zatanna sente um arrepio e resolve seguir o conselho do amigo.
As criaturas demoníacas espalhadas por King’s Cross começam a ser aspiradas pelo portal. Sem o feitiço que lhes servia de âncora, eles perdem o elo com esta realidade e são tratados como corpos estranhos. O encantamento do Senhor Destino funciona e, em questão de segundos, todos os demônios menores são removidos da cidade, restando apenas Sabbac, que também começa a sentir os efeitos do portal.
- NÃÃÃÃOOO!! – grita Sabbac.
- Parta, criatura maléfica – ordena o Senhor Destino.
- NÂO É JUSTOOOOOOO!!!! – o demônio tenta cravar suas mãos no chão, porém está enfraquecido demais pela luta contra Destino.
- A justiça está sendo feita – diz Destino severamente.
- ELA ME PERTENCE! ELA FALHOU CONOSCO! – o demônio luta para permanecer na terra.
- Quem? – pergunta Zatanna.
- Hmmm... – murmura Oculto.
Destino se volta para Higgins e executa um encantamento. A bruxa é banhada por uma luz amarela, que revela uma aura vermelha ao redor dela.
- Velha tola. Como pôde vender sua alma aos inferiores? – pergunta Destino.
- E-eu queria PODER! Só através do poder eu conseguiria minha vingança! – vocifera a velha bruxa.
- Sua busca por poder e vingança só trouxe desgraça aos seus semelhantes e a você mesma. Parta.
Subitamente, a velha senhora Higgins é erguida no ar e arremessada contra Sabbac, que a agarra com ambas as mãos. Num segundo ambos são tragados pelo portal, que se fecha em seguida como se nunca tivesse existido.
- Meu Deus! – murmura Zatanna.
- Destino! – protesta Oculto.
Destino se volta para ambos. Os dois podem ver seus reflexos no elmo dourado, mas não podem discernir a expressão do homem que o utiliza.
- Quem procura o mal, colhe o mal – diz Destino soturnamente.
- M-mas... – começa Zatanna, porém, Oculto segura no braço da mágica, sinalizando para que ela não discuta.
O Senhor Destino ergue-se no ar silenciosamente e desaparece entre as nuvens da aurora. Zatanna abraça o Dr. Oculto e chora.
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Os serviços de emergência de King’s Cross trabalharam freneticamente naquele dia. Bombeiros e guarda civil lutaram contra as chamas que ameaçavam consumir o centro da cidade e, após horas de esforços, conseguiram debelar as chamas. Haviam vários rumores conflitantes sobre as causas da grande destruição ocorrida por toda a cidade. Para alguns, as tubulações de gás, antigas e mal cuidadas, haviam explodido. Para outros, um misterioso tufão vindo não se sabe de onde, haviam destroçado os prédios e casas do centro.
- Não entendo como não se lembram dos demônios e tudo o mais... – diz Zatanna, enquanto apanha suas malas e coloca no carro alugado.
- Destino fez com que esquecessem – explica Oculto, encostado ao lado do carro.
- Ele tem poder pra isso?
- Na verdade, sim. E muito mais.
- Então por que nós lembramos?
- É a maneira dele dizer que agradece a nossa ajuda.
- E ele agradece?
- Da sua maneira, sim.
- O que ele fez com a velha Higgins... não sei se concordo, apesar de tudo.
- Destino tem uma missão pesada nas costas. Ele cuida para que nada interfira na ordem. E apesar de ser humano, às vezes ele esquece isso. É complicado.
- Bem, aí está. Minha ultima mala. Quero sair daqui antes que apareçam os paparazzi e queiram saber o que andei fazendo numa cidade como esta. Tem certeza de que não quer uma carona, doutor? Estou indo para Londres.
Oculto pensa por um instante, sorri e diz:
- Seria bom rever Londres, mas não, obrigado. Tenho que cuidar do escritório...
- Você tem um escritório? Um escritório normal, digo?
- Hah, sim...
- ISSO é estranho, hehe...
Zatanna abraça Oculto.
- Obrigada, Doutor.
- Eu que agradeço a ajuda, Zatanna. E pode me chamar de Richard.
- Ok, até mais.
Zatanna entra no automóvel e acena para o Doutor Oculto, partindo em seguida. O investigador do sobrenatural fica alguns instantes observando a amiga se afastar, então, subitamente ele sente um arrepio, como se algo tivesse atravessado seu corpo. Ele fica sobressaltado e olha em volta, mas nada vê.
Levando em conta o que passara nas últimas horas, ele decide esquecer o mau pressentimento e então olha em volta procurando por algum lugar que tenha escapado da destruição da noite anterior onde possa tomar um café. Devagar ele se dirige a uma pequena lanchonete que parece estar funcionando.
FIM
No próximo número: DEADMAN!
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